A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “maio, 2012”

Alegria manifesta

Este é, sim, um texto e uma declaração de amor. Quando o conheci, no ano passado, não me passou pela cabeça tudo o que seríamos hoje – mas no estopim de uma única cena, ele me conquistou.

Foi um flash que se deu num abraço espontâneo: ele me deu dois beijos rápidos na bochecha e disse “Obrigado por ser minha irmã mais nova, idiota”. Na fração de segundos que se passou, percebi que sorria na essência da alegria enquanto ele me beijava. Dei-me conta de que sorria como uma criança quando agraciada pelo pai, exalando a mais pura felicidade por entre os tão perfeitos dentes de leite. E penso em como a infância é maravilhosa… Agora entendo porque diz-se que a criança é pura: não por causa da inocência, mas porque todos os seus sentimentos giram exatamente em torno do âmago de cada sensação! A alegria manifesta tão brilhante de receber um ósculo do pai…

Posso dizer também que compreendo a luz ingênua da felicidade do beijo por causa de seu protagonista: o beijador. Se pensam que a criança se contenta pelo agrado, enganam-se completamente! O êxtase se dá por estar ali com aquela pessoa e não querer ir embora nunca mais! O eterno momento efêmero guardado no brilho do sorriso.

Em tão pouco tempo, sinto-me inteiramente segura para afirmar que adoro nossa amizade. Não é algo superficial, não chegamos nem perto de sermos melhores amigos. Você é meu irmão. E eu, sentindo-me tão pequena aconchegada em seu abraço; e eu, que sei que não é preciso falar para nos entendermos entre olhares; eu, que sei que palavras não machucam, grosseria não dói, que somos inabaláveis; eu, que sei que ninguém precisa entender por que somos assim; eu, que em minha inocência te acho lindo em seus traços tortos e olhos engraçados; eu, que gosto do seu cheiro de colchão; eu, que sinto algo mais que intenso, que quase enxergo nossa ligação física-mental transitando num fio dourado preso às nossas cinturas. Eu sou sua irmã mais nova e vou te proteger sem qualquer noção do perigo (porque as crianças muitas vezes não a tem). Porque este é um texto e uma declaração de amor – e eu te amo, maninho.

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