A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “julho, 2010”

Grandpas

Logo que cheguei cumprimentei minha avó. Ao ver que meu avô não se encontrava em nenhum dos cômodos de porta aberta da casa, perguntei por ele e ela me informou que o mesmo estava no banheiro – o enfermeiro o estava cuidando – mas que podíamos vê-lo, porque ele estava vestido. A porta se abriu e avistei meu avô sentado num banquinho. Dei-lhe um beijo, um abraço, disse ‘oi’, perguntei se tudo estava bem. Ele padeceu. Os olhos fechados, a cabeça baixa, a boca ainda trancada. Repeti a pergunta, mas a mesma reação. Vovó disse que ele não estava mais tão lúcido, não respondia mais às pessoas, ficou quieto demais. Parecia deprimente. Dei um jeito de sair de perto, me dirigi ao outro banheiro e tranquei a porta. Chorei. Até então – mesmo no estado em que ele estava – eu ao menos podia ouvir a sua voz, poder vê-lo olhar em meus olhos, ainda que não me reconhecesse por vezes. Pois sentamos à mesa para almoçar. Durante toda a refeição, peguei-me observando vovô comer, parar suas ações de repente e desligar-se do mundo. Dei atenção também às mãos da minha avó. Gastas pelo tempo, manchadas pela idade, as veias salientes por seus traços esverdeados e a aliança. A aliança fina, dourada, tão idosa quanto. Um pouco larga, intrínseca ao anelar. Um romance de não-ficção pertencendo à ela. Até que comentei algo sobre meu avô e começaram a lhe dirigir às palavras. Ele não falava, não respondia. Até que me decidi e fiz o tal pedido que desde sempre fiz (por adorar a resposta): “Vovô, dá um sorriso pra mim?”. Ele finalmente abriu os olhos num azul-piscina quase fluorescente, dando a impressão de estarem prestes a saltarem em cima de quem os mira. A insegurança me tomou conta, temi de que ele não atendesse minhas preces e tornasse a cabeça para baixo – o que lembraria a todos de seu estado não-lúcido e traria um clima pesado para tomar conta do ar. Mas ele sorriu.

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Sugar cookies


Os meus costumam ficar bem mais branquelos, mas tudo ok. B)

Hey, babies! Como vão? Eu vou bem! Fiz biscoitos de açúcar hoje – ou, como costumo chamar, sugar cookies (porque é muito mais divertido fazer biquinho para dizer sugar. G_G Não ficam tão doces, não! Ficam ótimos! Mas eu troquei a essência de baunilha por uma de laranja (simplesmente porque não tinha de baunilha aqui em casa). Hum, é mesmo… Bem que eu podia passar a receita aqui, não é? Mesmo porque, hoje descobri que já sei a receita de cor e salteado. G_G Ok, vamos lá!

Ingredientes

2 3/4 de uma xícara de farinha de trigo
1
colher de chá de
fermento
1
colher de chá de
bicarbonato de sódio
1
colher de chá de essência de baunilha (mas pode ser trocada por qualquer outra que você quiser, só não garanto que ficará delicioso. .-.)
1 ovo
1
xícara de manteiga
2 xícaras de açúcar (eu sempre esqueço que vai açúcar nessa receita, por isso é sempre o último ingrediente da lista. -.-º)

Modo de fazer

Pré-aqueça o forno à 190°. Coloque a farinha, o fermento e o bicarbonato num recipiente e misture. Deixe de lado. Depois – em outro recipiente – coloque a manteiga e o açúcar e misture (de preferência com uma batedeira ou com as mãos) até formar uma massa homogênea. Logo após, adicione à manteiga com açúcar o ovo e a essência. Misture bem, depois adicione à mistura os ingredientes secos. Quando estiver tudo bem misturado, faça bolinhas e coloque-as numa forma e – obviamente – no forno. Deixe assar de oito à dez minutos ou até dorar (não espero os meus dourarem, mas normalmente ficam mais que o tempo indicado pela receita que eu vi). Antes de tirá-los do forno, deixe-os descansar por cerca de dois minutos. Estão prontos para comer! Por hoje é só!

Beijinhos,

Letii

Nothing

O me computador pifou e é a mais pura verdade! Mas, bem… Deixando isso de lado, gostaria de postar hoje um poema de Pagú (pra quem não se lembra, eu fiz uma edição especial sobre ela e mais três outras mulheres – Frida Kahlo, Amelia Earhart e Marilyn Monroe). Então, heis aqui o último texto publicado de Patrícia Rehder Galvão.

Nothing

Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel’s check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.

 

Beijinhos,

Letii

 

Rádio macumbeiro

Gente, estou tão animada! Estou tentando escrever uma peça teatral. G_G Mas, bem. Sabem do que me lembrei? Do rádio macumbeiro. Isso mesmo. É que estávamos voltando de viagem e resolvemos ligar o rádio. Aí, um homem começou a gritar: “Não se preocupe, Maria! Porque na sua casa vai entrar um anjo! E não é o anjo da destruição! É o anjo da proteção! Então, vamos rezar: HAAAAGUCHUÍOOJUGALIJFEUTOANCKHSÇIOIFWRBPAUJUCVMABDOAIBRALPDKJEHADOIA!”. A gente ficou com medo e desligou o rádio. G_G É isso.

Beijinhos,

Letii

Nenhum galo

Estou de volta! õ/ Gente, vocês não têm ideia das coisas que aconteceram lá! Olha, contando os dias de viagem de carro, em apenas quatro dias eu passei pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul! E qual coisa melhor para fazer após uma viagem que contar seus causos?

1. O galo
N
uma das primeiras noites lá longe daqui, eu acordei por volta das três horas da manhã (acho eu, porque meu celular descarregou a bateria e ficamos sem relógio) e ouvi um galo cantar. Pensei “Mas que caramba. Já amanheceu?”. Olhei para a porta e estava tudo escuro. “Alguém precisa ensinar a esse galo o que é amanhecer…” e voltei a dormir. Após mais ou menos uma hora, acordei outra vez e o galo cantou de novo. G_G Aliás, todas as vezes que acordei ouvi o galo cantar.

2. A mosca
J
á era noite quando eu, minha irmã e o Thiago (morava lá) fomos andar um pouco. Quando estávamos voltando eu senti uma coisa horrível HORRÍVEL na minha canela e, quando olhei, tinha uma mosca. Ela me picou. Provavelmente porque me achou um ótimo lugar para
desovar seus filhotes. E, acreditem, isso é tão nojento quanto doloroso. G_G

3. A torta de maçã
M
amãe e sua amiga resolveram assar uma torta de maçã. O cheiro era excelentíssimo, mas a aparência… A torta queimou e grudou na bacia (isso mesmo, uma bacia). Gente, que sufoco para tirar aquilo de lá! Tentaram garfo, colher, faca, furaram a bacia (que não era de plástico, devia ser de inox, não sei ao certo), entortaram um garfo e a torta ficou boa. Aliás, ficou com gosto de chocolate. -.-º

4. As três coisas mais vistas nessa viagem
A
s três coisas que eu mais vi nessa viagem foram: vacas, indicações de trevo e indicações de Brasília. Caçarola, a cada cem metros tinha uma placa do tipo “Sta. Rita do Taboado / Cassilândia / Brasília” ou “B. Horizonte / Araguari / Brasília”. Na esquina da minha casa deve ter uma indicação de Brasília. Acho que fui traumatizada. Ô_O

5. Sai, mano! Que merda!
B
om, na viagem de volta, nós paramos num posto e eu e minha irmã fomos usar o banheiro. Ela entrou numa cabine e eu, na do lado. Mas, a minha cabine não tinha maçaneta, então eu dei uma empurrada na porta e boa. Fiz meu xixizinho e procurei o papel higiênico. O negócio estava tão junto ao vaso que tive que virar de costas para a porta – com as calças arriadas – para pegar um pedaço de papel. Ouço minha irmã sair da cabine. De repente, sinto a porta bater na minha bunda umas quinhentas e quarenta e quatro vezes. “Puta, essa menina tá me enchendo o saco!”. Empurrei a porta de volta e gritei “Sai, mano! Que merda!”. Quando saí para lavar as mãos, vi minha irma rindo. “Ah, não. Eu não fiz isso!”. Cheguei mais perto. “Eu gritei aquilo pra outra pessoa não foi?”, perguntei. Ela disse que sim. E que tinha sido para uma mulher que fez uma cara de
Britney assustada e foi para outra cabine. -.-º

Pois, bem. É isso. Se me lembrar de algo mais, conto depois. O bom é que volte pra casa e acordei de manhã sem nenhuma gelo desregulado. G_G

Beijinhos,

Letii

A Viagem

Pois é, gente. Não posto faz um tempo, porque o meu computador está ruim – então pedi pro meu moço lindo postar para mim pelo telefone. Vou passar mais uns dias sem escrever, uma vez que vou me enfiar no meio do Mato Grosso. O.o

Beijinhos,

Letii

A culpa foi do Mick

Triste pelo jogo do Brasil. Feliz pelo meu livro cada vez mais recheado. Não posso falar muito hoje. Ah, e a culpa foi do Mick Jagger. U_U

Bejinhos,

Letii

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