A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “junho, 2013”

Amiga Bárbara

Bárbara, eu gostaria de me desculpar por todas as vezes que dei a entender que não desejava sua presença, por todas as vezes que pareci dificultar as coisas. E devo confessar que não foram apenas as aparências: era verdade. Mas não se choque, o erro não estava em você, estava em mim. Você sabe melhor que qualquer um que nunca fui alguém de muitas companhias e acho que, com o passar do tempo, prendi-me a isso. Entendi que afasto as pessoas e que, para que aquelas que me gostam continuem me gostando, melhor é mantê-las afastadas, pois assim não se aborrecem ou chateiam perto de mim. Eu SINTO falta de uma amiga como você. Eu SINTO falta de VOCÊ. Porque você é aquela que eu sei que pode até se espantar com certas decisões ou atitudes minhas, mas que NUNCA deixará de estar ao meu lado, porque você me ama assim como eu amo você. Não tenho palavras para expressar o quanto TODA a convivência com você me faz falta. Eu me prendi numa cúpula de isolamento, sem amigos genuínos para dizer tudo e qualquer coisa que desejo e nos divertirmos e chorarmos juntos. Transformei minha própria vida num inferno pulsante e não via como escapar; achava que era muito difícil. Mas ontem, hoje, percebi que tudo o que preciso é ter alguém que me entenda. Você não me entende completamente, é verdade – assim como não te compreendo por completo também. Mas ambas temos força de vontade para tentá-lo e ajudarmo-nos como pudermos, porque eu nunca tive uma amiga como VOCÊ. Obrigada, MAIS que obrigadíssima por TUDO. Você vai viajar comigo essas férias. E isso é uma ordem. 😉

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