A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “março, 2011”

Incerto

 
                                                     Que dia para estar vivo. 🙂

Cápsula do tempo. Não sei se teria coragem de fazer uma. A dor de olhar para trás e não poder voltar seria muito grande. Ver tudo o que um dia foi e hoje mão é mais. Os amigos com os quais eu convivia… Seria duro saber que tudo o que sempre amei simplesmente desapareceu. Pessoas vão e vêm, eu aprendi. E não é só um clichê. Arde no peito quando elas vão. Bate insegurança quando elas vêm.

Acho que não faria uma por não saber o que colocar. “Isso é tão importante? Será que vou me lembrar desse momento daqui a um ano, que seja? Vou me arrepender de não ter guardado aquilo?”. Não sabemos o que vai acontecer – mas acho que até gostamos disso. Viver um dia de cada vez, nada como um após o outro, não é mesmo? E, no final, dor e nostalgia só servem para a gente saber que o futuro é incerto e é assim que deve ser.

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Breve texto sobre amigos

 

Sou obrigada a dizer que pessoas são legais. Quando mamãe dizia que deveria andar mais com a minha classe e sempre acompanhá-los, desacreditei. Contudo, esse ano e por diversos fatores, tive que passar mais tempo junto deles. A princípio, achei que seria um saco: “Pô, não vou ter o que conversar. Não consigo manter assunto com eles, é uma dificuldade que nunca consegui sanar. Vou me chatear, me irritar e me sentir mais sozinha.”. Sendo bem sincera, eu me senti. Estava mais solitária do que nunca. Mas – como sempre digo que a mudança vem aos poucos –  a situação se converteu. Agora, as meninas me chamam para sair. Os meninos brincam comigo. Estou me enturmando e isso é algo para animar. Todavia me excluo um pouco – e quando o faço, me-sinto mal. Eu gosto de vocês, eu quero estar perto de vocês. Puxar papo, jogar conversa fora. Há alguns anos que isso não acontecia. Então, lhes quero agradecer por serem tão legais, gentis, engraçados, companheiros, confiáveis. Não fui só eu que fiz isso. 🙂

13 de agosto

 

13 de agosto, eu estava sentada ao canto da escadaria do pátio. Uma blusa preta de manga comprida por baixo do uniforme, chapéu preto de veludo e brincos com corações e caveiras. A única coisa que não tenho certeza era se estava lendo um livro, mas creio que não seja fato de grande importância. Você chegou e se sentou ao meu lado. “Você é gótica?”, me perguntou. “É… Eu tento ser.”, respondi com uma breve risada inicial. “Você é, não é?”, continuei. “Não, mas queria ser.”, você me disse. A partir daí, começamos a andar juntas. Ínicio esse em função de uma fase estilística minha. Acho que tinha uns doze anos; você, não mais que quinze.

Não sei se fui eu, se foi você ou se ambas o fizeram – mas nos afastamos. Ninguém acreditava, todos contradiziam: “Calma… Não chora… Você ainda vão se ver. Não vão perder contato!”. Realmente, o contato nós ainda temos – só não fazemos uso. Meu vazio traz uma sensação estranha de talvez-esperança. Sinto as lágrimas tumultuando minhas margens oculares, mas nenhuma delas cai. É triste ver o que vejo. Na verdade, é deprimente. A gente tinha tanta coisa. E tanta coisa forte. Foi duro ver nossas risadas e desabafos se misturarem à atmosfera num indesejável abandono. Aos outros é uma tarefa simples aconselhar. Não que eu reclame – agradeço demais – mas não nego a pouca dificuldade. A melhor das intenções não costuma ajudar nesse tipo de caso. Contudo, independente de qualquer fato, não é um texto que vai ajudar. Um lado diz que tudo voltará ao normal, que devo apenas esperar. Já o outro afirma convicto a mudança irreversível. Miserável, eu. Você faz falta. Você me faz muita falta. Te abraçar nos princípios e fins de intervalos escolares, conversar, recordar-me de seu rosto prestanto atenção em meu através das lentes dos seus óculos. Seus traços faciais são imagens nítidas em minha mente.

De um modo inconveniente, não sei como terminar este texto. Gostaria de deixá-lo à deriva, como um naufrágo em meio aos sais marinos. Não sendo esta uma opção válida, torno-me a um conflito interno: “como acabar de escrever?”. Não há uma conclusão a chegar, um objetivo a atingir. Deixá-lo-ei flutuando, então. Aposso-me do que não poderia fazer. Ponto final.

Valeu!

Então, gente. Ando tendo várias ideias para novos posts e estou aprendendo a conciliar estudo e computador. Logo não republicarei mais tantas coisas. Portanto, usarei republicações como um subterfúgio à falta de tempo, ok? Visitas aumentando, estou superanimada! Um enorme “Valeu!” a todos se propuseram a me ajudar e a todos os leitores também!

Beijinhos,

Letii

P.s.: Desculpem pelo transtorno, comecei a editar o blog e não gostei do tema novo. Aí, fui mudar tudo de novo, ficou um lixo e só hoje que consegui terminar. LOL (comecei ontem)

Sobre minhas habilidades culinárias

Bate aquela fome. Vou preparar a janta. Abro a geladeira: tem sopa de feijão num pote de sorvete e frango de dois dias atrás. Joga tudo na panela e deixa esquentar. Fuck yeah, eu sei cozinhar. 😉 (ou, pelo menos, é o máximo que eu sei fazer. LOL)

Beijinhos,

Letii

(WordPress não funcionava ontem. :/)

Canções de amor

“Oi, sou eu de novo.
Só estou checando,
me perguntando como você está.
É, já faz um tempo.
Nada muito mudou.
Espero que você esteja bem.
Só liguei pra dizer
que você esteve na minha mente.

E espero que da próxima que você se apaixone,
que você consiga tudo o que sempre quis.
Você merece uma felicidade que não tenha fim.
Espero que da próxima que você se apaixone
que seja por mim novamente.”
Me again, Uncle Kracker

Deveria ter deixado de lado a mania de expressar meus sentimentos às pessoas por meio de músicas. Pode não ser por mal, mas me parece que elas nunca levam tão a sério. Músicas de amor são somente letras que achei bonitinha e resolvi mostrar e canções que me levantam o astral com frases simples e bem boladas, somente clichês de quem não tem conselhos a dar. A verdade é que tenho uma ligação muito forte com o “dó, ré, mi”. Como mãe e filho: é muito intenso e magnífico! Coisa que fui descobrindo do decorrer natural do tempo e arrepiando todos os meus pêlos a cada canto. Bárbara me disse que arte serve para expressar aquilo que palavras não conseguem. E é esta a realidade. A junção de poucas palavras cotidianas num contexto de cordas e percussão se ajeitam de uma forma tão perfeita e encantadora que não há mais o que dizer.

Contudo, para chegar a meu objetivo nesse texto, é preciso mudar de assunto. Meus pais são pessoas difíceis de lidar. Muita gente não entende, acha exagero e também que papai e mamãe são muito bravos. Por exemplo: estou de castigo. Não posso fazer coisa alguma até domingo que vem. Tudo porque perdi um bem do meu pai – que o fez levar bronca do patrão. A maioria conheceria isso como motivo para uma briga feia e vários “irresponsáveis” sendo-lhe atribuídos. Já eu sei que vou me ferrar. E bonito. Acontece que estou de castigo porque mexi com a dignidade de um homem de cinquenta anos e isso é muito mais grave que perder um objeto. Além disso, há também outros tipos de situações. Papai não gostava que eu fizesse teatro. Dizia que isso não levava a nada. Mamãe – ontem mesmo e num ápice de nervosismo – jogou todos os meus poemas antigos no lixo, alegando que eu poderia “escrever outros”. Eu disse, são difíceis de lidar. Só que dezesseis anos convivendo debaixo desse teto me ensinaram um pouco a entender este tipo de comportamento. Enquanto esta minha compreensão torna-se uma vantagem para a vida familiar, posso afirmar também que é uma desvantagem para meus relacionamentos (sendo eles namoros ou amizades). Imagine você que não é fácil dizer que não posso sair porque perdi algo do meu pai que, inclusive, já foi encontrado? O problema central não é apenas dizer, é ter de explicar. Seria muito melhor falar que não tenho dinheiro ou que terei de comparecer a um aniversário de parente. É realmente complicado.

Já te contei que esse texto é dirigido a você, Pa. Você disse que anda me chateando e que, se continuar assim, o melhor mesmo é terminar. Não é motivo, Pa. Sei que é duro, mas a gente dá um jeito. Você mudou, mesmo. Acredito e me orgulho mais do que você acha por causa disso. Mas não adianta me dizer que sabe que viemos de criações diferentes e que respeita que “não posso te ver durante semana”, usando assim suas palavras. É nessas horas de casos e acasos com meus pais que mais preciso de você. É, você me chateia. Mas não com uma frequência tão grande. Uma vez me disseram que toddo casal passa por uma crise por volta dos seis ou sete meses de relação. A gente passa por cima porque a gente se gosta. E se eu te amo e você me ama, vai dar tudo certo. “Você não pode amar alguém sem se abrir a seus problemas, seus medos”, li agora há pouco. Me fala, quanto você já não me ajudou? Você é a pessoa que mais me auxiliou nesses meus medos, nessas minhas neuroses! Se isso já acontece, qual o problema, então? Só aguenta as pontas. Ser cabeça-dura só te atrapalha mais nisso, Pa. É excelente que você lute por seus interesses, mas pára! Não dá pra levar tudo a ferro e fogo. Entende que ainda serão engolidos muitos sapos e que tipos diferentes (bons ou ruins) de pessoas serão encotrandos pelo caminho. Você não vai poder ser tão pavio curto sem se prejudicar lá na frente. Se todas as minhas relações acabassem em função da minha condição familiar, eu estaria sozinha. Só vai servir pra machucar. Afinal, de nada adianta terminar o namoro se canções de amor não te trarão de volta pra mim. Ironicamente, tive a necessidade de colocar uma ao início do texto.

Realeza semântica

Se bem me lembro começou com um poema. Coisa boba, rimas pobres e um texto cafona deram origem a longos sete anos de amizade. Recordo-me que dizia algo sobre ouro… Couro… É, algo assim. Mas, acima disso, também relembro as brigas, as fofocas, os garotos, os amores platônicos e famosos (às vezes, nem tanto). Depois vieram os planos de festas, a fase do rock, a camiseta de banda que tenho até hoje, o desodorante no banheiro do shopping, as poucas comemorações do Green Day. Vieram muitas coisas, passaram parte delas e a gente está aqui. Separadas por alguns quilômetros, conversando por telefone, rindo das mesmas piadas idiotas. É bom saber que você gosta da minha companhia. Que confia em mim e que me gosta por quem eu sou. Cada uma tem seus defeitos (talvez você seja teimosa e eu, arrogante), cada uma tem suas qualidades (pode ser que eu seja companheira e você, incrível). Mas a gente se gosta e a gente se dá bem. Rimos, choramos, confessamos, perdoamos, dançamos como patas, rimos mais ainda e tudo está bem. Porque eu e a Bá formamos uma dupla ímpar, demais! E não, não somos amigas. Tampouco as melhores delas. Não somos irmãs, primas, quase unidas pelo sangue. Somos, com prazer e muito orgulho, o real significado daquilo que é ser amigo de alguém.

Eu te adoro, Bá.

Beijinhos,

Leti

C’est la vie!


“Amigo, estou aqui.
Amigo, estou aqui.
Se a fase é ruim
e são tantos problemas que não tem fim,
não se esqueça de ouvir de mim:
Amigo, estou aqui.
Amigo, estou aqui.

Amigo, estou aqui.
Amigo, estou aqui.
Os seus problemas são meus também,
e isso eu faço por você e mais ninguém.
O que eu quero é ver o seu bem.
Amigo, estou aqui.

Os outros podem ser
até bem melhores do que eu,
bons brinquedos são.
Porém, amigo seu é coisa séria
pois é opção do coração.
(Viu?)”
Amigo, estou aqui – Toy Story

 Já deve ser a terceira vez que tento escrever a frase inicial desse texto. Digita e apaga, digita e apaga. É que não tenho palavras para discorrer sobre você. É tão incrível, tão fiel, tão companheira que me vejo incapaz de exprimir tamanha admiração por você. Sua maior qualidade é a consideração para com o próximo e acaba, por vezes, se martirizando em sua causa. Você é especial, Rê. Você é doce é gentil e minha amiga mais do que tudo. Não sofre, não. A vida é dura, mas essa é sua graça. Se fosse tudo tão fácil, tão rápido, provavelmente seria também um tédio. Pelo menos assim a gente pode dizer que batalhou por aquilo. É um clichê, eu sei, mas não haveria jeito melhor de te dizer o que (ao meu parecer) é o que você mais precisa. A vida não teria melhor definição que ela mesma. C’est la vie! Não tem como dizer que é uma dádiva de Deus por tem gente que não acredita. Tampouco afirmar que é uma consequência física-química-biológica, porque alguns preferem crer em outras coisas. A vida é, simplesmente, a vida. E a gente vai passando por cima, por baixo e por onde der. Pulando os obstáculos, tirando as pedras do caminho. No final, fica tudo certo, fica tudo bem. É só não desistir. Se você estiver fraca, debilitada e em demasiada fatiga, continua. Não para de caminhar porque, ainda que bem devagar, dá pra chegar onde você quer. Você é especial, Rê. E eu não teria mais palavras para dizer que te amo, te adoro e te admiro. 🙂

Coisas engraçadas – 3ª edição

O post de hoje é pra dar uma descontraída no clima de republicações e aproveitar que estou com tempo livre para postar. 😉 E nada melhor para descontrair que mais um post da série Coisas egraçadas!

 

Coisa engraçada 1:

Nesse carnaval, uma pessoa veio aqui em casa (não vou dizer quem é em função da privacidade). Antes de dormir, surgiu entre nós uma conversa sobre virgindade.

Eu: E com quantos anos você perdeu a sua?

Pessoa: Ah, até que não foi tão cedo, não… Eu perdi com dezoito anos. Mas também nem deu certo, viu?

Eu: Porque não? õ_õ

Pessoa: Ai, porque os dois ficaram com vergonha, não subia nem descia, ficava tudo seco, aí quandod ava pra um não dava pra outro, eu enchi o saco e falei: “Quer saber? Vá à merda, vamo embora daqui!”.

Em seguida, caímos no assunto da Aids.

Pessoa: Não, porque, hoje o cara vai lá e “Ôôô, meu amor!”. *movimento do créu* Pronto, tá com Aids. U_U

E, enfim, sobre camisinhas estranhas.

Pessoa: Ah, vai enfiar isso na sua mãe!

Basicamente isso. O_Ô

 

Coisa engraçada 2 (acaba de acontecer):

Eu e Gu falando por msn sobre pêlos.

Gu: Seu bumbum peludo deve ser fofo. ALOK

Eu: UAEUHAEUHAEUH. Você tem muito pêlo na perna, Gu?

Gu: Sempre me julgaram por isso. É por isso que eu não usava bermuda. Porque quando eu tava na quinta série, minhas pernas eram tão peludas quanto as dos pais dos meus amigos.

Eu: Huehuehue. Ai, que dó. Paulo não tem muito pêlo… Só na cabeça. LOL

Gu: UHEUHAE.

Eu: Na CABEÇA DE CIMA. LOL

Gu: UHAEUHAEUHAEUHAE. TORINDO.

Eu: Pêlo na cabeça de baixo seria tenso mas, seilá, né? De repente…

Gu: UHEAHA. Seria nojento. Sexo oral.

Eu: UHAEUHAEUHAEUHAE. Ia um monte de pentelho na boca. ARGH.

Gu: ECAECA.

E, incrivelmente, tudo está ligado ao sexo. ._.

Beijinhos,

Letii

Republicação dos melhores textos #8: Pelinhos

E, a pedidos e comentários de meus queridos leitores Sol, Gu Castilho e Pê: PELINHOS!

Ah, sei lá. (><) Às vezes eu falo as coisas sem pensar muito, sabe? É esquisito, porque normalmente essas coisas que eu falo acabam indo pro lado da malícia (quando interpretam errado) e eu sou uma pessoa que enxergo muita MUUUUUUITA malícia nas coisas. Aí, eu acabo de falar e entendo o lado capcioso da coisa e não entra na minha cabeça como eu não pensei que pudessem levar para aquele lado antes de falar aquilo! (hm, acho que ficou meio confuso. Desculpem. -.-’)

Hoje, eu estava no salão. Aí, uma mulher ligou lá e a manicure atendeu. A mulher queria se depilar e a manicure perguntou pra outra quanto era pra depilar a virília e o bumbum. Nisso, uma cliente falou: Nossa, depilar o bumbum? Quem depila o bumbum? Homem?. E eu respondi que não, que existe, sim, mulher de bumbum peludo e que eu sabia daquilo por experiência própria. O_O’ Mas acontece que eu quis dizer que eu tinha o bumbum peludo, entenderam? (Nossa… Eu queimo meu próprio filme…  -.-’).

É tipo aquela vez da vaselina, lembra? Se não, procurem aí no blog: King Kongs. É um post, tá lá no meio, ok? Agora me vou.

Beijinhos,

Letii

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