A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

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Loba devoradora de homens

Eu me desonrei, me desgracei. Sou um monstro vil, loba devoradora de homens. Eu, que sempre falei tanto de impor e ceder, só soube exigir. Eu, que desrespeitei-o por tantas vezes, como se fosse tão simples como andar para frente – e ele continuou ali. Ele sempre me apoiou, fez das tripas, coração para me ver sorrir. Como eu pude ser tão má? No final das contas, não sou menos cruel que muito assassino por aí. Acho que é por isso a razão de querer cuidar tanto dele, de querer vê-lo feliz. Porque sei que errei muito e errei feio. E mesmo eu o tendo feito, ele me aceitou de volta sem sequer hesitar – porque eu o fazia feliz. E eu tive a paxorra de jogar tudo no lixo, desprezar tudo o que ele proporcionou. Só o carinho, só o afeto… Só a supervalorização que ele me deu já é motivo o bastante para que meus atos sejam horríveis! Talvez eu seja uma pessoa horrível, insensível… Maldita, não valho a comida que como.

Talvez eu tivesse medo de tanta felicidade. Talvez eu não quisesse aceitar que ele era o príncipe perfeito. Mas, se há pouco tempo concluí que amor é algo muito mais forte que respeitar, cuidar e admirar… Se concluí que amor é fazer sacrifícios sem se importar quando te rasgam a carne, pois sua causa é tão infinitamente maior que qualquer sofrimento vale a pena… Se entendi que amor é uma sensação que explode e arde no peito, por que rezo todas as noites para que ele fique melhor? Por que me desespero nas tentativas de querer cuidar de você? Por que peço a Deus para que, se for preciso, que ele esqueça de mim para se recuperar? Por que, se pedir isso me dói tanto na alma?

Não quero criar esperanças, mas também não as quero destruir. Só preciso de um tempo para mim, para organizar a cabeça e relaxar. É tempo de purificação, meditação. Mas a culpa e a crueldade me consomem por dentro, alternando entre úlceras e cólera. Meu corpo se contorce, fazendo a areia impregnar no sal liquefeito em meu rosto. Um grito tremendo a rouquidão ecoa pelos grãos no solo e fecho o punho, pronta para me levantar em busca da catarse. Então dou meu último suspiro e, por ora, morro.

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Alegria manifesta

Este é, sim, um texto e uma declaração de amor. Quando o conheci, no ano passado, não me passou pela cabeça tudo o que seríamos hoje – mas no estopim de uma única cena, ele me conquistou.

Foi um flash que se deu num abraço espontâneo: ele me deu dois beijos rápidos na bochecha e disse “Obrigado por ser minha irmã mais nova, idiota”. Na fração de segundos que se passou, percebi que sorria na essência da alegria enquanto ele me beijava. Dei-me conta de que sorria como uma criança quando agraciada pelo pai, exalando a mais pura felicidade por entre os tão perfeitos dentes de leite. E penso em como a infância é maravilhosa… Agora entendo porque diz-se que a criança é pura: não por causa da inocência, mas porque todos os seus sentimentos giram exatamente em torno do âmago de cada sensação! A alegria manifesta tão brilhante de receber um ósculo do pai…

Posso dizer também que compreendo a luz ingênua da felicidade do beijo por causa de seu protagonista: o beijador. Se pensam que a criança se contenta pelo agrado, enganam-se completamente! O êxtase se dá por estar ali com aquela pessoa e não querer ir embora nunca mais! O eterno momento efêmero guardado no brilho do sorriso.

Em tão pouco tempo, sinto-me inteiramente segura para afirmar que adoro nossa amizade. Não é algo superficial, não chegamos nem perto de sermos melhores amigos. Você é meu irmão. E eu, sentindo-me tão pequena aconchegada em seu abraço; e eu, que sei que não é preciso falar para nos entendermos entre olhares; eu, que sei que palavras não machucam, grosseria não dói, que somos inabaláveis; eu, que sei que ninguém precisa entender por que somos assim; eu, que em minha inocência te acho lindo em seus traços tortos e olhos engraçados; eu, que gosto do seu cheiro de colchão; eu, que sinto algo mais que intenso, que quase enxergo nossa ligação física-mental transitando num fio dourado preso às nossas cinturas. Eu sou sua irmã mais nova e vou te proteger sem qualquer noção do perigo (porque as crianças muitas vezes não a tem). Porque este é um texto e uma declaração de amor – e eu te amo, maninho.

Bom dia!

Olááá, pessoas! Tenho boas novas para lhes contar! Estou viciada em Tetris, mas não era isso o que eu ia falar. Na verdade, eu sempre gostei de Tetris, mas só após dezessete anos que me viciei. >< Enfim, as boas novas: Flávio e eu voltamos! *-* E isso foi meu presente de dia das crianças (porque foi dia doze, hehe). Pois bem, estou de pijamas (o relógio amrca meio-dia e doze), meu café da manhã foram quatro bolas de sorvete de abacaxi, não escovei os dentes nem fiz meu xixi matinal nem penteei o cabelo ainda. Ah, também não arrumei a cama, é claro. Não tenho muito o que falar, mas creio que, nos próximos dias, aparecerá algum texto para o Flá aqui. ^^ Esperem, se quiserem. Hehe. Bom, por hoje é só, passei mesmo pra atualizar o blog. Bom dia para vocês!

Beijinhos,

Letii

Essas pessoas

“O que eu fiz?
O que eu fiz?
Como eu pude ser tão cego?
Tudo está perdido,
onde eu estava?
Estraguei tudo,
estraguei tudo.
Tudo saiu errado.

O que eu fiz?
O que eu fiz?
Encontre um antro profundo
para me esconder,
em um milhão de anos eles me encontrarão.
Apenas poeira e uma placa onde se lê:
‘Aqui jaz o pobre e velho Jack’.

Mas eu nunca quis essa loucura, nunca!
E ninguém realmente entendeu,
bem, como poderiam?
Que tudo o que eu queria era trazê-los algo grandioso!
Porque nada nunca sai como deveria?

Mas que inferno,
eu dei o melhor de mim!
E, por deus, eu experimentei algo bárbaro!
E por um momento, porque, eu até toquei o céu!
E, pelo menos, eu deixei histórias que eles podem contar!
Eu deixei!

E pela primeira vez desde,
não me lembro quando,
me senti como na minha velha forma ossuda outra vez!”
Poor Jack – The Nightmare Before Christmas

Não faz uma semana que quase te escrevi: Eu ainda te amo. E já faz um mês. Menos tempo ainda faz que comecei a me questionar se você ainga gostava de mim. À princípi, rreferi ficar na ignorância – porque doeria menos caso a resposta não fosse aquilo que eu esperava. Mas isso me fez parar pra pensar: se eu sempre disse que o que será, será., porque estou com tanto medo? Foi bom, foi muito bom enquanto durou – e isso não posso negar de forma alguma. Não, não estou dizendo que parei de gostar extremamente de você. Mas não se ainda é amor. É a superação, sabe? Conforme as coisas vão melhorando, os sentimentos se confundem e a gente já não sabe mais pra onde ir. Eu não sabia, pelo menos. É um caos, pra falar a verdade. Não quero que se sinta mal, caso leia isso – mas encare como um impulso para o próximo patamar. Vamos amadurecer, o tempo vai nos envelhecer (talvez fiquemos mais bonitos) e vamos, acima de tudo, mudar.

A música acima é para expressar a altíssima qualidade de todo o tempo que gastei com você e também todo meu processo de recuperação. Por mais difícieis que fossem as épocas de tensão, eu estava feliz como nunca – e peço que acredite em minha palavra. Você foi meu sonho adolescente, lembra? Eu te amei demais, Pa. Mas é hora de continuar. O que será, será. E vai sempre tudo dar certo se a gente quiser. Se tem duas coisas que eu aprendi com a arte da leitura, estas foram: “Dias de chuva são apenas um preparo para um belo dia de sol”, além do que, “A vida é um tear sem pontas soltas, com os fios entremeados e revestidos de significado. Nada é por acaso, tudo é inevitável.”.

Ainda queria te dizer muitas coisas – verdades que levariam uma vida para pela minha boca se expressar. Eu enrolo muito, sou complicada demais. Felizmente, essas pessoas o fizeram por mim. Acredite, Pa. Você é incrível e perfeito. Apesar de dados depoimentos do primeiro parágrafo, me agradaria terminar este texto da mesma forma que dei por encerrado a maioria dos outros igualmente dirigidos a você: Eu te amo, Pa.

Ele é bonito

Já hoje me sinto bem na sua presença. Voltou-me a vontade de fazer as coisas, terminar tarefas, sair; voltou o desejo de ser feliz. A saudade foi, ao mínimo, parcialmente curada – ainda que cresça outra vez. Mas queria ter te beijado a boca, te abraçado como nos velhos tempos e enroscado as mãos carinhosamente nas suas mechas de caracóis. Eu não falei que ele era bonito?, perguntava orgulhosa. Tá, ele é bonito., respondia Rafa. Ele é lindo!, exclamava com os olhos a brilhar. Queria escrever um texto enorme, digno da mesura de minha felicidade. Mas impossível transferi-la toda por escrito! Acho que vai dar tudo certo. Eu sempre te dizia isso… E sempre dava, né?

Saudade pura e genuína

Não entendo porque sempre que levanto, a vida me derruba outra vez. Eu queria você e só você… Impossível parar de te gostar, de te querer. Vontade de você. Às vezes, não te telefono porque não tenho saudade de digitar seu número, mas da sua companhia. Sua presença, seu peito pra encaixar a cabeça, seu quente passando pra mim num abraço cotidiano. Seu rosto tão meigo, bonito, desenhado em traços definidos e muito especiais. A textura do seu cabelo, a maciez da sua boca, a cor de madeir dos seus olhos. Eu me odeio. Só queria você ao meu lado… Pra falar a verdade, não sei nem mais o que falar. Não é carência, é saudade pura e genuína. Vontade de você. Eu te amo, Pa.

Agonia manifesta

Acho que meu grande problema foi sempre ter uma noção do que fazer. Até parava para pensar por uns bons dias, mas tinha certeza de qual seria o final – e este sempre era. E toda essa pressão de faculdade, vestibular, estudos, término de namoro, conflitos escolares, familiares, fraternais. Fatores intensamente agravantes de minha situação. Não ter ideia de qual atitude tomar me corrói por dentro – e a agonia é tanto que se manifesta fisicamente, numa dor de desespero. Os olhos derretem em mar e me preocupo. Tenho medo. Medo desta vez racional e fundamentado em boa base, mas medo. É horrorosa a sensação. E aguento, suporto, vou levando. Não há muito o que possa fazer. Amigos me ajudam (e sou eternamente grata) mas a decisão só cabe a mim. Só espero tomar o caminho certo.

Vinte minutos passada a meia-noite

No relógio constam cerca de vinte minutos passada a meia-noite. À cabeceira da cama de grosso colchão está presa uma luminária branca e circular, derrentendo energia de auxílio aos meus olhos. Frontal a este objeto comum e não peculiar, descansam sentadas duas criaturas de pelúcia. Minhas unhas coloridas num rosa recente, femininamente industrializado e que ainda não secou. Os dedos, guardiões de um lápis preto esguio numerado dois que escreve num perfeccionismo irritante, preenchendo linhas azuis de um pequeno caderno rubro. A batida da percurssão vibra meus tímpanos enquanto a canção me faz sentido nos fones. Não devia estar acordada, tenho aula amanhã. Entretanto, não me agradaria exatamente dormir: a fundo de meu rosto iluminado, desejo divagar. A escrita notívaga é realmente uma das melhores.

Queria te confessar que estou com medo. Insegurança da experiência, receio de estragar tudo, te enjoar nas ligações e outras correspondências. É uma experiência nova para mim – te disse – e por isso temo por ir rápido demais. Eu vou aguentar?, me pergunto balançando os pés fora da cama. Vou saber lidar com isso e o que vier pela frente?, não sei como levaria isso. E se eu continuar gostando de você?, aquieto os pés. E apesar deste meu último dilema maior, se apresenta concomitante o receio de te afastar com estas palavras. Não se afaste, por favor, seria a pior coisa a fazer comigo.  E falando em ‘comigo’, fico feliz quando falo contigo ao celular… O timbre da sua voz faz parecer que está mais próximo de mim e a conversa me resulta risos e conforto pleno. Se quiser, pense que é um desabafo desnecessário de uma jovem discorrendo sobre afeto – mas somente anteriores termos não usuais fariam jus à introdução elaborada deste relato. Eu quero um retrato. Uma peça de único ato conteudista de dessas sensações, mas talvez não hajam monções, o cento não concede cessões para levar cartas de amor – e este poema repentino, por ora interino, rima sem função num parágrafo que nunca sairá do lugar. Estou feliz, apesar de tudo. Não precisa se preocupar, não quero que se machuque. Estou bem – de verdade – e quero que me imagine sorrindo ao dizê-lo a ti. Mas se quiser ouvir um segredo, vou lhe contar: talvez o mundo não saiba que eu ainda estou gostando de alguém.

Morangos

Creio que estou melhor. Ainda devo ter algumas crises repentinas, mas não é uma coisa que se evite nesse caso. Não sei ao certo o que quero nem o que fazer. Acho que queria te ver… É, queria. A distância entre nós dois é o que mais me preocupa. Não quero perder o contato. Mas, bem… A gente vai lidando, né? Um filme, uma cor nova no cabelo, morangos, essas pequenas coisas têm me animado e fico feliz por isso. Espero que você esteja bem. (:

Hoje é dia 25 de julho

Querido diário,

Hoje é dia 2 de outubro de 2010 e estou muito animada. É que hoje comecei a namorar. 🙂 O nome dele é Paulo e tem a minha idade. É lindo, gentil, engraçado, me respeita, tudo de bom! Tem o cabelo dele também: todo enroladinho em cachos médios e volumosos (delicioso de pegar!). Gosto muito dele, diário. Acho que estou apaixonada novamente – mas de um modo mais intenso, mais forte. Ele tem um lado que eu não tenho, sabe? Sei lá, alguma coisa meio malandra – uma seção aventureira que eu nunca possuí. E me faz tão bem… O beijo dele, o corpo dele, os olhos. Os olhos são castanhos-madeira e instigantemente misteriosos. Me olha de um jeito meigo, encantador e incompreensível. Diferente. Tudo está, simples e completamente, perfeito.

Querido diário,

Hoje faz alguns meses que estamos namorando. Apesar de ser um ótimo fato, estamos passando por algumas crises. Algumas diferenças de criação, meus pais. Às vezes eu queria poder fugir com ele pra bem longe – e viveríamos bem, sem ninguém atrapalhar, apaixonados como num filme. Teríamos filhos, seríamos errantes sobre duas rodas. Felizes demais. Mas acho que tudo vai ficar bem, é só uma fase. Sempre fica. 🙂

Querido diário,

Hoje é dia 25 de julho de 2011 e ele terminou comigo. Não brigamos nem nada. Foram as crises. Meus pais, vestibular, viagens e fazia muito tempo que a gente não se encontrava. Os dois estavam sofrendo, mas eu insistia em tentar. ‘Eu já estou chegando aí, daí a gente conversa.’, ele disse ao celular. A voz dele triste de um jeito que eu nunca ouvi. Fiquei receosa. Ele chegou, eu abri o portão. Nos beijamos, nos abraçamos e choramos em silêncio em ombros recíprocos. Então, eu sabia. ‘Vai ser melhor pros dois, a gente tá sofrendo. Você vai poder estudar melhor, fazer o que tem que fazer. Vai encontrar alguém melhor que eu, eu não sou tudo isso.’, e eu corri pra fora de casa. ‘Não fala assim!’, eu dizia. ‘Pára de falar isso que você é, sim!’. Puxava-o de volta quando tentava ir embora. Abraçava-o e chorava, não desejando soltar nunca mais – porque, mesmo em silêncio, ele ficaria junto de mim. Achou melhor acabar agora, senão corríamos o risco de a amizade não salvar. A dor mais forte era quando me beijava na testa – o quê significava que não tínhamos mais os laços antes tão presentes. Me deixou dá-lo um último beijo e me arrependi profundamente de encerrá-lo. Pela primeira vez na vida deixei de acreditar no que sempre digo: tudo vai ficar bem. E ele se foi. Sentei-me na porta do vizinho, coberta por uma gwaroa fina e chorei. ‘Paulo, volta.’, eu dizia à esquina. ‘Volta, Pa.’, repetia inversa. A rua vazia e preenchida de escuro me deixava à votnade para qualquer ruído de tristeza. Fui até a esquina só para vê-lo ao longe, de costas, uma última vez naquela noite. Mas ele não estava mais lá, já tinha ido. E que vontade de gritar seu nome, de correr atrás, fugir. Eu te amo, Pa. Te amo demais. Falar com você me deixa mais leve, mais aliviada; me deixa pensar que vai, sim, ficar tudo bem. Vai dar tudo certo. Eu semrpe te dizia isso, né? E sempre dava certo. 🙂 Pode ser só uma fase. Pode ser que seja pra ser. Pode ser que possa mesmo ser o que não podia ser. Ou pode não ser o que podia ser e possamos finalmente ser. É tanto par de verbo no infinitvo que me perco. Só espero que você seja muito feliz, que consiga o que precisar. Melhore sempre como pessoa, por mais incrível que você seja. E, agora, creio que seja hora de acreditar no que sempre quis ter forças pra ter fé: ‘A vida é um tear sem pontas soltas, com todos os fios entremeados e revestidos de significado. Nada é por acaso, tudo é inevitável.’. Eu ainda amo você e espero que seja muito feliz. Obrigada por me fazer sentir tão especial nos últimos nove meses. 

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