A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “junho, 2009”

Edição Especial – Michael Jackson, uma lição.

Michael+Jackson+Bad+World+Tour

Eu nunca fui uma senhora fã do Michael Jackson. Contudo, há algo que eu gostaria de dizer. Eu não acredito que o Michael seja tão ruim quanto pintam por aí. Se vocês assistiram à entrevista que passou, acho que na TV Record, vocês verão. É claro que eu acho que há coisas não esclarecidas de verdade no programa, já que, obviamente, ele se coloca como santo. Mas, vejam só: quando ele era pequeno, que ainda existia os Jackson Five, o pai deles era muito duro em relação aos ensaios. Ele disse que o pai batia nele e nos irmãos, com cintos, fios de ferro ou qualuqer coisa que estivesse por perto. Além disso, ele também os jogava na parede. Também foi dito que, durante algumas turnês, os irmãos chamavam algumas garotas à noite para se relacionarem sexualmente. E Michael, algumas vezes no mesmo quarto que os irmãos, ouvia tudo. Lembremos que, nesta época, ele era pequeno. Agora, imaginem como essa criança ficou, depois de tanto apanhar e fingir que estava dormindo enquanto or irmãos faziam sexo. Isso é, com certeza, perturbador.

MJ também já foi acusado de pedofilia. Para quem não sabe, a definição correta de pedofilia é: “um transtorno parafílico*, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.”, de acordo com o ABC da Saúde. Tal coisa é desenvolvida durante a vida do indivíduo. Acredito, sim, que Michael tenha feito algo com alguma criança, mas, pensemos: se ele teve a pedofilia desenvolvida, a vida que ele teve só agravou tal coisa. E se tivesse sido diferente? Talvez ele pudesse ser uma pessoa melhor. Eu acho totalmente impoossível uma pessoa ser ou boa por completo. Ninguém pensa que ele tinha talento? gente, aquele cara dançava MUITO. Ele cantava MUITO BEM. Eu o vi cuidando dos filhos, e ele, aparentemente, é um ótimo pai. Além disso, os filhos estavam se dando muito bem com ele, sem qualquer sinal aparente de ter sido molestado. Eu posso, muito bem, estar enganada. Ele pode querer molestar somente crianças que não sejam suas parentes (sei lá, nesse mundo tem louco pra tudo), mas não podemos ver só os defeitos dele. Eu tenho certeza de que, no mínimo, uma qualidade nós achamos nele. Se ele teve todo o sucesso que teve, alguma coisa as pessoas viram nele. Ué, se a Amy Whinehouse já tem um bando de gente que gosta e defende ela quando falam mal (vamos e venhamos, que bom fã cala a boca quando maldizem seu ídolo?), por que não o Michaelmichael Jackson? Será que algum de vocês sabiam que ele pretendia adortar uma menina e um menino de cada continente? Vocês sabiam que o pai e alguns primos dele ficavam zombando dele, porque o nariz era muito largo? Que o pai ficava falando que ele estava com má aparência? Que ele tinha muitas espinhas no rosto, e nunca se olhava no espelho, durante a sua puberdade? Vocês sabem o quanto isso tem impacto na adolescência?

E quanto à todos aqueles artistas que usam/usaram drogas? Elvis Presley morreu de overdose. E Raul Seixas? Foi, com certeza um grande artista. Mas morreu de overdose. Para resumir: a maioria dos cantores morreu de overdose. Porque todo mundo vai em cima do louco, horrível e pedófilo Michael Jackson? Será que ninguém lembra da Britney Spears?! Meu Deus! Acho que já é rotina dela criar polêmica! Quero deixar bem claro que não é porque falo assim desses artistas que não gosto deles. Eu gosto da música da Britney, do Elvis e do Raul. Só os usei porque foram os que me vieram à mente. Mas, mesmo que eu goste de, por exemplo, Lady GaGa. Eu gosto da música dela, de verdade. As batidas são muito legais, e tem algumas música insinuantes, se é que me entendem? (e eu gosto desse tipo de música, por fica tudo implícito). Mas, eu vi a tradução de uma das músicas dela e achei totalmente vulgar. Porque fica tudo explícito. Não deixei de gostar dela por causa disso, mas acho vulgar, só isso.

O que eu quero passar para vocês é: Michael Jackson não foi tão ruim quanto pintaram. Ele tinha talento. Muito talento. Ele teve, sim, problemas, assim como qualquer outra pessoa teria. A única diferença é que ele é famoso (a fama ainda não morreu, certo?) e se sobressaía. O seu vizinho pode ser um pedófilo e você nem saber.

De qualquer modo, eu queria que a vida do Michael tivesse sido melhor. Queria mesmo. Mas, se ela foi assim, é porque tinha algum significado. Não sei se já disse à vocês mas, uma coisa que eu aprendi é: a vida é um tear com fios entrelaçados cheios de significados e sem pontas soltas. Se foi, tinha que ser. Vamos deixar uma vida inteira passar em vão? Sem nenhuma lição aprendida? Eu espero que não. Porque eu sei que eu aprendi a lição. Mas não vou falar à vocês. Se você for esperto e leu isto até aqui, já terá percebido-a.

Michael, você merece o melhor do mundo, assim como qualquer outra pessoa, porque somos humanos e humanos sempre cometem erros.

* o maior foco de prazer da pessoa não se encontra na penetração

Beijos,

Letii

Edição Especial – Women’s Power

paguamelia 

marilyn-monroefrida

Muito já se ouviu falar sobre a força das mulheres. Então, por que não nos aprofundar no assunto? Das mulheres apresentadas acima, creio que no mínimo uma delas vocês conheçam. São elas: Patrícia Rehder Galvão – ou Pagu, como foi apelidada – (1910 – 1962), Amelia Mary Earhart (1897 – desaparecida em 2 de julho de 1937, no Oceano Pacífico e teve sua mrote declada no dia 5 de janeiro de 1939), Norma Jean Baker, ou, como muitos conhecem, Marilyn Monroe (1926 – 1962) e Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, ou, simplificando, Frida Kahlo (1907 – 1954). Estas são, entre muitas outras, mulheres revolucionárias. Preparem-se, pois o post de hoje será longo.

Pagu nasceu em São João da Boa Vista, a 9 de junho de 1910. Ela foi uma mulher muito avançada para a sua época, causando muito espanto an sociedade ao fumar em público, usar blusas transparentes e falar palavrões. Em 1930, houve um grande escândalo para a sociedade conservadora, ao receber a notícia de que, Oswald de Andrade divourciou-se de Tarsila do Amaral para se pagar com a nossa querida Patrícia. No mesmo ano, nasceu o filho do casal: Rudá de Andrade, que, mais tarde, produziu um documentário sobre a mãe.

Durante toda a vida, Pagu foi presa vinte e três vezes, uma vez que participava do movimento comunista. Escreveu dois livros: os romances Parque Industrial (sob o pseudônimo de Mara Lobo) e A Famosa Revista. Morreu de câncer, no Brasil, a 12 de dezembro 1962.

Sem muito embargo, agora, vamos falar sobre Amelia Earhart. Amelia nasceu em Atchison, Kansas, a 2 de julho de 1897, foi pioneira na aviação dos EUA, autora e defensora dos direitos das mulheres. Foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico (sendo mais precisa, a cruzar o Atlântico). Quebrou diversos recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.

Em 1937, Amelia, junto a Harry Manning e Fred Noonan, planejaram um “voo mundial“. A estratégia era: Noonan iria do Havaí à Ilha Howland (a ilha fica, praticamente, na metade do caminho do Havaí até a Austráli), então, Mannin continuaria com Amelia até a Austrália e, a partir daí, ela iria sozinha o restante do trajeto. Contudo, o voo não foi bem sucedido. Amelia desapareceu no Oceano Pacífico Ocidental, à 2 de julho de 1937. Sua morte, então, foi declarada à 5 de janeiro de 1939. Muitas teorias surgiram após a sua morte. A mais aceita é a Teoria de Acidente e Afundamento, que diz que o combustível do Electra (avião que Amelia e Noonan – sue único acompanhante na viagem – usaram durante o voo mundial) acabou e os dois aviadores caíram ao mar.

Amelia Earhart foi uma celebridade internacionalmente conhecida durante sua vida. Sua timidez carismática, independência, persistência, frieza sob pressão, coragem e objetivos profissionais definidos somando-se as circunstâncias de seu desaparecimento ainda jovem, fizeram sua fama na cultura popular. Centenas de artigos e livros foram escritos sobre sua vida e freqüentemente é citada como estímulo motivacional, especialmente para mulheres. Earhart normalmente é lembrada como um ícone feminista.”

Marilyn Monroe, apesar de não ser feminista (até onde se sabe), é uma mulher que considero revolucionária. Ela mostrou às mulheres, depois de todo o esforço feito pelas mesmas para adquirir direito iguais, que elas podem ser ao mesmo tempo batalhadoras e femininas. Como? Bem, ela passou boa parte da infância em orfanatos e casas de família, até que, em 1937, ela se mudou para a casa de Grace Mckee Goddard. Foi em 1942, que o marido de Grace foi transferido para a costa leste, e o casal não tinha condições financeiras para levar Marilyn, que, na época, tinha dezesseis anos. Então, ela tinha somente duas opções: voltar para o orfanato ou se casar. Então, em 9 de julho de 1942, Marilyn se casou com Jimmy Dougherty, de vinte e um anos. Todavia, Jimmy entrou, mais tarde, para a Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul, em 1944. Após a partida de seu marido, ela começou a trabalhar e, por um mero acaso (ou alguma força maior), foi vista pelo fotógrafo Davis Conover a viu, e a partir daí, começaram os trabalhos de Mary, desde seção fotográfica até os seus trinta filmes feitos.

Morreu de overdose por ingestão de barbitúricos (são derivados do ácido barbitúrico; usados como antiepiléticos, sedativos, hipnóticos e anestésicos. Há uma pequena margem entre a dosagem terapêutica deles e a tóxica.), na manhã de 5 de agosto de 1962, em sua casa em Brentwood, na Califórnia. “Marilyn Monroe personificou o glamour de Hollywood com incomparável brilho e energia que encantaram o mundo.”

E, por último, a nossa amada Frida Kahlo. Considero Frida, uma das mulheres mais batalhadoras da história. Frida nasceu em Coyoacán, México, a 6 de julho de 1907. Já com seis anos, contraiu poliomelite. A doença deixou uma lesão em seu pé direito. A partir disso, ela começou a usar calças e, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Embora seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não se interessou muito pela arte como carreira. Frequentou a Escola Nacional Preparatório do Distrito Federal, onde assistiu à aulas de desneho e modelagem, entre 1922 e 1925. Aos dezoito anos, sofreu um acidente: o ônibus em que andava colidiu com um trem. Um cano de metal (ferro, sei lá o quê. Eu seiq ue era sólido. ¬¬°) a perfurou, entrando pela parte inferior das costas e saindo pelo canal da vagina, o que a impediu de ter filhos (obs.: o maior sonho de Frida era ser mãe.). O total foi de onze fraturas.

Em 1928, Frida entra para o Partido Comunista Mexicano, onde conhece Diego Rivera, que trona-se seu marido, no ano seguinte. Ambos os cônjuges tinham casos extraconjugais. Diego aceitava os casos que Frida tinha c om mulheres, uma vez que ela era bissexual, mas não os com homens. Entre esses casos, Frida se relacionou com Leon Trotsky (intelectual marxista e revolucionário bolchevique). Diego também manteve relações com sua irmã mais nova, Christina. Em seus últimos anos, foi realizada uma exposição se seus trabalhos no México, o que também era um dos sonhos de Frida. Entretanto, ela já estava bastante frágil, devido à problemas de saúde, e não a deixaram ir. Mas, como a nossa querida Frida é super batalhadora e teimosa, ela foi. Sua cama foi transportada (acho que de caminhão) até a exposição.

Em 13 de julho de 1954, após algumas tentativas de suicídio, Frida foi encontrada morta. No atestado de óbito, é constatada a causa da morte como embolia pulmonar (que é quando “algo que não passa por todos os segmentos pulmonares” resolve se enfiar lá nos pulmões, interrompendo a circulação de sangue). Mas também precisa-se considerar a opção de overdose, acidental ou proposital. A última anotação em seu diário diz: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida”, o que nos leva a pensar na hipótese de suicídio. (mas, vamos e venhamos, ela se ferrou a vida inteira, é até compreensível. 😦)

Conclusão: a maioria das pessoas importantes / famosas morrem de um modo trágico.

Ou, se vocês preferirem…

Conclusão: se essas mulheres batalharam por seus sonhos, algo melhor, ou apenas para sobreviver neste mundão, porque não podemos também?

Bem, gente. Aqui termina a Edição Especial de Posts – Women Power. Espero que tenham gostado (e tido muita paciência pra ler tudo isso aqui!).

Fonte: o site que todo mundo usa pra pesquisas escolares: Wikipedia. (e alguns conhecimentos que eu já tinha)

Beijinhos,

Letii

(e ai do filho da mãe que me mandar ler artigo da Wikipedia até o fim das férias!)

(Nota: eu li, no mínimo, quatro daqueles artigos gigantescos da Wikipedia pra fazer esse post!)

Ah, eu não vou esquecer

menina_sonoOntem, eu e minha família chegamos em casa tarde da noite e eu estava morrendo de sono. Aí, eu lembrei de quando era pequena, que, quando chegávamos tarde,  meu pai ou minha mãe me tiravam do carro e me carregavam no colo até em casa. Então, quando lá dentro, me deitavam na cama, tiravam minha roupa, colocavam o pijama, me cobriam, diziam boa-noite e eu dormia até o dia seguinte. Deu tanta saudades, na hora. Lembro que eu até chegava a fingir que estava dormindo para eles me levarem no colo. E era um colo tão gostoso… E, às vezes, dá uma “quase-raiva” de ter crescido. Vem, de repente, um desejo de voltar a ser criança… Porque é tão bom… Tão puro… E eu chegava a sentir o calor do corpo dos meus pais, só de lembrar. Por mais que eu não tenha isso agora, eu sei que é uma coisa que eu nunca vou esquecer, porque quando a gente tem saudades, é porque a gente ama, e o que a gente ama, não esquece.

Beijinhos,

Letii

É uma mancha que ninguém tira.

Falta de tempo

Já falei sobre isso para vocês mas, hoje, vendo um blog alheio, li algo que me impulsionou a escrever de novo. Tempo. É uma coisa estranha. De repente muda a gente e só percebemos quando paramos com a correria cotidiana. É realmente muito estranho. Eu tenho medo. Na verdade, sou uma pessoa muito medrosa.

O ser humano morre de medo do desconhecido. Até mesmo o mais corajoso. É algo que não podemos evitar. Acho que é medo de dar errado, sabe? Medo do que ainda está por vir. Mesmo porque, em muitas das situações que passaremos, não poderemos fazer nada, não seremos capazes de lutar contra elas. E isso nos levará a achar outra solução, outro caminho para seguir Isso, nem é o mais difícil, creio eu. O pior, mesmo, é se desligar da outra situação.

Talvez, um dia, percamos esse medo, mas eu duvido muito. É difícil perder medos. Eles nos consomem. Enquanto isso, o tempo nos muda e a gente nem sente, por que estamos preocupados com o medo, com a vida, com os planos. Até que, um belo dia, descobrimos que a maior parte dos nossos planos não se realizaram, que uma parte da nossa vida foi gasta com coisas que nunca nos acrescentaram coisa alguma, que o medo continua e que não podemos fazer tudo de novo.

Eu, muito provavelmente, estou sendo pessimistas. Perdoem-me. Acho que todo mundo, algum dia, tem alguma crise pessimista. Acho que isso é fruto da sensação de incapacidade humana, já que não podemos parar o tempo, então, hemos de reclamar dele. Porque, como dito há dois post atrás: “assim são os homens: veem apenas as manchas, até as menores, e não a grande e maravilhosa folha branca que é a vida.”

Beijinhos,

Letii

Post do blog alheio (Pensamentos soltos traduzidos em palavras)

http://codinomesejalaqualfor.wordpress.com/2009/05/28/destino/

Ou não.

destiny

Eram duas vezes, uma donzela que não estava em apuros, branquela e magrela e que já havia sido atropelada por ficar olhando o flamboyant da esuina. Por alguma razão que o homem desconhece, ela era eu.”

Cris II, Letícia Maceratesi Ferreira

Até hoje, eu não sabia se acreditava ou não em destino. É que é estranho, sabe? Às vezes, as coisas acontecem tão perfeitas, pacerendo que foram calculadas cautelosamente e nós achamos impossível aquilo ser uma mera coincidência. Mas, outras vezes, parece que as coisas acontecem tão só por acontecer… Creio que já lhes disse, mas, eu acredito que tudo seja inevitável. Mas, se tem outra coisa que eu acredito é: o homem só acredita no destino, porque não tem como ele voltar, mudar sua atitude e ver como as coisas seriam. Entretanto, se pudéssemos voltar, poderíamos escolher o rumo das nossas vidas. (e, além disso, não saberíamos nunca lidar com problemas, porque, qualquer coisa, é só voltart a ajeitar a situação… Se bem que, se voltássemos no tempo, não haveriam esses problemas, resolveríamos tudo. Ah, sei lá. O mundo seria um caos.) Além do mais, se nós escolhessêmos como nossas vidas seriam, nada seria inevitável, e isso iria contra os meus conceitos. Eu acho que podemos mudar a situação das coisas que estão acontecendo, do presente, nada de eu moldo o meu futuro, mesmo porque, se houver algum imprevisto lá na frente, você não estará contando com ele, e porde ser que todos os seus planos desabem por causa dele, ou seja, você terá de “moldar o seu futuro” de novo. Eu acho que eu acredito, sim, em destino mas, de uma forma diferente, provavelmente, de se conformar. Porque não podemos voltar, mudar, melhorar ou, até mesmo, piorar. Mas, tal incapacidade é inevitável… Ou não?

Beijinhos,

Letii

Uma folha em branco

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Hoje, na aula de redação, nos foi apresentado um texto, do qual eu gostei muito. Chama A vida, e é de um tal Vigo (desculpem a minha ignorância: não sei quem é ou o quê é. ¬¬°.).

Um professor de Filosofia sobe à cátedra e, antes de iniciar a aula, tira da pasta uma grande folha branca com uma pequena mancha de tinta no meio. Dirigindo-se aos estudantes, pergunta: ‘O que vocês estão vendo aqui?’ ‘Uma mancha de tinta’, respondeu alguém. ‘Bem’, continua o professor, ‘assim são os homens: veem apenas as manchas, até as menores, e não a grande e maravilhosa folha branca que é a vida.”

E, o pior, é que é isso mesmo. Quantas vezes não destacamos muito mais os problemas que os nossos bons momentos? Que atire a primeira pedra quem nunca falou somente sobre os defeitos de uma pessoa, ao invés de pensar que, ah, a Fulana pode ser super vulgar, mas ela é uma pessoa que está sempre do seu lado, te protegendo. Quem é que já não fez tempestade em copo d’água?

O ser humano, em minha opinião, é a criatura mais estranha que eu já vi. Exemplo? Ai, meu bem, a beleza interior é muito mais importante que a exterior. Tá bom, e quantas meninas de chapinha, que se acham gordas e cheias de maquiagem você não acha por aí? Não digo que se cuidar seja defeito. Nunca disse isso. O problema é quando você não se aceita. Mas, isso é assunto para outro post. Bem, a única coisa que eu quero dizer-lhes, hoje, é: até agora, não houve nada que comprovasse que podemos ter mais de uma vida, então, considerando que só temos uma, aproveite-a. Não corra o risco de perder uma vida toda vendo defeitos e colocando obstáculos para quase todo objetivo. A vida é agora, e o agora já é passado, por incrível que pareça.

Uma ladra de moedinhas

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Havia um restaurante o qual minha família frequentava bastante, quando eu e minha irmã éramos pequenas. Então, assim que meus pais pediam o que comer, eu e minha irmã fugíamos para a parte de fora do restaurante, onde haviam algumas mesinhas. Nós nos sentávamos e pedíamos uma porção de batatinhas fritas e, logo depois de comermos, íamos direto para a fonte, que havia nos fundos do local. Como nós não tínhamos mais o que fazer, olhávamos aquelas moedinhas que as pessoas jogavam na fonte, ao fazer desejos, e, de repente, VAPT! Nós as pegávamos. E o pior: não pegávamos só um ou duas, pegávamos quinze, dezesseis, tudo por aí. Aí, nossa mãe [obviamente] não nos deixava levar as pobres moedinhas para casa, então, depois de muita insistênsia, nós aprendemos que ela nunca nos deixaria fazer o que bem entendêssemos com as coitadas, nós passamos a catá-las só para fazer um pedido e jogá-las de volta. (>_<”)

Então, é isso, meus queridos. Além de assassina de pequenos animais, eu também era uma [quase] ladra de moedinhas.

Beijinhos,

Letii

A lady e a fera

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Já dizia um provérbio japonês que devemos “Saber lidar com o oponente, em vez de desafiá-lo.”. Pois eu achei muito pertinente. Uma coisa que minha mãe semrpe me disse foi: por dentro, você pode estar um fera, se rasgando em raiva, mas, por fora, você é uma lady (um lord ou cavalheiro, para os rapazes.). Entretanto, eu nunca consegui seguir direito tal conselho, por que eu não consigo ficar quieta enquanto o outro se desfaz em ódio (mas, tinha que ser eu, viu?!). Mas, se vocês querem saber, isso funciona, viu? Eu já fiz isso uma ou duas vezes (-.-‘), e minha mãe já me deu exemplos de experiência própria em que, com essa atitude, ela saiu ganhando. Com toda a certeza, devemos saber lidar com o oponente. Isso quer dizer que devemos aprender a conviver com os defeitos do próximo e não se baixar ao nível de seu adversário quando ele se irritar ou coisa do tipo. Eu, apesar de não seguir tal conselho, acho que é disso que a sociedade precisa (além de muitas outras coisas, é claro. >_<”). Pensem comigo: se certas pessoas tentassem, no mínimo, entender o ponto de vista do outro (aliás, o blog até tem post sobre isso), o mundo não estaria como está. Se alguma pessoa soubesse lidar com algum problema que teve com uma outra soubesse lidar com o problema e não se desfazendo em raiva, o número de mortes por descontroles abaixaria muito. Talvez, agindo com sabedoria, nós pudéssemos mostrar às outras pessoas que é possível se resolver com pouco, e elas poderiam mudar ou, no mínimo, parar de encher o nosso saco (¬¬°).

Então, é isso, meus amores. Lembrem-se sempre: por dentro, uma fera; por fora, uma lady. (ou cavalheiro, vocês que sabem. 😛)

Beijinhos,

Letii

O escuro vai te pegar

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Medo do escuro é uma coisa um tanto quanto irracional, não acham? Vejam só, uma vez, estávamos com um grupo em um lugar escuro, mas aberto. Aí, uma menina estava morrendo de medo e eu disse: Calma, tudo o que tem no claro, tem no escuro. E ela me respondeu que não tinha medo do que tinha no escuro, mas, do escuro em si. Agora, eu digo: o escuro é uma coisa abstrata, que não pode pegar nem ser pega, não te prejudica em aspecto algum, a não ser, é claro, que você tenha algum problema sério. É óbvio que eu já tive medo do escuro quando pequena, mas acontece que eu tinha medo do que saía dele (monstros e coisas do gênero. -.-‘). Eu só fico um pouco claustrofóbica quando estou em um lugar escuro e fechado, fora isso, nada mais. Bem, coisas irracionais para seres que se acham muito racionais (vamos e venhamos, o ser humano não é lá essas coisas.).

Beijinhos,

Letii

P.s.: Música sobre a morte (esqueci de colocar no post anterior)

Letra: http://vagalume.uol.com.br/green-day/good-riddance-(time-of-your-life).html

Tradução: http://vagalume.uol.com.br/green-day/good-riddance-time-of-your-life-traducao.html

Just like dogs

toddynelson

Bem, antes de mais nada, eu lhes devo desculpas. Eu abandonei o blog por um tempo, porque eu fiquei de castigo (-.-‘) e, quando eu [finalmente] pude voltar a mexer no computador, ele reseolveu dar um pane. ¬¬° Bom, mas, fazer o quê, se o universo conspira contra mim? (ah, e, hoje de manhã, minha metade de bisnaguinha caiu com o requeijão pra baixo.)

Bom, vocês devem ter notado que há um cachorro em sépia, aí em cima. Pois é. Este é o meu poodle. Toddy Nelson. É. Eu sei. É um nome ridículo… Mas tem sonoridade, vá? 😛 Bem, queridos, hemos de começar o assunto do post de hoje, então.

Dizem que os cachorros sabem quando vão morrer. Eu me pergunto se isso é verdade. Sinceramente? Eu acho que é. Porquê? Não sei. Eu só acho. Já pensou se nós fôssemos como os cachorros? Eu creio que algumas pessoas realmente sejam. Vocês nunca ouviram casos em que a pessoa liga para algum familiar ou coisa do tipo e diz coisas como: se alguma coisa acontecer…? Não sei se é bom sentir isso. Também não sei se mau. Alguma vez, vocês já se sentiram muito mal? Assim, sem motivo algum? Mesmo que seja TPM. Vocês já se sentiram? Eu, já. É muito ruim. E o pior de tudo: você não sabe porquê. E quando nos vêm aqueles maus pressentimentos? É horrível. Já pensou, você acordar um dia e pensar, sentir ou sei lá o quê: hoje, eu vou morrer. Medo de morrer? Eu não tenho. Não tenho, mesmo. Afinal de contas, eu querendo ou não querendo, vou morrer. Aliás, eu tenho que morrer. Só tenho medo de como isso será. Se tem uma frase que eu gosto muito, é eu não tenho medo da morte, só não quero estar lá quando acontecer, Woody Allen. Se tem outra coisa que eu aprendi com a “própria morte”, se vocês querem saber é:

Eis um pequeno fato

Você vai morrer.Reação ao fato supracitado

 

Isso preocupa você?

Insisto – não tenha medo.

Sou tudo, menos injusta.

Este é um trecho de A menina que roubava livros, de Markus Zusak. Bem, se ela é injusta ou não, eu não sei. O que sei é que a morte natural nunca é injusta, mas a morte planejada, é. Mas, bem, a morte é algo que eu acho que deve ser respeitada, apenas pelo afto de não a conhecermos. Não acho que devemos ter medo dela, mesmo porque, com medo ou não, quando morrermos iremos para o lugar que temos de ir de qualquer jeito… Ou, até mesmo, não ir. O jeito é curtir enquanto podemos, com o quê podemos e do melhor modo.

Um beijo,

Letii

 

Vídeo sobre a morte, para entender melhor como curtir a vida.

Laços (1º lugar em um concurso do YouTube. É brasileiro! \o/ \o/\o/)

http://www.youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg

sarah
Essa é a Sarah. 😛

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