A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “outubro, 2011”

Cada erro do mundo

Desde pequena, eu me isolei de todo mundo (até da minha irmã). Eu brincava sozinha, criava minhas histórias sozinhas e, enfim, fazia TUDO sozinha. Por causa disso, a realidade nunca fio confortável pra mim – e até hoje eu não sei lidar direito com ela. Então, naturalmente, passei a assimilar as coisas do concreto ao que eu conhecia da minha fantasia. As sensações genuínas, o encanto pela vida, minha força foi toda tirada de lá. Do meu mundo, dos meus personagens. Quero sempre trazê-los cada vez mais próximo à realidade. Eles são a minha base, o meu fudnamento. É que você não deve entender como eu entendo, mas sinto como se eles fossem reais mesmo, sabe? E sinto também que devo um eterno agradecimento por me cuidarem tão bem… E por me gostarem e por me permitirem tanta coisa. E eu reciprocamente. É como se eles me conhecessem por inteiro e eu os fizesse também. E eles são lindo e perfeitos, porque os amo em cada defeito e me fascino a cada ato falho. Tudo o que eles fazem é, simples e essencialmente maravilhoso. Tudo o que quero fazer é chorar de alegria e gritar “Obrigada!” com a voz arranhando a garganta de tanta força! E o que posso fazer se vocês são incríveis? Se sou tão apaixonada por cada um e encontro encantos peculiares em todos vocês? Que mais posso fazer se recheei meu paraíso com mágica e esplendor? Se me deslumbro sempre que imagino os rostos de quem vive lá? Olhos claros ou escuros, narizes mais finos e mais grossos, peles desde as brancas e sombrias até o moreno sensual cigano; jóias, saias, armas, jazz. Nenhuma diferença faz diferença na hora de tratar bem a todos eles. Que mais posso fazer se foram eles quem me ensinaram a ver a beleza de cada erro do mundo e me encantar com a bela vida?

Quando trato de histórias, parece-me que eles não sabem que existo, como se eu fosse um tipo de “deus”. Mas, quando falo assim para você, é como se todos sorrissem pra mim, com os olhos lacrimejando e brilhantes, e dissessem: “Vai, porque a gente tá aqui. A única coisa que queremos é te ver feliz e enfrentar os obstáculos que precisar. Mas não se preocupa se algo der errado, porque vamos estar sempre aqui. Porque te amamos e te queremos bem. Porque somos eternamente gratos por nos criar, desenvolver, cuidar, guardar, ter tanto zelo e dar tanta importância. Porque, na verdade, não achamos que somos tudo isso, mas você acha – e te adoramos por isso. Por nos amar genuinamente. Por isso te ensinamos tudo o que podíamos. Porque te amamos.”. É como se eu fosse o Pequeno Príncipe e tivesse cativado as raposas.

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Bom dia!

Olááá, pessoas! Tenho boas novas para lhes contar! Estou viciada em Tetris, mas não era isso o que eu ia falar. Na verdade, eu sempre gostei de Tetris, mas só após dezessete anos que me viciei. >< Enfim, as boas novas: Flávio e eu voltamos! *-* E isso foi meu presente de dia das crianças (porque foi dia doze, hehe). Pois bem, estou de pijamas (o relógio amrca meio-dia e doze), meu café da manhã foram quatro bolas de sorvete de abacaxi, não escovei os dentes nem fiz meu xixi matinal nem penteei o cabelo ainda. Ah, também não arrumei a cama, é claro. Não tenho muito o que falar, mas creio que, nos próximos dias, aparecerá algum texto para o Flá aqui. ^^ Esperem, se quiserem. Hehe. Bom, por hoje é só, passei mesmo pra atualizar o blog. Bom dia para vocês!

Beijinhos,

Letii

Cantada cotidiana e sua devida resposta

Ok, cansei de ver o blog desatualizado. Aqui vai uma breve passagem sobre a minha irmã:

Estava sister e uma amiga na rua, caminhando. Passavam por dois caras (já mais velhos) que estava na calçada do outro lado. Um deles gritou para elas “Nossa, que gostoso, hein?!”. E minha irmã – eu sua gentileza e boa educação natural – enfiou a mão no meio das pernas e respondeu:

-Pega na minha benga pra ver o que é gostoso!

E agora vocês decobrem o porquê de eu gostar tanto da sister. 🙂 Hehehe, agora tenho que ir viajar.

Beijinhos para vocês,

Letii

Caio

Creio que o fato mais marcante deste último mês tenha sido a morte de um primo meu. Ele tinha vinte e oito anos e morreu por causa de um acidente e complicações médicas. Não sei ao certo se gostaria de falar sobre isso. Acho que não… Mas cada vez que lembro, que vejo uma foto dele, me sobe uma vontade de extravasar. Não chorar, mas… É saudades, sabe? E um pouco de culpa também, porque não fui vê-lo nenhuma vez no hospital (dado que estávamos em cidade diferentes e razoavelmente distantes – mas mesmo assim). E quando o vejo criança em fotografias antigas… A gente sempre se prepara para o nascimento, mas nunca para a morte, disse minha mãe. E é fato. O dia da vinda dele deve ter sido lindo! Aquele rosto gordinho, tão lindo… Nariz achatadinho, menino doceiro que só. Aprontava mais que todo mundo, não parava quieto, tinha formigas na bunda (com o perdão do palavreado). Seus abraços de urso, os pulos em cima da gente, as vezes que você passava a colher de sorvete nas nossas bochechas. É, você soltou puns na barriga da minha irmã e gostou de Bob Esponja até seus últimos dias. Você foi incrível, Caio. Incrível nos seus atos, nas suas falas e em todo o seu jeito calmo e despreocupado de sempre. VOCÊ É INCRÍVEL, CAIO. E vamos sempre te amar por isso.

P.s.: Sem foto hoje, estou meio que na pressa. talvez coloque depois.
P.P.s.:também não sei se conseguirei atualizar todas as redes sociais. Só o Facebook. Beijinhos.

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