A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “outubro, 2010”

Ajuda

Então, gente. A situação é crítica. É até que Justin Bieber vestido de barbie girl e cantando Blitz. Sei que não tenho postado, mas porque não me sinto motivada. :/ O gráfico de visitas abaixou demais e eu tentei (tentei, mesmo) reerguê-lo. Mas parece que não deu certo. :S Me resta agora, expor as coisas como estão a vocês e esperar ajuda. :/ Me ajudem. *-* Divulguem, mostrem, sejam caras-de-pau (eu sou… demais.). Por favor. ‘-‘

Beijinhos,

Letii

Umbigo

FRACACA

Aluno: É… Professora, você escreveu “fracaca”.

Professora: Ah. Tá bom, obrigada.

FRACAÇO

Aluno: Professora! Você escreveu “fracasso” com cêcedilha!

Professora: Meu pai amado! Ai, gentte, desculpa! Não estou muito bem hoje!

FRACASSA

Aluno: É… Fracassa.

Professora: Ai, caramba!

Hehe. Eu ri. 😀 Não aconteceu comigo, foi na classe da minha irmã. Deve ter sido demais. LOL Bem, outra coisa que me aconteceu hoje foi um ataque de risos à mesa do almoço.

Mamãe: Porque eu estava vendo o programa do Jamie Oliver e ele fez um robalo que, huuuuuuuum, tinha isso, isso e aquilo e funcho.

Eu: O que que é funcho?

Sister: Funcho é o que eu tiro do meu umbigo!

Bom para os leigos como eu, funcho é… Isso daqui. (desculpa, deu preguiç a de escrever)

Ok, por hoje é só, caros leitores. 😀

Beijinhos,

Letii

Morrendo

 

Olá, gente. Bem? Hum. Eu, não. Estou acabada de gripe. Corpo inteiro doendo, nariz que nem uma coisa, ouvido tampado, viciada em Vick VapoRub. Já acabei com três rolos de papel higiênico só pra assoar o nariz. Ai, ai. De qualquer forma, em função de estar morrendo, não postarei nada tão legal hoje – pois não estou em condições aptas para pensar.

Beijinhos,

Letii

Hoje.

 

“Porque está tudo tão confuso?
Talvez só esteja enlouquecendo.
É uma maldita noite fria,
tentando descobrir esta vida.”
I’m with you, Avril Lavigne

Ah, não sei. Minhas reações emocionais andam tardias. Pra falar a verdade, não sei exatamente o que me deixou assim. Sei no geral. Mas não exatamente. Talvez seja… A vida. É. A vida é um tanto quanto… Diferente do que eu esperava ser. Decepciona, sei lá. É… Talvez não saiba, mesmo. Pior é seguir em frente. Ou saber que esse é o certo. Me parece que o grande lance não me serve muito agora. Queria alguém pra me ligar e me ouvir, me dizer o que fazer. Preciso de conselhos, mesmo que não haja atitudes a se tomar. Sabe, tem vezes que ficar mal é bom. É gostoso, você quer continuar daquele jeito porque está bem – quer curtir o momento. Mas, não hoje. Não hoje.

Aquilo que eu

 

Embora sempre tenha gostado muito de música, meu primeiro show foi há alguns dias. A ideia de como toda aquela experiência iria ser não passou nem perto da minha cabeça. E todos se amontoaram, cada um tentando achar o melhor ponto de vista plateia-palco. A banda chegou. O vocalista falou umas poucas palavras e a guitarra já apareceu. Que som! Era alto, muito alto – meu ouvido apita até agora – mas eu não me importei. As notas entraram por meus canais auditivos, desceram pela garganta e chegaram ao coração – que as bombearam e espalharam para o resto do corpo. Os pêlos arrepiados, a adrenalina dando um frio na barriga, um sorriso de ponta à ponta aberto na cara. A emoção de estar lá, eu nunca havia sentido antes. “Música é incrível”, pensei. Cantar junto com o cantor, o ar acaba, o fôlego se vai, a voz não sai, vou acordar rouca amanhã, tomara que acorde rouca amanhã – só queria (em tentativas já adjetivadas dificílimas) que a banda ouvisse minha voz. Como quem luta bravamente por um objetivo, eu cantava o mais alto que conseguia. “Todo mundo tira o pé do chão!”, o vocal gritou. Assim ouvida a exclamação, mirei o público ao meu redor. E todos pularam. Foi nessa hora que parei. Não olhei mais a banda, não ergui mais a voz. Nem me mexia. Chorei poucas lágrimas que nem caíram dos olhos. Era lindo. Talvez, toda essa gente se encontre novamente. Yes, this is a cult. Diz 30 Seconds to Mars. Todavia, eu não havia entendido. Tinha um rascunho, mas não o desenho inteiro. E pude compreender: tanta gente, tanto lugar, tantos tons – e todos juntos por um só motivo: um sonho. Juntos pelo sonho de estar lá à frente do palco, vendo aqueles em cima do palco entretendo quem nem conhece.  Todas as divergências sumiram, já não importava se aquele lá era chato, se gabava ou era estúpido. Nem quantas pessoas mais divergiam de você. Tudo aquilo nos fazia concordar numa única coisa: na música. E, ainda por cima, todos unidos por uma só voz: “Todo mundo tira o pé do chão!”. Ou até mais arriscado: “No três, eu quero todo mundo pulando!”. É um momento magnífico no qual cada um se permite obedecer às ordens de alguém que não sabe nada de você. Enlouquecer, deixar crescer a vontade de ser rockstar. Chorar de emoção, arrepiar, está tudo no contexto. Jump and touch the sky, porque é neste momento que você se sente provido deste poder. Poder voar, sair do lugar e não ir a lugar algum. Movido pela vontade de estar lá, voa, vai pra longe e continua lá! É a nossa religião, ouviram bem?! Nunca me esquecerei, nunca me arrependerei, viverei a minha vida! Estou mais perto do limite. Lembre, sim, dos erros e não se importe mais com eles. Lembre, sim, do que deixou de fazer e jogue-os para o alto. Você não é perfeito e sabe disso. Mas aquilo é tão surreal, tão empírico, tão perfeito, que sua condição humana parece ser tudo aquilo que sempre sonhou. Você não poderia ser mais ninguém, senão você mesmo. A alegria de estar lá, a impressão de seus ídolos estarem realmente olhando pra você é insubstituível. Que nada mude. Nunca. Que nada acabe. Jamais. Que me deixem em paz os problemas do mundo. Meu negócio agora é aqui, é agora, é com a música. E tirem meus bens, minhas casa, meu dinheiro. Me arranquem até a dignidade. E mesmo que eu não seja mais uma pessoa a se honrar, terei paz e estarei bem quando abrir a boca e cantarolar. Quando me lembrar daquilo que nunca esqueci. Quando colocar meus fones nos ouvidos – que apitam até hoje – e meu coração bater com garra ao ritmo de tudo aquilo que eu acredito.

Andorinha, eu.

 

“Outro momento decisivo,
uma bifurcação cravada na estrada.
O tempo te agarra pelo pulso,
te mostra aonde ir.
Então, tire aproveite ao máximo esse teste
e não pergunte porquê.
Não é uma questão,
mas uma lição aprendida no tempo.

É algo imprevisível,
mas no final está certo:
espero que você tenha tido o momento da sua vida.

Então pegue as fotografias e as molduras em sua mente,
pendure-as numa prateleira de boa saúde e bons momentos.
Tatuagens de lembranças e cicatrizes em julgamento.
Pois aquilo que valeu à pena,
valeu a pena o tempo todo.”
Good Riddance (Time of your life), Green Day

Sempre achei que soubesse o que estava fazendo, meu mundo era parte de mim. Não. Eu era parte do meu mundo. Ele me regia, me trancava deitada na cama por duas ou três horas – impondo atenção quase total a ele mesmo. Apesar de tudo, nunca foi de mau-carácter: acontece que eu dava corda o bastante para que ele me puxasse ao seu interior durante o dia inteiro. O presente passou, tornou-se passado; o futuro chegou, tornou-se presente. E pessoas de força maior resolveram que já era tempo de me colocar na seção real do mundo. Lutei, resisti, chorei, reclamei. E conseguiram. Me puseram um único pé nas firmes calçadas deste plano terreno. Pois, bem: tive que aprender a viver. E qual não foi a forma que encontrei para fazê-lo que aliar real e surreal? Me instalei e acostumei a essa nova rotina. Superei minhas próprias expectativas. Porém, em consequência de minha estratégia sonhos-pés no chão, tudo o que aprendi a sentir e resolver foi em função de meu paralelo de fantasia. Qualquer coisa que vivesse, era associada a personagens, situações, cenas. Se acontecia algo que me deixasse feliz, já partia pra certa personagem. Se me ficasse triste, para outra. Sim, eu atuava andando pelo asfalto. Eu atuava tomando banho. Atuava enquanto estudava. Minha vida era teatro em constante movimento e mutação. Ah, era mágico… Era magnífico, maravilhoso! Tudo o que sempre sonhei… Eu estava bem. Estava, mesmo. Agora, quem controlava minhas ações e minhas vontades era eu. Eu era parte dele. Contudo, como de praxe, tudo mudou. Sempre muda. É, me sinto vazia. Minhas atuais condições – apesar de me causarem emoções comuns ao meu viver de até agora – não me permitem mais relacionar o concreto ao abstrato. De alguma desconhecida forma, me desprovi automaticamente das alianças entre personagens, situações, cenas e vida que acontece aqui. Parece um muro que foi construído entre eu e meu outro eu. Estou insegura, estou com medo… Com muito medo. Mexeram numa parte de mim que não deveriam ter mexido. Se há moedas de ouro em meu baú, estas são minhas invenções. Minha fantasia. É tudo meu e só meu. Compartilho se quiser e com quem quiser. Mas continua sendo meu. As mudo quando e da maneira que me fizer o desejo. As congelo e reaqueço na temperatura que melhor me agradar. Terá sorte se eu lhe permitir vê-las de perto e pensar muito em lhe deixar tocá-las, pois isto seria uma raridade. E, mesmo com todas essas condições, vem alguém e simplesmente as mistura e separa, anima e acalma, mexe e remexe. Vira tudo de ponta cabeça. Não entendi como isso pôde acontecer! Eu – que sempre protegi meu protegido com unhas e dentes, fi-lo valer-me a vida – não compreendo como despercebi a baderna que fizeram na minha cabeça! A impressão é que agiram rápido, em milésimos de segundo, mas eu sei que não! Arrisco até dizer que [incoscientemente] soube e deixei que essa água corresse para o mar no qual estou! Sem teatro na rua, no banho, na escola. Só a vida como ela sempre foi. Estou com medo da mudança que vem, porque desconheço a dita. Por um lado, estou feliz por causa do que está acontecendo – quero ir além e mais além! Mas, por outro, estou temendo e superprotegendo o que me pertence daquilo que acho que quero. Muito confusa, muito confusa. Ninguém nunca fez isto comigo. Nem quando me fizeram tomar remédio a fim de me desligarem um pouco do infinito! Cheguei a um ponto totalmente desconhecido! Parece até que troquei de postos com o empírico: a sensação é de estarem dizendo “Vai! Te acompanhamos até onde precisava, te orientamos enquanto era necessário! Agora, você já aprendeu o que tinha que aprender. Já pegou o que queríamos te ensinar. Vai logo! Voa, andorinha! Voa bonito e vai pra longe do teu ninho que não serve mais! Tá apertado, tá pequeno! Vai que a gente tá aqui se quiser nos consultar. Se quiser se aconselhar. Vai que a gente espera se um dia você precisar voltar! A gente espera.”, como se fossem todos narradores dum livro da minha vida. A insegurança ataca, eu não sei se esperarão minha talvez-volta – embora acredite firmemente no que me dizem. É ruim, mas é bom. Estranho. Quero ficar, mas quero fugir. Sem personagens… Sem toda essa gente que me trouxe até aqui, onde estou. Ah… É ótimo, pra falar a verdade! Sabe, aquilo tudo valeu à pena. Aqueles moemntos… Mas não quero que se culpem ou tentem me fazer votlar ao que antes era: pela primeira vez, me sinto inteiramente como eu.

Ilustríssimas

 

Eu: Lá, vamo experimentar o bolo?

Lá: Vamo.

*as duas pega um pedaço de bolo cada uma*

Lá: HUEAHUAE. Bolo barata! Sabe por quê?

Eu: Porquê?

Lá: Crocante por fora e molinho por dentro. G_G

*as duas comem*

Lá: Eca, Letícia! Parece chiclete!

Eu: Aaah… Pelo menos ele tá bonitinho…

Lá: Bonitinho?! HÁ! Eu vou rir na sua cara!

O bolo ficou ótimo uma porcaria. U_U

Ok, mas mudemos de assunto. Estou na Bárbara, queridos leitores! E é claro que haveria uma participação de minha ilustríssima (estou com uma mania de falar essa palavra) melhor amiga! O que, obviamente, será escrito aqui depois que ela sair do banho. U_U (sim, eu roubei o computador dela por alguns minutos) Pra falar a verdade, eu não sei exatamente o que ela está fazendo lá no banheiro – porque o chuveiro já desligou há um tempinho e ela não saiu. ‘-‘ Não pensem besteira. Ok, podem pensar. (como se eu mandasse muito em vocês. -.-º)

E que tal aproveitar esse tempo para discorrer sobre coisas inúteis? (tepo esgotado, ela saiu do banheiro… mas a gente enrola ela). Ok, estávamos eu e Bá aqui no quarto, falando sobre pessoas e eu – em minha ilustríssima tpm – reclamando sobre tudo e todos. Acontece, meus amigos, que não sou uma pessoa tão delicada quanto sou no blog. Sendo bem sincera, eu falo muito palavrão e venho até tentado parar com isso. Só dou uma moderada no blog porque são textos que eu prefiro que sejam bonitinhos. 😀 Voltando ao assunto, eu estava a reclamar de Deus e o mundo e fui dizer “você pode dar o cú por ela que ela não muda!” – com essas exatas palavras. Porém, contudo, todavia, a casa da Bárbara é LARGA e ALTA, o que causa muito ECO. E eu, na minha essência italiana, falo be alto, sabe? Pois é, eu gritei “dar o cú!” e a mãe da Bá entrou no quarto. Foi maravilhoso. *-*

Outra coisa que acaba de acontecer é: a droga da tecla m da Bárbara não pega. Sim, meus amigos, eu copiei e colei todos os m’s deste texto. Aliás, não consegui usar um m maiúsculo porque o maiúsculo que eu consegui copiar ficava desproporcional ao taanho do texto do blog. Comentando isso com o Flá, ele me manda um m do tamanho do mundo (ou, segundo a Bárbara, de um e-lefante). Considerando que Bárbara tenha visto o “m-lefante”, pude ouvir o costumeiro comentário desnecessário, triste e engraçado (ou quase) de dita cuja:

Bá: Ooolha! É um emão! HUEAHUEHUEA. É o marido da ema, só que grandão!

Não me perguntem porque insisti e passar a noite aqui. G_G (a verdade é que eu amo essa menina)

Agora, o primeiro acontecimento do gênero que houve hoje foi: eu e Bá tomando café da tarde. Eu contando sobre vídeos que eu vi que retratavam jogos de improvisação. O problema era: o tema do jogo então sendo comentado era papel higiênico e, consequentemente, cocô. Fezes. Excretos sólidos. E comecei a falar extremamente empolgada, até que me lembrei que tinha cocô no meio. E a Bárbara comendo.

Eu: Aí, Bá, aconteceu não sei o que e *susto* … *pausa dramática*  *falando séria* Posso falar de merda?

 Bá: HUEAHUAEHUAHUAE.

Eu: Ah, eu posso, né? Você não liga. U_U

É verdade. Ela não liga, fae sobre cocô, urina, vômito, qualquer coisa enquanto ela está comendo e está tudo bem. B)

Okay, Bárbara escreverá agora.

 

ESPAÇO PARA A BÁ ENCHER LINGUIÇA E O SACO DE TODOS OS LEITORES ESCREVER

Oi gente, beleza? É a Baah, a mesma da entrevista, vocês já devem saber. Quem quiser da uma olhadinha, que é bem legal, modéstia à parte, hehehe 😉

Então gente, o que tenho a dizer hoje é que estou muuuito feliz. Se vocês olharem o meu blog, quase sempre verão essa frase estampada no início dos posts. Não, não sou feliz sempre, não. É que – sabe-se lá por que – a maioria dos dias que posto no blog estou feliz por algum motivo.

Pois bem, hoje eu to por que comecei a ler um livro incrível (Conversando com Deus, acreditem: super divertido e irreverente! 😀 recomendo), porque caí no meio do meu treino de marcha (pra quem não sabe, eu tive paralisia cerebral, ando ainda com apois e tou treinando pra tirar), entortei a bengala sei lá como, quase morri engasgada com o todynho pq a Le me fez rir, e tenho que aguentar essa pessoinha aqui até amanhã de manhã… Ô vida duuura!

hahhahaahaha

 

aa gente, eu queria escrever bem mais, mas me perdoem, tou cansada e acho que o post já deve tar grande demaaais.

Beijos,

Baah*

ACABOU O ESPAÇO PARA A BÁ BLÁ BLÁ BLÁ ESCREVER

Pois, bem. Agora, nos vamos. Temos ilustríssmas tarefas importantes a fazer (leia-se comer bolachas de banana com canela, perder tempo com qualquer outra coisa e dormir). U_U

Beijinhos,

Letii (e Bá)

Desastre gastronômico

 
Mais ou menos isso. ‘-‘

Resolvi que treinarei minhas habilidades na cozinha… O que não é um bom sinal, porque sou um desastre culinário nato. É sério, eu grudei macarrão no fundo da panela e – toda vez que vou fazer miojo – olho na parte de trás do pacotinho pra lembrar como se faz. Além disso, só fiz café uma vez na vida, demoro anos pra fritar um ovo e arroz, eu só sei lavar. Estou falando, é trágico. Contudo – pensando em situações futuras – decidi desenvolver mais tais habilidaes. Comecei com minha especialidade: biscoitos de açúcar; joguei Nutella dentro deles, mas ela derreteu e sumiu… nem deu gosto. 😀 Ok, pedi para mamãe ficar de olho na última formada, pois tinha que fazer outras coisas (leia-se usar o computador) e ela cabou queimando meus queridos bisc0itos (porque eles queimam realmente muito rápido). Já hoje avancei para a próxima etapa: bolos. Peguei o caderninho de receitas da mamãe e procurei por um simples de fazer. Parei no bolo de chocolate. Tudo teria dado certo se eu tivesse batido a massa pelo período necessário de tempo e o resultado não fosse um bolo pesando a mesma coisa que dois sacos de arroz (ok, não foi tudo isso, mas deve ter chegado perto). Não me deixem cozinhar pra vocês.

Beijinhos,

Letii

O desfecho

 

“Tudo pode parecer um caos,
mas quando eu ando sem destino,
só você me traz de volta
segurando a minha mão.
E, agora, pode me levar no colo
feito uma criança num filme de assombração:
não posso encostar os pés no chão.”
Pés no chão, Luxuria

Eu peco por excesso. Infelizmente, eu peco por excesso. Eu te amo muito, muito mesmo – e inclusive tento retribuir na dose certa todo o sentimento que você tem por mim. Me desculpe se tentei controlar a sua vida, se te disse o que fazer e o que não fazer, se tentei impor conceitos que não eram seus. Mas é que temo por você. Temo muito – como uma mãe por uma filha. Exatamente, me sinto sua mãe. Quero o seu melhor, amiga. O medo de você se arrepender um dia me consome e me corrói por dentro. Pior ainda é o medo que me queima como ácido de você se arrepender por algo irreversível. Eu sei que você é sensível. Eu te conheço bem e você sabe disso. E o ano vai… E você sai da escola… E eu não sei se a gente ainda vai se ver. Só quero chorar nas boas lembranças e saber que te ajudei em tudo aquilo e podia. Não quero que você vá embora. Não quero te perder. Tá, tudo bem: podemos e vamos marcar encontros, mas serão duas realidades muito mais diferentes que as atuais. Não sejamos hipócritas: nenhuma das duas sabe o que está por vir. E eu te quero bem. E mesmo que eu não seja santa, limparei cada mancha em suas vestes brancas. Apesar dos meus pecados, te levarei a graça. Até com toda minha fragilidade mortal, te protegerei do mal do mundo. Porque eu te amo e isso basta. Sim, posso dizer que é amor. Amor genuíno, amor em sua essência. E se, algum dia, eu fizer algo que te magoe, incomode, chateie, me fala. Me fala mesmo, com todas as letras. Porque, se eu pequei, foi por excesso… De amor, de temor, de te gostar. E quando você não fala (mesmo que não saiba), você me ignora. Parece até que me despreza. Não me abraça direito, não se anima como antes. E eu sei que alguma coisa esta errada! Pergunto e nada. Não é tristeza, não é raiva, não são problemas da vida. À princípio, está tudo bem, tudo normal. E eu sei que não está. E fico mal por achar que não te conheço tão bem assim, por achar que você não me conta mais as coisas, por não te abraçar como geralmente faço. No final, acho que – mesmo me sentindo mãe – é você minha maior protetora, Ana. Pois me sinto como a sua irmã caçula que acha que sabe o que faz e não mede esforços para proteger a irmã maior. Mas, afinal de contas, é você que me traz de volta me segurando a mão. Só você. É você que me carrega no colo sem me deixar encostar os pés no chão. É você quem me diz que não vivem bichos em meu armário. É você a heroína, o desfecho do meu filme de assombração.

O tropeço

Deve ter sido há quase uma semana que eu, minha irmã e eu fomos à cidade de carro. Paramos numa esquina, esperando a nossa deixa de fazer a curva. Neste curto período de tempo, vimos um garoto indo em direção à esquina (logo ao nosso lado). O problema foi que, nesses passos, o moleque tropeçou e caiu de quatro no chão e nós começamos a rir. O menino viu e riu também. Só que ele parou de rir… A gente, não. Mamãe chorou de rir e não conseguia mais dirigir. Minha irmã não conseguia nem falar direito. Eu nem preciso comentar. E o moleque parado, super sem graça. HUEHUEHUE, se ferrou. Quem mandou tropeçar? 😛

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