A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “setembro, 2011”

Minha ausência

Oi, gente. Me desculpem não escrever sábado nem domingo – mas creio que esse tenha sido o fim de semana mais conturbado da minha vida (até agora). As coisas aqui em casa andam difíceis, rotinas diferentes, compromissos diferentes, sem contar a recente morte do meu primo. :/ Mas depois falo sobre isso, só passei mesmo a fim de justificar minha ausência.

Beijinhos,

Letii

Ponto-chave

 

“Você pode pensar que eu sou
um zero à esquerda.
Mas, ei, todo mundo que você quer ser
provavelmente começou como eu.
Você pode dizer que eu sou
um show de aberrações.
(eu não me importo)
Mas, ei, dê um tempo.
Aposto que você mudará de opinião.

Todas as pedras que você
tem jogado no meu caminho
não são difíceis de lidar.
(pois é)
Porque eu sei que um dia
você vai estar gritando meu nome
e vou apenas ignorar.

Apenas vá em frente,
ódio de mim,
fofoque pra todo mundo ouvir!
Me atinja com o pior que tem,
me derrube!
Baby, eu não ligo.
Continue assim e logo você vai entender
que você quer ser
um fracassado como eu.”
Loser like me – Versão Glee

Há muitos anos, eu conheci uma pessoa. Ela é toda feminina, entende de moda, é linda, tem o cabelo bom, é estilosa e sempre me humilhava. Tudo o que eu dizia era errado, não tinha fundamento e era constantemente chamada de idiota. Apesar de tudo, somos até hoje amigas. E mais uma vez na locução, eu sempre quis ser como ela. Nunca fui muito delicada, sempre andei por aí de jeans, tênis e camiseta. Nada que realçasse exageradamente as minhas qualidades de mulher. Prefiro ficar à vontade que me sentir presa numa calça inacreditavelmente justa. No entando, como qualquer outra espécime fêmea considerada humana, também tenho meus momentos de maguiagem, cabelo e roupa perfeita. Contudo, me parecia que – por mais que eu me esforçasse – ela estava sempre três vezes mais divina que eu. E eu me sentia mal por isso… Mas a gente parou pra conversar e eu descobri que ela tem inveja de mim. Como assim?!, eu perguntei. Ah, você é despojada, é inteligente, fala bem, escreve bem, é engraçada, é bonita e não se importa com o que os outros pensam, sabe? E, embora o assunto seja eu, não sei dizer com total certeza se metade desses predicativos são verdadeiros. Não quero me gabar com tudo isso, estou apenas repassando informações. O que quero realmente dizer é: sabe aquela pessoa chata da sua classe? Sabe aquele que sempre vem te encher o saco, que não larga do seu pé? Ele pode até te detestar, mas os motivos para isso não são as coisas que você fez ou não a ele. São tudo o que você é.

Desde a conversação citada – bem, não posso dizer que estou inteira e incrivelmente segura de mim – mas caminho por aí muito mais leve. É tudo questão de tempo, pois é com ele que as pessoas se acostumam a você. Já disse que não gosto de clichês, mas também afirmei que, quando os uso, é porque não encontrei expressão melhor. Seja você mesmo e os outros te aceitarão. Não é uma coisa rápida. Não é da noite pro dia. Mas, sim, um investimento a longo prazo que valerá extremamente a pena no futuro. Esse não é um texto de ódio aos odiadores. Não é um texto expondo quem está certo e quem está errado. Nesta produção, não há mocinhos nem vilões. Há os que seguem um ordem e os que seguem outra. Porém, de certa forma, eu tenho até dó de quem não sabe lidar com esse tipo de problema. Sem sarcasmo, tenho dó de verdade. Eles estão num outro nível intelectual e, ao menos na minha opinião, acho que seria vantajoso que eles conseguissem lidar com esse tipo de coisa. Mas, se você é um dos que se classificam nesse degrau acima e se sente deslocado na escola ou em qualquer grupo de convivência que seja o seu – não se deixe abalar. A vida é muito mais que isso e você tem a oportunidade de enxergá-la diferente. A sua vida não é a pior coisa que podia ter acontecido. Principalmente se você é adolescente. Tudo a sua volta é maravilhoso, lembre-se disso. Erga essa cabeça, perceba que você tem amigos (mesmo que escassos). Você pode, deve e vai ficar triste em algum momento – mas o importante é se levantar. Eu nunca fui muito assim. Sempre dramática demais. Mas aprendi isso esse ano. Compreendi em toda minha complexidade fantasiosa que o que há de mais importante é quebrar barreiras, superar as próprias expectativas te faz feliz. O ponto-chave é ser forte e ter coragem em si mesmo. A partir daí, você pode tudo o que quiser.

Se possível

Pois, é. Sumi, não foi? Me desculpem, é que tenho estudado bastante. Não tenho muito sobre o que falar… Está calor aqui, o ar condicionado funciona malemá, estou nuns flashbacks musicais e… só, pra falar bem a verdade. Hehehe. Mas passei pra não deixar tão desatualizado. Posto durante a semana, se possível.

Beijinhos,

Letii

Época conturbada

Foram duas semanas sem postar. D: Me desculpeeeeeeeeeem! Acontece que eu fui fazer uma jornada noturna (isso mesmo, caminhei VINTE quilômetros e suei que nem uma porca), estou às portas do vestibular e tenho que estudar até virar do avesso. Ah, sim, também estou de castigo. Em função desta época conturbada, o blog  não será atualizado com tanta frequência. Como estou com pressa, coloco a atualização do blog nas redes sociais outra hora, ok?

Beijinhos,

Letii

P.s.: Sem imagem hoje. D:

A intenção da fala

Monumento à Independência – São Paulo

Desde pequena, me diziam que a independência do Brasil não tinha sido aquele quadro bonito que mostram nos livros. Falavam que a imagem foi pintada daquele jeito só pra exaltar. Não houve gritos de garra e coragem, espadas reluzentes ao sol nem guerras defensoras de propósitos pátrios. Somente Dom Pedro I em seu burrinho. Boatos que ele havia ido visitar a amante e parou no meio do percurso em função de uma disenteria. Sim, soa até engraçado. Mas trágico também.

Apesar de tudo, desde pequenina, minha concepção da independência sempre fora algo glorioso. ‘Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo o heróico brado retumbante.’, gritos de garra e coragem. ‘E o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria nesse instante.’, espadas reluzentes. ‘Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com o braço forte.’, guerras defensoras de propósitos pátrios. Em minha breve época de atriz, me ensinaram que a intenção pode mudar todo o sentido da fala. No caso, a intenção seria o tom usado para enfatizar a fala num certo foco – seja ele de raiva, tristeza, alegria, sarcasmo, inveja, ciúmes, entra tantos outros. E vejo, agora, que posso valer-me disso não apenas a favor das artes cênicas, mas também em prol de meu glamoroso patriotismo que bate forte junto ao peito. O orgulho de ser brasileira. O orgulho de ressoar o hino. O orgulho de um Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon sentado num burrico sujo. E, finalmente, o orgulho de três enaltecidas palavras: Independência ou morte.

FELIZ DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

Essas pessoas

“O que eu fiz?
O que eu fiz?
Como eu pude ser tão cego?
Tudo está perdido,
onde eu estava?
Estraguei tudo,
estraguei tudo.
Tudo saiu errado.

O que eu fiz?
O que eu fiz?
Encontre um antro profundo
para me esconder,
em um milhão de anos eles me encontrarão.
Apenas poeira e uma placa onde se lê:
‘Aqui jaz o pobre e velho Jack’.

Mas eu nunca quis essa loucura, nunca!
E ninguém realmente entendeu,
bem, como poderiam?
Que tudo o que eu queria era trazê-los algo grandioso!
Porque nada nunca sai como deveria?

Mas que inferno,
eu dei o melhor de mim!
E, por deus, eu experimentei algo bárbaro!
E por um momento, porque, eu até toquei o céu!
E, pelo menos, eu deixei histórias que eles podem contar!
Eu deixei!

E pela primeira vez desde,
não me lembro quando,
me senti como na minha velha forma ossuda outra vez!”
Poor Jack – The Nightmare Before Christmas

Não faz uma semana que quase te escrevi: Eu ainda te amo. E já faz um mês. Menos tempo ainda faz que comecei a me questionar se você ainga gostava de mim. À princípi, rreferi ficar na ignorância – porque doeria menos caso a resposta não fosse aquilo que eu esperava. Mas isso me fez parar pra pensar: se eu sempre disse que o que será, será., porque estou com tanto medo? Foi bom, foi muito bom enquanto durou – e isso não posso negar de forma alguma. Não, não estou dizendo que parei de gostar extremamente de você. Mas não se ainda é amor. É a superação, sabe? Conforme as coisas vão melhorando, os sentimentos se confundem e a gente já não sabe mais pra onde ir. Eu não sabia, pelo menos. É um caos, pra falar a verdade. Não quero que se sinta mal, caso leia isso – mas encare como um impulso para o próximo patamar. Vamos amadurecer, o tempo vai nos envelhecer (talvez fiquemos mais bonitos) e vamos, acima de tudo, mudar.

A música acima é para expressar a altíssima qualidade de todo o tempo que gastei com você e também todo meu processo de recuperação. Por mais difícieis que fossem as épocas de tensão, eu estava feliz como nunca – e peço que acredite em minha palavra. Você foi meu sonho adolescente, lembra? Eu te amei demais, Pa. Mas é hora de continuar. O que será, será. E vai sempre tudo dar certo se a gente quiser. Se tem duas coisas que eu aprendi com a arte da leitura, estas foram: “Dias de chuva são apenas um preparo para um belo dia de sol”, além do que, “A vida é um tear sem pontas soltas, com os fios entremeados e revestidos de significado. Nada é por acaso, tudo é inevitável.”.

Ainda queria te dizer muitas coisas – verdades que levariam uma vida para pela minha boca se expressar. Eu enrolo muito, sou complicada demais. Felizmente, essas pessoas o fizeram por mim. Acredite, Pa. Você é incrível e perfeito. Apesar de dados depoimentos do primeiro parágrafo, me agradaria terminar este texto da mesma forma que dei por encerrado a maioria dos outros igualmente dirigidos a você: Eu te amo, Pa.

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