A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “agosto, 2009”

Sexo COM amor?

jai
The Grand Odalisque, Jean Auguste Dominique Ingres

 O que eu gosto? Eu gosto de quadros antigos de nudez. Porque? Porque, quando eu os vejo, me parece que o pintor via aquela mulher, aquele corpo nu não como um objeto de prazer, mas como uma mulher de verdade. Como se ele sentisse algo por ela, como se ele precisasse dela para viver. E eu acho algo bonito, sabe? Bonito de se ver, imaginar e sentir. Creio que mesmo que eles pensassem em sexo, era uma coisa cheia de sentimentos. Sexo com amor. Hm, isso até que me excita um pouco, sabe?

Eu não tenho vergonha de falar disso. De sexo. Pelo simples fato de que quando converso [seriamente] com alguém sobre isso, é me apresentada uma certa maturidade da parte da outra pessoa, o que me interessa bastante, uma vez que a sociedade está ficando cada vez mais imatura e cheia de brincadeiras estúpidas. As pessoas acabam achando que sexo ainda é um tabu – apesar de ele estar extrema e totalmente banalizado – o que atrapalha na hora da instrução de pais para filhos.

Na essência real, sexo não tem nada a ver com amor. Serve para a reprodução e, para os humanos, prazer. Mas, como somos seres providos de emoções, o amor acaba tendo certa participação na hora de molhar o biscoito. Contudo, há o sexo por amor e o sexo por atração. Sexo por amor é quando você ama uma pessoa, tem um certo relacionamento com ela e, depois de algum tempo, ocorre o ato sexual. O sexo por atração é quando você sente desejo. Você não precisa amar a pessoa desejada. É puro desejo, tesão. Particularmente, gosto de ver o sexo como um desejo e ato de amor. Me atrai muito quando um homem vê numa mulher, uma mulher – e não peitos e bunda.

Bom, a minha irmã me arranhou sem querer e meu braço está ardendo. Vou lavá-lo [e comer sorvete… AGORA!]

Beijinhos,

Letii

Às moscas

fama

O post de hoje é uma música. Eu queria escrever sobre a música, mas, acontece que ela está perfeita. Ela diz, precisamente, tudo o que deveria dizer. A música é The fear, da Lily Allen. Bom, creio que todos a conheçam mas, por precaução, ela é uma cantora inglesa – não é famooooooooooooooooooooooooooooosa, mas é famosa. >< – e, nessa música (do álbum It’s not me, it’s you) ela critica o que a fama fez com o mundo.

 

O Medo

Eu quero ser rica e quero muito dinheiro
Eu não me importo com inteligência, eu não me importo com divertimento
Eu quero muitas roupas e montanhas de diamantes
E eu ouvi que as pessoas morrem, enquanto tenta pegá-los.

Eu tirarei minhas roupas e isso não será vergonhoso
Porque todo mundo sabe que é assim que se fica famoso
Eu olharei para o sol e olharei no espelho
Eu estou no caminho certo, yeah estou prestes a ser uma vencedora

(Refrão)
Eu não sei mais o que é certo nem o que é verdadeiro
Eu não sei mais como devemos nos sentir
Quando tudo vai ficar claro?
Porquê eu estou sendo tomada pelo medo

A vida é sobre estrelas de cinema e não sobre mães
É tudo sobre carros rápidos ultrapassando uns aos outros
Mas isso não importa porque eu tenho cartão de crédito
E é isso que faz da minha vida tão fantástica.

Eu sou uma arma de consumo em massa
E isso não é minha culpa, foi como eu fui programada.
Eu olharei para o sol e olharei no espelho
Eu estou no caminho certo, vou ser uma vencedora

(Refrão)
Eu não sei mais o que é certo nem o que é verdadeiro
Eu não sei mais como devemos nos sentir
Quando tudo vai ficar claro?
Porquê eu estou sendo tomada pelo medo

Esqueça as armas e esqueça a munição
Porquê eu estou matando a todos com minha pequena própria missão
Eu não sou uma santa mas não sou uma pecadora
Tudo está bem Desde que eu esteja emagrecendo

(Refrão)
Eu não sei mais o que é certo nem o que é verdadeiro
Eu não sei mais como devemos nos sentir
Quando tudo vai ficar claro?
Porquê eu estou sendo tomada pelo medo

 

Aaah! Arrumei uma coisa pra falar! (¬¬’) Bom, o que a Lily diz na música, na minha opinião, é a mais pura verdade. Acontece que, o problema não está na fama, está no tamanho da importância que as pessoas dão à ela. A fama acabou estabelecendo padrões de beleza (ser magra de cabelo liso), mudou os valores das pessoas (o que vale é beleza e dinheiro), além da imprescindível necessidade de sexo que a mídia nos impôs. As pessoas que têm mais instrução conseguem saber o que elas devem fazer e as pessoas sem instrução não têm a mínima ideia do que é certo ou errado, falando nesse sentido. É claro que, nas duas situações, há as suas exceções. Não há o menor problema em você ter um ídolo, principalmente porque se espelhar em alguém é um dos fatores ajudantes a construir o seu caminho e a sua personalidade. Mas não queira sair por aí fazendo o que quer que façam nas novelas, filmes, seriados ou no mundo dos famosos. Não saia por aí fazendo as coisas só por causa do modo como os outros se vestem. Não se preocupe tanto com a aparência, é só você se cuidar, porque artificiarias só te farão piorar (pode ser que não nesse momento, mas mais tarde, sim.). Querer pintar o cabelo uma vez ou outra? Sem problemas. Mas procure o melhor jeito de fazer isso. Não se encha de maquiagem todos os dias, porque quando você for à uma festa, vai estar exatamente igual – toda maquiada – além de, é claro, quando resolver tirar ficar parecendo um dragão. Pense sempre no seu futuro. Piercings e tatuagens, só quando você estiver trabalhando e se sustentando. Você ficará mais maduro. Crie o seu próprio ponto de vista, viva a SUA vida, não a da Angelina Jolie. Nunca tome certas atitudes só porque os outros tomaram-nas. Afinal, como costuma dizer o meu pai, existe mais de um milhão de moscas no mundo que comem cocô. Um milhão de moscas não podem estar erradas. Vamos comer?

Edição Especial – A bruxaria

Bruxa Branca de NeveBão, se existe algo que realmenteme interessa, é bruxaria. Acontece que, quando dizemos bruxaria, as pessoas já pensam naquela bruxa tradicional – com vassoura, verruga no nariz e tudo o que tem direito – ou em Wicca. Mas, na verdade, a essência da bruxaria não é nada disso. W2icca é bruxaria. Bruxaria tardicional? Bem, na época da inquisição, as “bruxas” eram aquelas que sabiam mexer com ervas medicinais ou mesmo hereges. Então, vamos lá!
Sobre a bruxaria

 A bruxaria é o ofício da magia natural;

As bruxas veem a Natureza como sagrada;

As brucas buscam o desenvolvimento social;

A bruxaria não é religião. Porquê? Porque ela nunca foi ou será unificada.

Tudo o que é bruxaria tem: magia + ligação com a Natureza + conexão com a divindade + inteção. A bruxaria é tudo isso junto. Uma coisa não é bruxaria sem a outra.

Geralmente, as bruxas são pagãs, por causa de sua íntima relação com a Natureza. Uma pessoa pode ser pagã e ter a sua religião. Pagão: do latim, paganus, e significa “aquele que vive do campo” ou “que mora no campo“. Isso porque, antigamente, esses “pagãos” tinham uma relação toda íntima com a Natureza, dançavam nos campos para as colheitas crescerem, etc. Esse é o sentido real do termo “pagão”. Assim, geralmente as bruxas e bruxos são pagãos e veem as suas divindades na Natureza, mas há exceções.

A Natureza é o divino. Não se cultua um único deus, uma única deusa ou orbigatoriamente qualquer divindade. Trata-se da celebração da Natureza e seus ciclos.

O termo bruxaria foi muito deturpado e até hoje é usado para definir qualquer ato contra a igreja Cartólica ou feitiços realizados aleatoriamente por aí. Como você pode concluir, não é nada disso. Bruxaria é oi=utra coisa e seus praticantes a levam muito à sério.

A bruxaria é apenas uma das vertentes pagãs. Temos também o druidismo, o Xamanismo, etc.
Como a bruxaria se desenvolveu?

A bruxaria se desenvolveu em diversas culturas e diversas épocas ao redor do mundo. Temos desde a bruxaria na Pré-história (quando os homens desenhavam o animal nas cavernas achando que, assim, capiturariam-lhe a alma antes da caçada e as mulheres maceravam ervas buscando a cura), passando pela bruxaria na História Antiga (Grécia, Roma, Egito), a bruxaria medieval (uma transição fantástica e cruel entre a Antiga Religião e o Catolicismo, através das inquisições.), a bruxaria nas sombras, durante o Iluminismo, e o Renascimento da bruxaria, no século XX.
O nascimento da Bruxaria Moderna através da Wiccabo

O nascimento da Bruxaria Moderna se deu na década de 1950, através de um bruxo inglês chamado Gerald Gardner. Na verdade, já existiam livros com algumas décadas de antecedência que abordavam o assunto, mas  Gardner foi quem mostrou a bruxaria para o mundo, e como ela tinha se desenvolvido até então, nas sombras. A maneira pela qual Gardner apresentou a bruxaria conhecida como Wicca, que virou sinônimo de Bruxaria Moderna. A Wicca é apenas uma forma de Bruxaria Moderna; a mais popular delas. Há outras formas de bruxaria.

A Bruxaria Moderna é apenas uma forma alternativa de religião.
O coven (grupo de bruxas/os) de Gardner se ramificou e, aos poucos, os praticantes foram se mutiplicando. Era normal que surgissem novas tradições (forma como funciona cada coven). A primeira tradição a surgir depois da Wicca Gardneriana foi a Tradição Alexandrina, fundada por Alex Sanders (legal o nome, né? Alex Sanders… Alexanders… Ham, ham? Heuheu. :B) e, sua esposa, Maxine Sanders, no qual os rituais e a liturgia eram semelhantes à Gardneriana, com apenas algumas diferenças características.

Então, veio na década de 60, o movimento Hippie, com as pessoas descobrindo novas formas alternativas de viver, buscando uma interiorização maior e menos hipocrisia perante a sociedade e si mesmoas. Na década de 70, houve o surgimento do Movimento Feminista e isso modificaria a Wicca para sempre…

Esses dois movimentos foram fundamentais para o desenvolvimento da Wicca nos anos seguintes, pois, a partir daí, vamos claramente uma divisão entre a Wicca de Gardner e a Wicca misturada com o feminismo e o movimento Hippie e algumas liberdades à religião. A Wicca Moderna possui rituais, divindades, dogmas e tudo o mais o que uma religião tem direito (além de poder sere unificada, certo? 😉)

Com o passar dos anos e a chegada da Era da Informação, tivemos (e ainda temos) uma série de influências chegando às práticas de bruxaria atuais, e elas variam muito de pessoa para pessoa, visto que a bruxaria pode ser praticada por uma pessoa sozinha.
Como posso me tornar um(a) bruxo(a)?

Você deve ler MUITO, mas muito mesmo. Se você está se perguntando como pode se tornar um bruxo, significa que você não faz parte de um coven, portanto, seu caminho será solitário (ah, que triste. ‘-‘), pelo menos thewitchesno início (ah, que feliz. Viu só? Não precisa se desesperar, ainda há esperanças. -yy *dando tapinhas nas costas*). Assim, você é seu próprio mestre (superar o mestre vai ser froids pra você, hein? ><). Você deve ter sede de conhecimento. Não espere respostas dos outros. Corra atrás das informações. Esse estudo será para sempre. Aos poucos, você começará a praticar. Um complementa o outro.

Não é necessário um ritual para se tornar um bruxo. O que faz de uma pessoa bruxa é a prática e a sua vida como tal. Ouve-se muito as pessoas falarem em iniciação e auto-iniciação, mas estas se referem apenas à Wicca.

⇒ Você deve ler muito, mas também ter a consciência de que nenhum livro é a visão definitiva de Bruxaria ou do Paganismo, mesmo os mais confiáveis. Há diversas vertentes, tradições e visões. Talvez você se identifique mais com um autor do que com outro, mas isso não significa que deva ler apenas os livros daquele autor. Leia TUDO o que puder. Cultura NUNCA é demais.

A bruxaria deve estudada em teoria e prática. Você só começará a trabalhar seu caminho e espiritualidade como bruxa se desenvolver AMBAS as coisas. Não adianta só ler ou só praticar. Isso causa um desequilíbrio que não trará NENHUM tipo de aprendizado.

Desde o começo, teoria e prática devem caminhas juntas. Estude muito, leia muito, mas vá praticando singelamente. Ninguém precisa ser um expert em magia pra começar a praticar.

Paradise

surreal-sonho-bananasSonhos. É sobre isso que falaremos, hoje. Minha mãe sempre me disse – além de ser característico do meu signo – que eu sou muito sonhadora. E é verdade. Tenho o costume de achar que tudo o que eu fizer vai dar certo, que vai fazer sucesso e será grandioso! Acontece, que eu sei que há bastantes chances de isso não acontecer. Digamos, então, que eu sonho de uma “forma realista“. É óbvio que eu fico muito chateada quando alguma coisa não dá certo, mas isso não me impede de continuar sonhando alto. Já disse algumas vezes para mim mesma que quanto mais expectativas você tem, mais altas são as chances de se decepcionar –  além de se decepcionar mais do que o normal. Contudo, você não pode parar de sonhar. Porque sonhos são precisos. É nos sonhos, na fantasia que você encontra o seu mundo ideal, se felicita com fatos, geralmente, pouco prováveis de acontecer, e se vê em todo e qualquer tipo de personagem, estilo de vida e situação. É, simplesmente, o paraíso de cada um. Então, é esta a minha mensagem. Por mais que você se decepcione, nunca pare. Continue tentando, porque, embora não baste querer para poder, basta tentar para ter chances de conseguir.

P.s.: esse computador aqui tá muito lerdo,quando eu chegar em casa coloco a imagem no post, okay? (porque essa droga não quer fazer o upload. ¬¬º)

P.s.s.: Prontinho. ^.^ Coloquei-a. 😉

Ser humano estranho. Muito estranho. ‘-‘

Tá, eu acho que nunca vou entender o ser humano. Seguinte: desde os tempos remotos é dito que o homem quer sempre mais, nunca está satisfeito, está smepre em busca das razões das coisas ao seu redor e tudo o mais. Isso significa, de certa forma, que ele está sempre atrás de conhecimento, certo? Ok, até aqui, tudo bem. O xis da questão é: se nós estamos sempre em busca de conhecimento, porque a menor parte das pessoas gosta de estudar?! Porque, vamos e venhamos, isso decididamente é conhecimento. PORQUÊ?! Porque o ser humano insiste em ser tão contraditório e diferente?! De agora em diante, já que eu questionei isso, eu vou estudar todos os dias, mesmo exatas, que eu detestoOu não. 😉 –> ADORO dizer isso! ><

Outra coisa que eu não entendo é o paladar. Analisem comigo: há um certo tipo de animal. Esse animal é herbívoro. Apesar disso, ele não comem todos os tipos d eplanta, porque há plantas que são venenosas e outras que ele não gosta. Acontece que, as plantas que ele come, todos os outros animais da mesma raça comem; e as plantas que ele não come, todos os outros animais da mesma raça não comem. Maaaaaaas, o ser humano gosta de complicar. Todos nós sabemos que o homem é um animal (vocês querendo ser ou não – de qualquer modo, o problema não é meu {brincadeirinha… mas, de verdade, sem querer ser chata/insensível: o problema não é realmente meu.‘-‘}. Eu gosto de ser um animal bípede. Pelo menos eu não fico de quatro o dia inteiro. -yy). E tem mais: é um animal onívoro, ou seja, come tanto carne quanto legumes/frutas/verduras (falar plantas ía ficar estranho. 😛). Contudo, não é porque eu como cenoura que você também come. Isso pelo simples fato de você poder não gostar de cenoura. Mas eu gosto! E se nós dois somos humanos, animais da mesma raça, PORQUE RAIOS EU COMO CENOURA E VOCÊ NÃO?! Viram? Bom, também, o que é que eu queria? Nem cadeia normal impede o homem de fazer todas essas atrocidades, por um acaso eu esperava que a cadeia alimentar nos dissesse o que comer? É estranho, é complexo, é estúpido, eu não entendo e minha vida perdeu o sentido. Hm, esse quarto está cheirando a café. Estranho. ‘-‘

Beijinhos,

Letii

Eterno.

saudades

Era a última aula, a maioria já tinha acabado a prova e ido para a sala de informática. Começaram a passar um vídeo, de uma estudante, uma amiga, uma colega, uma filha, uma irmã. Uma única pessoa… Que faleceu. A menina sentada na terceira fileira, creio eu, achou tudo aquilo muito estranho. Era uma homenagem, com um texto, algumas fotos e uns dois ou três vídeos. Até aí, tudo normal. Mas, ver aquela garota se mexer, seu cabelo esvoaçar, seus braços tirarem as mechas louras de seu rosto delicado e confortante… Foi estranho. Muito estranho. Porque, afinal de contas, ela estava morta. Como poderia, então, lhe parecer tão viva? Veio à tona uma saudade inexistente, pois a menina e a loura nunca se conversaram direito, nem eram da mesma classe. Mas veio a saudade. Como se elas fossem amigas. Só amigas, não tão íntimas. A garota da terceira fila passou a pensar na mãe daquelajovem. Pensou nos amigos e ficou imaginando como teria sido o momento de cada foto apresentada. Só então foi que aquela ingênua criatura – sentada erroneamente numa cadeira azul e olhos atormentados pela sensação de querer chorar e não conseguir – percebeu que era tudo uma grande verdade. Era verdade e ponto final. Não foi a primeira vez que havia percebido, mas foi a mais marcante. Aqueles que amamos vivem sempre em nossos corações.

Pezinhos descalços

pés

Acontece que eu nunca fui uma criança muito boazinha (mas continuei ganhando presentes de Natal! \o/). Aqui vai mais uma das peripécias de Letii e sua irmã:

Nossas festinhas de aniversário, normalmente, ocorriam no McDonalds. Numa dessas festas, eu e minha irmã estávamos naquele brinquedão com “tobogã” e um amiguinho nosso subiu lá também. Ele estava indo escorregar, quando eu disse pra minha irmã: Lá, vamos tirar a calça dele!. O menino tinha síndrome de Down, aí ele ficou quietinho, esperando a gente terminar o serviço – desculpem, eu tinha o quê? Seis ou sete anos? Huehuehue. Só que, ele estava deitado de barriga para baixo e a gente não conseguia virá-lo. Então, vencidas pelo cansaço, decidimos tirar as meias dele, mesmo. 😛 Fizemos o que [não] deveríamos fazer e deixamos o moleque escorregar. Jogamos as suas meias logo depois de ele desaparecer na curva. Daí, nós – que ainda estávamos lá em cima – ouvimos de repente: Leandro! Você tirou as meias?!. E fim. Heu. 🙂

O dia em que eu tranquei o Alex no porta-malas

Eu devia ter uns seis anos. Estudava numa escolinha perto de casa, então, minha mãe ía me buscar à pé, junto à minha irmã. Quando estavámos voltando para casa – mal tínhamos deixadoa  escola – a mãe de um amiguinho meu nos ofereceu carona. Nós aceitamos. O amiguinho era o Alex. Ele não falava nada. Só em japônes  – ele também falava português, mas, sei lá, só queria falar em japonês. (estranho. -.-‘), mas isso não vem ao caso. Acontece que, eu e minha irmã abrimos o banco do carro, sem que ninguém percebesse,(aquela parte que dá pro porta-malas, sabe?) e começamos a falar pro Alex entrar lá, pra ver se tinha barata (><). Obviamente, isso era só uma desculpa [super-ultra-mega-hiper-blaster] esfarrapada pra ele entrar lá. Quando ele entrou, a gente fechou ele lá dentro. Eu só sei que a gente sentia alguém esmurrando o banco e gritando – não tão alto, porque as nossas mães não ouviram. Depois de um tempinho,a  mãe do Alex olhou pra trás e assustou. Aí, ela perguntou onde ele estava. Demos de ombros, dissemos que não sabíamos. Acho que ela não ligou muito quando recebeu uma resposta negativa porque ela sabia que ele estava no carro, então, onde quer que ele estivesse, estaria no carro. Quando ela parou o carro pra tirar a minha mala lá de trás, ela abriu o porta-malas e a gente só ouviu: “Alex, o que que você tá fazendo aí?.

Pois é, gente. Eu nunca fui muito boazinha (nem a minha irmã. -.-‘). Mas uma coisa eu garanto à vocês: foi MUUUUUUUUUITO legal fazer aquilo! ><

Beijinhos,

Letii

Eu fiz e aposto que você também. :P

perucaCerto, coisas que eu acho que toda criança faz:

enfiar o dedo no nariz

comer o que tirou do nariz; (-.-‘)

comer outras coisas indevidas;

subitamente sair correndo de perto dos pais no supermercado/rua/etc;

brincar de boneca/carrinho;

detestar banho;

espiar no esconde-esconde/cabra-cega;

engolir chiclete;

insistir pra mãe comprar alguma coisa;

fazer coisas que a mãe não deixou fazer;

imitar animais;

pintura à dedo com guache;

brincar de massinha;

se lambuzar com sorvete/qualquer outro doce;

ficar com bigode de leite;

desenho livre;

trancar o amigo no porta-malas do carro da mãe dele; (isso fui eu e minha irmã que fizemos! Huehuehue. ^.^ Depois contoa  história pra vocês. :B)

não querer comer peixe.

Bom, eu acho que esqueci de algumas coisas mas, como sei que não vou me lembrar agora (pelo simples fato de eu querer lembrar. ¬¬°) vou parar por aqui.

Beijinhos,

Letii

Oh, good-bye days

divinaAlguma vezes, as coiusas nos parecem extremamente erradas. Outras, perfeitamente divinas. E há vezes que elas nos parecem perfeitamente erradas e extremamentes divinas. Analisem:

Conheci uma menina (não vou citar nomes por questão de privacidade) que teve câncer. Ela passou por certas cirurgias e, uns dois meses depois, voltou para a escola. Passou-se um tempo e ela teve uma parada cardíaca, durante uma noite. Ela parou de ir à escola, foi para o hopital, ficou na U.T.I., depois melhorou um pouco e, não fui informada mas, creio que voltou para casa – acho que com supervisão médica, é claro. Tá, até aí, nada divino. Pelo menos ao meu ponto de vista. Apesar de ela ter lutado como nunca vi nenhuma pessoa lutar até hoje por sobrevivência – além de continuar esbanjando uma alegria e animação imensa e um sorriso no rosto sempre – há poucos dias, ela morreu. Menos divino ainda ou não. O fato é que, hoje, fiquei sabendo que, como ela passou muito tempo fora da escola, contatando somente família e médicos, ela queria passar o aniversário com os amigos. Os amigos dela foram visitá-la em seu aniversário que foi no sábado. E também foi quando ela morreu.

Tirem suas próprias conclusões, eu paro por aqui.

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Bem, não era exatamente isso o que eu ía dizer hoje, aliás, nem disse nada. Não deu.

Beijinhos,

Letii

P.s.: Good-bye days (Original)
        Good-bye days (Tradução)

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