A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “janeiro, 2011”

Edição Especial – Orgasmo feminino

O negócio é o seguinte: pensei, pensei, pensei e cheguei a um resultado. Não sei se perceberam, as Edições Especiais são ou sobre transtornos e doenças ou sobre sexo. Estava para fazer um sobre transtornos de personalidade, mas perdi o estímulo. :/ Ou seja… Nos resta o SEXO! Pois é, um assunto sobre o qual eu adoro falar. O problema é: sexo tem uma gama incomensurável de temas a serem abordados. Então estava eu, deitada na cama, na página de sexo da Wikipedia. “Sobre o que eu vou falar…”, eu pensava ao observar a tabela de artigos sobre sexo. “Hum, incesto? Não. Hum… Não… Isso não… Orgasmo feminimo?! Uhuuuul, é isso aí!”. E aqui está: sejam bem-vindos à Edição Especial – Orgasmo feminino

Em termos técnicos, o orgasmo feminino refere-se ao prazer sexual intenso durante qualquer tipo de estimulação sexual (masturbação, penetração, etc.).  Ele é sentido por meio de intensas contrações rítmicas – principalmente na área da vagina – que duram cerca de 0,8 segundos cada uma e totalizando de 3 a 12 contrações. A sensação de prazer vai aumentando em intensidade até que seja alcançado o clímax (o auge), seguido de relaxamento. O orgasmo se diferencia de mulher para mulher: algumas só o alcançam com preliminares longas/curtas, estímulo do clitóris, entre outros. Mas, infelizmente, outras nunca chegam lá. :S

A ocorrência do orgasmo se dá por causa de uma descargar química de neurotransmissores como a adrenalina e a noradrenalina* (caramba, já éa terceira vez que essas duas aparecem por aqui**), a serotonina e a indoleamina (que eu não descobri o que é. E, sim: eu pesquisei.) A dopamina (precursora natural da adrenalina e da noradrenalina) e a serotonina estimulam a produção das endorfinas (outros neurotransmissores) que, por sua vez, estimulam o prazer. O orgasmo pode ser sentido tanto no clitóris quanto na entrada da uretra, no colo do útero, no ânus ou em todos esses lugares ao mesmo tempo, o que só é possível se Durga estiver transando com você.

Alguns estudiosos acreditam que o orgasmo feminino não serve, simplesmente, para nada – porque, vamos e venhamos, só os homens têm orgasmos com a função de engravidar, consequentemente, se reproduzir. Os cientistas acreditam que isso seja um tipo de resquício da evolução, assim como as mamas masculinas também só servem para colocar piercings e fazer brincadeiras dolorosas e de mau gosto nada.

Nos anos 60, o orgasmo feminino foi divido em algumas etapas: o desejo, a excitação, o orgasmo e os orgasmos múltiplos.

Desejo
O
desejo é o que causa a vontade de sexo na mulher, fazendo-a buscar por isso e aumetando sua vontade. Os principais estimulantes para o desejo são o olfato (devem ser feromônios) e o tato.

Excitação
D
urante a excitação, o corpo responde aos estímulos causados pelo desejo. A vagina produz um muco (sabe aquela gosminha?) que facilita na lubrificação. O fluxo sanguíneo nessa região também aumenta e há a ocorrência da miotonia (contrações involuntárias das fibras musculares). Os seios aumentam de tamanho e há a ereção e a hipersensibilidade dos mamilos. Além de tudo isso, a excitação causa a hiperemia (aumento da circulação do sangue) da face, o aumento da frequência cardíaca e da respiratório. O clitóris aumenta de tamanho e torna-se mais sensível. O ânus, o reto, a bexiga e a uretra também podem apresentar pequenas contrações.

Orgasmo
É
o auge do prazer. Além de todas as contrações anteriormente citadas, o clitóris pode se retrair, a coloração do aparelho genital pode ser modificada e pode haver descontrole muscular corporal. Num momento seguinte, há a possibilidade de a mulher ser novamente estimulada e alcançar outros orgasmos (orgasmos múltiplos), diferente dos homens (que têm que esperar alguns minutos). Um orgasmo feminino dura cerda de 90 a 104 segundos. É isso aí, gente. Quase dois minutos se afogando em prazer. Ser mulher é o que há. B) Durante o orgasmo, a mulher pode soltar gemidos ou gritos (é, eu já vi isso acontecer).

Apesar de já ter colocado um link com uma imagem explicativa sobre o que é o clitóris, achei melhor resumir o que é essa parte do corpo humano tão falada nesta Edição: o clitóris é um órgão do aparelho sexual feminino com uma elevada sensibilidade (cerca de 8 mil fibras nervosas). A maioria das mulheres chega ao orgasmo com a estimulação do clitóris, seja ela por masturbação, sexo oral ou uso de dildos (é tipo um vibrador, só que não vibra) ou vibradores.

Em contrapartida a todos os benefícios do orgasmo feminino, temos as disfunções do mesmo. Não sei se são as únicas – e acredito que não sejam – mas serão ciatadas aqui três.

Anorgasmia
A
anorgasmia é uma disfunção caracterizada pelo ausência total do prazer proporcioando pelo orgasmo. Nessas situações, são apresentados os sinais da excitação e tudo o mais, porém não há o clímax. Pode ser classificada como primária (a mulher nunca teve um orgasmo) ou secundária (ela passa a não ter mais orgasmos durante sua vida sexual). Esse tipo de disfunção tinge 30% das brasileiras.

Vaginismo
É quando há contrações involuntárias nos músculos vaginais, o que dificulta a penetração. Tal disfunção é associada a transtornos psicológicos sofridos pela mulher.

Síndrome da excitação persistente
A
Síndrome da excitação persistente ocorre quando não há controle sobre a excitação e os orgasmos. A mulher passa a ficar excitada sem qualquer estímulo sexual (e chega ao orgasmo com isso também). Alguns casos marcam até 200 orgasmos diários, mas também há aqueles que já chegaram a 800.

Já estamos quase no fim. E eu, como ilustríssima curiosa, não podia deixar de abordar o famoso Ponto G num texto sobre orgasmo feminino. Bom, o Ponto G é um ponto na região atrás do osso púbico, perto do canal da uretra e acessível pela parede interna da vagina. Além disso, o Ponto G é uma zona erógena – zonas que, quando estimuladas, conduzem a altos níveis de excitação e também ao orgasmo.

Uma curiosidade é que, segundo o médico D. Scrocher, a prática do sexo ou da masturbação, ao menos uma vez por semana, auxiliam no desenvolvimento do Ponto G e evita doenças de pele/que atacam o coração e diabetes. Para encontrar o Ponto G (região mais rugosa ou ápera que as demais e, em função da excitação, podendo se apresentar dura também) basta fazer como na imagem (pra quem não fala inglês, G spot é o Ponto G).

Para finalizar, uma segunda curiosidade. Sex shops da Inglaterra criaram, informalmente, o Dia Mundial do Orgasmo (sendo este do dia 31 de julho). Achei isso tão engraçado. G_G

Bom, pessoal. Por hoje é só. Comecei a fazer esse post na hora da janta de ontem e só fui terminar às sete e meia da noite de hoje. Precisome abster. Mesmo que, nessa hora, seja de sexo.

*a noradrenalina influencia a alimentação, a ansiedade, o humor e o sono.

**ver Edição Especial – Doenças da mente (Esquizofrenia) e Edição Especial – Anorexia .



***substâncias químicas que, captadas por um animal da mesma espécie, permitem mútuo e sexual dos indivíduos. Em palavras mais simples, são cheirinhos que o nosso corpo exala e, com eles, outros seres humanos percebem a excitação, o medo, etc

Fingir

“E eu posso ter dito coisas que te machucaram demais,
mas acredite, mãe: eu não poderia querer outra mãe além de você.
Você é, definitivamente, a melhor que eu poderia ter.
E eu te amo demais, ainda que não consiga expressá-lo direito.”
Autor desconhecido

Às vezes eu me engano, sabe? Acho que estou bem e não estou. Estou um lixo. Lá ela me vem, outra vez, com aquele papo de ter amigos. Não sei que fixação é essa de achar que eu tenho que ser amiga da sala de aula inteira. Tão difícil assim entender que eu tenho os meus amigos? Que eu gosto dos meus amigos e que eles valem por cem mil outros? Tão difícil entender que gosto de ficar na minha? Compreendo que ela só queira o melhor pra mim, mas já é a terceira vez que me vem com esse papo!

Aí já muda de assunto, fala que não estudo, que duvida que vou passar na faculdade, que confio demais na minha inteligência. Caramba, vocêe me passaram a vida dizendo que sou superinteligente! Acharam que eu ia ficar como? Tá, a culpa não é só alheia. É minha também. Eu sei que não estudei. Mas podia ter sido mais sutil, não? Acha que isso e um soco na barriga são muito diferentes? Eu tenho medo que você não passe na faculdade seria muito melhor.

Ah, é. E depois vem o meu namoro. Porque “não é ele, é você.”. Isso aí, eu sou muito grudenta. Eu sou muito chata pra namorar, é um saco. Porque eu nunca fui boa o bastante. Imagina. Eu nunca ajudei em casa, eu nunca penso nela, eu só sei ficar ao telefone e mexer no computador. Não, eu não sei lavar louça por gentileza. Eu não sei arrumar a cama depois que levanto, não sei ter uma conversa civilizada. Eu não sei fazer porcaria nenhuma.

Eu realmente agradeço por tudo o que você fez por mim. De verdade. Te amo como ninguém e não te trocaria por nada nesse mundo. E eu tenho mudado meu ponto de vista: antes, eu te dizia minha opinião, eu lutava pelo o que queria. Lembra quando eu queria comprar roupas que você detestava? Pois é, eram discussões e tanto. Mas, sabe, mãe. Acho que tudo o que eu sempre quis foi que você me visse como sou: nunca vou ter tantos amigos nem ser tão sociável quanto você deve ter sido um dia. Aceita isso. Eu gosto de pouca gente, gosto de ficar no meu lugar. Não sei se você percebeu, mas tudo o que eu sei escrever e criar foi por causa desse meu jeito de ser. As histórias, os personagens, as ideias. Você acha que surgiram de onde? Não pense que ainda sou como era antes. Não sou tão alienada nem tão ingênua. Presto mais atenção nas coisas, parei de sonhar tanto. Agora, eu sonho com o pé no chão, ponderando as possibilidades. Além disso, pode deixar. Eu passo na universidade. Nem que eu me vire do avesso, vou dar um jeito. Já não disse que vou estudar esse ano? Acredita na minha palavra. E o meu jeito de namorar. Ah, mãe. Se você soubesse o quão feliz eu sou com ele! Se você realmente visse as minhas pupilas dilatarem e meus olhos brilharem quando ele chega… Se você soubesse que ele me trata tão bem. Eu gosto de casa. Mas você não vê essas coisas, papai só reclama e a Laís sempre me xinga e me destrata. Você esperava que eu não quisesse ele comigo na maior parte do tempo? Você esperava que todas as pessoas que sempre foram simpáticas e legais comigo no teatro fossem simplesmente outras pessoas? Não, não. Nunca. Eu me sinto bem lá. E me sinto bem com o Paulo e sendo do jeito que eu sou. Não quero que você venha me falar pessoalmente sobre este texto. Porque minha capacidade oral nunca foi tão boa quanto à escrita para extravasar sentimentos. Vamos conversar cordialmente como duas mulheres, como mãe e como filha por textos. Por esta caixa eletrônica e pelo correio que não é por cartas. Dentro de casa não vai ter isso. Não, não. Em casa vai ser tudo normal, pra ninguém perceber as lágrimas que derramei escrevendo essas coisas. Vamos nos corresponder como duas que moram longe uma da outra e, depois, fingir que nada aconteceu.

Eu te amo,

Letícia

P.s.: Sei que prometi a Edição Especial, mas minhas condições emocionais (como podem ver) não eram das melhores e eu precisava jogar isso pra fora.

Estalar o pescoço

Olá! Bom, eu estava a terminar uma Edição Especial para ser publicada hoje. Mas não sei se entrarei mais tarde e daqui a cinco minutos terei de ir almoçar. A Edição fica pra amanhã, então. Só não queria deixar o blog sem nada. Ui, estalei o pescoço. Isso é tão bom. G_G Colocar uma imagem hoje.

Beijinhos,

Letii



Material escolar

Oooi, gente! Então. Eu ia postar sobre o olhar biológico que uso para enxergar o homem, mas não soube começar o texto e travei. D: Enfim, comprei minha mochila. *-* Agora só falta lápis, borracha, apobtador, pasta plástica… Ok. Agora não falta: mochila, caderno e canetas. Por enquanto, foi só o que eu comprei. ‘-‘ Bom, agora me vou. E prometo que postarei decentemente. Me desculpem. :/

Beijinhos,

 Letii



Mariah vs. Aguilera

Olá, gente linda. *-* Pois bem, estou com frio, viajando e ainda não comprei uma mochila que vai me servir até o último ano da faculdade. :/ Estou ouvindo a versão da Mariah Carey de I want to know what love is, porque queria ouvir Hurt, da Christina Aguilera – mas toda vez que tento lembrar o ritmo da música da Aguilera, me confundo com a Mariah. -.-° Ai, ai. Saudade das pessoas. Bom, tomar café agora.

Beijinhos,

Letii

Ponto.

Me afoguei em dúvidas após escrever o texto Conteúdo exacerbado (Texto pra você). Não sabia se publicava, se não publicava, se excluía, se guardava. Pois bem, publiquei. Contudo, por cinco dias fiquei remoendo o assunto. Pensa nisso aqui, pensa nisso ali, será que era isso mesmo, será que não era? E cheguei a uma conclusão: não era aquilo que eu queria dizer. Sim, foi algo verdadeiro. Muito verdadeiro. Porém, não coloquei um ponto final. Pensa nisso aqui, pensa nisso ali e posso afirmar com certeza: tantas foram as vezes que você me disse para confiar em ti e as mesmas tantas foram as vezes que eu confiei. Então, agora quem diz sou eu:

Confia primeiro em ti e depois em mim. Aí, você pega na minha mão e eu prometo que não vou te deixar cair.

Me deixa te ajudar, abre o seu leque. Foi o que eu te disse hoje: antes pensa no assunto, depois vê se concorda. E, a não ser que signifique ir totalmente contra os seus princípios, tenta. Mas tem que tentar com garra. E tem que se entregar. É por isso que eu digo: confia primeiro em ti. Entregue-se a você mesmo. Depois, se entrega do mesmo jeito a mim e me deixa tentar também. E eu quero uma resposta, mesmo que isso não seja uma pergunta. Não vou cobrar, eu te espero. Só vou querer uma resposta. Ponto final.

Outro livro

Olá, pessoas! 🙂 Ando pensando bastante numa ideia pra outro livro. Mas, antes de começar a escrever, preciso dar umas pesquisadas. Bom, só passei pra não deixar o blog desatualizado.

Beijinhos,

Letii

Conteúdo exacerbado (Texto pra você)

 Apesar de tudo, ter sonhado tanto e durante todo aquele tempo também me trouxe malefícios. Passadas mil e uma horas diárias trancafiada no meu mundo me proporcionou o dom facílimo da empatia. É por isso que choro em muitos filme, é por isso que me vem a revolta, a ira e o ódio com problemas alheios. Na escrita, isso é bom. No teatro, isso é ótimo. Mas na vida, é uma droga.

Um par de anos ficou para trás desde fui trazida à realidade. Porém, vivi numa ponta só: meu resto continuou repousando no paralelo. E isso não me ajudou nem um pouco em aprender a lidar com o que é concreto. É verdade, sou totalmente perdida nesse meio. Uma leiga neste assunto. Não sei lidar com pessoas, não sei me colocar no meu lugar em diversas situações. Pior ainda, todavia me encontro acostumada na rotina do empírico. Tenho uma necessidade enorme, gigantesca, incomensurável de expressar tudo o que acho que é melhor para o mundo. Mais ainda de saber que melhor foi assimilado e aceito pelos receptores. Mas o problema, mesmo, é quando a reação é a oposta.

Definitivamente, não é a primeira vez que aconselho pessoas. Nem mesmo que não obtenho o resultado esperado. E isso dói. Não é por mal, mas você não vê o que eu vejo. Mas me dói tanto. Na fantasia, eu nem me preocupo: aconselho e – mesmo que o outro não aceite de cara – uma hora ele se converte, porque quem faz aquela história sou eu. Quem rege aquele mundo é a minha vontade e são os meus ideais. E eu sei que aqui, no plano terreno, as coisas são bem diferentes. Cada um manda em si próprio. Se o outro não quer seguir um certo caminho, não sou eu que o faz mudar. Nem se repetir a mesma coisa quinhentas e quarenta e duas vezes. Não é um erro, não é um defeito: é natural. Natural e a melhor coisa que a fazer é respeitar, porque grandes, pequenos e relevantes erros fazem parte da minha vida também. E isso causa impotência, dor interna e desilusão. Não poder fazer nada. Ver o outro de uma forma que não é tão legal assim de ver. E a dor. Não minto nem exagero, mas a dor é física mesmo. Posso sentir os músculos atrofiarem dentro de mim, o coração contrair e a voz quase escapar num grito. Parece que me estão afundando o peito bem devagar e com muita força. As lágrimas escorrem, eu choro por você. Eu choro por saber que não há mais nada pra te melhorar. E eu choro porque também sei que não vou desistir. Não vou, não vou, não vou. Não adianta reclamar. Vou sofrer, vou chorar, vou pensar nisso o dia todo. Mas não arredo o pé.

Se para mim é inevitável essa preocupação tão grande, mais ainda é te considerar como um de meus personagens. Traduzindo, se para mim é inevitável essa preocupação tão grande, mais ainda é te amar incondicionalmente e não querer que nada de ruim aconteça a você. É querer te ver crescer cada vez mais firme e forte e da melhor maneira possível. Só não prometo que te protegerei como em minha imaginação, porque a realidade não o permite. Quando estou em meus sonhos, posso deixar qualquer um de meus protegidos num lugar bem seguro onde só entra quem passa por mim. Mas o bem, o mal e a verdade do mundo divergem bastante disso. Afinal, apesar desse meu carinho, a vida é sua e você fala com quem tiver vontade e na hora que bem entender. É duro e é difícil. Eu aceito, apesar de tudo. Eu não quero, obviamente. Entretanto, isto é só um desabafo. E dói. Horrivelmente dói saber que tantas letras sinceras são apenas conteúdo exacerbado de uma garota que não aprendeu ainda o importante que tentaram lhe ensinar: viver aqui fora.

Por favor, imploro para que não se culpe nem se sinta mal por qualquer coisa que eu tenha dito. Tenho muito medo de perder você. Marcelo me disse que demonstro ser uma menina forte, mas não sou. Não sou. Fraquíssima, fragilíssima, é assim que me classifico. Não sou independente. Uma pessoa extremamente carente e com muito amor pra dar. Não me deixa perder você por essa idiotice toda que eu sinto, tá? Eu te amo. 

Magnifique!

“Quero queixo caindo, olhos arregalando,
cabeça virando, corpo em choque.
Quero meu coração palpitando,
o chão tremendo, espetáculo incrível.”
Peacock, Katy Perry

São incontáveis as vezes que ouvi alguém dizer que a primeira transa tem que ser especial. Mas eu fujo a isso, não quero que minha primeira vez seja especial. Nesse caso, o que basicamente é ser especial? Creio eu que com a pessoa que você ama e na hora certa. Claro que essa é minha vontade. Mas sexo vai além disso. Nós vamos além disso. Não somos apenas seres querendo se reproduzir, somos seres humanos.

Sexo, pra mim, tem que ser bonito. Tem que ter sentimento, é isso que me excita. Os olhares antes do beijo, o jeito de segurar a dama, o gostoso que é sentir a pele do outro. Tenho dezesseis anos e não é segredo pra ninguém que penso nessas coisas como qualquer outra pessoa. Tal como também tenho fantasias e preferências. E minha preferência é o sentimento, são as sensações. É o prazer causado pelo vínculo afetivo de ambos. Hum, ouvir gemidos. Hum, saber que quem está provocando aquele deleite é você. O amor proveniente da coisa que me encanta, que torna aquilo realmente memorável e importante.

É possível tratar o sexo de muitas maneiras diferentes. Podemos falar de um estupro, de uma noite de núpcias, de uma necessidade para a espécie – além de haver a alternativa de  implicitar ou explicitar. O mais legal é que cada situação tem um foco e é esse fato que nos permite falar do mesmo assunto de inúmeras divergentes formas. É simplesmente incrível como um ato instintivo possa ser tão esplêndido! O desejo, a paixão, a ardência envolvidos nisso tudo. É lindo! Por isso, prefiro esperar. Não sei se até depois de casar, não sei se até entrar na faculdade. Prefiro esperar até estar pronta, até estar na hora e no lugar certo. E vai ter sentimento, e vamos encher os lençois de calor. Porque minha primeira vez não será especial, será magnífica.

Edição especial – Campanha e concurso

Senhoras e senhores de todas as idades, sejam muito bem-vindos à versão 2011 de A menina que matava caracóis! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer todas as visitas, indicações e comentário obtidos durante o ano de 2010. Já em segundo lugar, me agradaria apresentar-lhes alguns fatos.

Até maio/2010, a frequência de leitores ao blog aumentou bastante – passando de 1.214, em Janeiro, para 5.055, em Maio. Porém, a partir do quinto mês do ano passado, as visitas sofreram uma brusca queda – passando de 5.055, em Maio, para 679, em Dezembro. Contudo, uma grande surpresa nos esperava nesse começo de ano: o gráfico voltou a aumentar seus números, totalizando nada menos que 91 visitas em dois dias apenas! Aproveitando essa brecha e usando uma ideia tida nos últimos meses de 2010, porponho a vocês uma campanha: Traga mais caracóis a esse jardim! O regulamento é breve: basta divulgar e indicar o blog para amigos, inimigos, parentes, namorados, namorados e ensinar seu papagaio a fazer propaganda quem mais for possível!

Como um incentivo e uma tentativa (porque não sei se dará certo), estou também lançando o concurso Um decorador pro meu blog. Nesse concurso será escolhido um novo background para o blog. É supersimples: cada um interessado em participar deve fazer um novo background e me mandar até o dia 3 de Abril. Neste mesmo dia, todos os trabalhos serão expostos no blog e o vencedor será escolhido por votação do público. Os resultados serão divulgados no dia do aniversário do blog (3 de maio) e a obra vencedora continuará decorando A menina que matava caracóis até o próximo aniversário. A autoria do trabalho será divulgada por meio da colocação do nome do autor abaixo da obra (durante a votação) e por um texto logo acima do tópico Queeeeem? (durante o tempo de utilização como plano de fundo do blog). Se o concurso der certo, perdurará. Por enquanto, está aberto o primeiro concurso Um decorador para o meu blog de A menina que matava caracóis!

Seguem abaixo as condições para que ser trabalho participe do concurso:

1. Não importa quais meios serão utilizados para a confecção do trabalho. Pode ser feito no Paint, em Corel, à mão e scanneado, entre outros;

2. O desenho terá de ser feito em cores, as quais deverão trazer vida ao mesmo;

3. Deverá haver, no mínimo, 1 (um) caracol na obra;

4. É proibido que haja conteúdo maldoso de qualquer gênero no trabalho;

5. A autoria das obras pode ser de uma ou mais pessoas ou grupos;

6. Cada trabalho deverá ser enviado para o email ameninaquematavacaracois@hotmail.com;

7. O envio das obras deverá ser feito até as quinze horas do dia 3 (três) de Abril de 2011.

Dica da autora
E
vite usar cores escuras, para que os textos não se fundam ao background.

Bom, acho que não esqueci de nada. Caso tenham alguma dúvida, perguntem por meio de comentários ou mesmo pelo email (ameninaquematavacaracois@hotmail.com). Irei explicar como será feita a votação somente no dia de início da mesma, ok?

Beijinhos e um enorme obrigada,

Letii

Navegação de Posts

%d blogueiros gostam disto: