A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para a categoria “Meu país tropical”

Baiana cafeeira

É uma figura curvilínea e delineada, cromada numa mescla de moreno e pele queimada de sol. Não discorro apenas sobre o rosto – e nem seu corpo inteiriço seria termo bom o bastante para extravasar essa sensação dentro de mim; é algo mais profundo e suavemente perfeito, impossível de identificar se não a fitar atento: sua energia – sim, creio esta a palavra adequada a usar! – espalha sensualidade extremamente sutil na mira dos olhos (olhos estes seus adornados em curtas e altivas sobrancelhas), como se emanasse o calor de curvas corpóreas em tênue camada ou em pequenas ondas – afetando gradual e imperceptivelmente os voyeurs ao redor.

Por vezes, ao lhe observar os lábios carnudos e os torneios das coxas e das pernas, surge-me a impressão de que ela toma ciência dessa aura em soberba mansa; em contrapartida, há momentos nos quais me pego próxima à certeza de sua inocência perante suas condições contagiosas. Apesar de seus traços não serem exatamente delicados, parece-me uma dama de época (dessas vividas nos primórdios cafeeiros do Brasil) chamando a atenção dos moços com sua beleza nativa passada pelo quente da pele e voluptuosidade dos seios – tornando-se ainda mais atraente pelos respeito próprio que também exibe ter. Os cabelos enegrecidos em breu caem, esgueirando-se por entre os ombros e um vestido histórico enfeitado de verde e rosa pastel soa completamente apropriado.

Por fim, não existe conclusão correta a esta descrição pessoal – prefiro prender-me apenas ao perfume incolor imaginário que me inebria enquanto divago ao sentir o ar passando por meus pulmões.

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A intenção da fala

Monumento à Independência – São Paulo

Desde pequena, me diziam que a independência do Brasil não tinha sido aquele quadro bonito que mostram nos livros. Falavam que a imagem foi pintada daquele jeito só pra exaltar. Não houve gritos de garra e coragem, espadas reluzentes ao sol nem guerras defensoras de propósitos pátrios. Somente Dom Pedro I em seu burrinho. Boatos que ele havia ido visitar a amante e parou no meio do percurso em função de uma disenteria. Sim, soa até engraçado. Mas trágico também.

Apesar de tudo, desde pequenina, minha concepção da independência sempre fora algo glorioso. ‘Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo o heróico brado retumbante.’, gritos de garra e coragem. ‘E o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria nesse instante.’, espadas reluzentes. ‘Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com o braço forte.’, guerras defensoras de propósitos pátrios. Em minha breve época de atriz, me ensinaram que a intenção pode mudar todo o sentido da fala. No caso, a intenção seria o tom usado para enfatizar a fala num certo foco – seja ele de raiva, tristeza, alegria, sarcasmo, inveja, ciúmes, entra tantos outros. E vejo, agora, que posso valer-me disso não apenas a favor das artes cênicas, mas também em prol de meu glamoroso patriotismo que bate forte junto ao peito. O orgulho de ser brasileira. O orgulho de ressoar o hino. O orgulho de um Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon sentado num burrico sujo. E, finalmente, o orgulho de três enaltecidas palavras: Independência ou morte.

FELIZ DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

A não tão incrível história da perereca pegando fogo que invadiu o meu banheiro (em dois atos)

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ATO I

Eu só não encontrei a perereca da pior maneira possível porque ela não estava subindo pela minha perna. Na boa, hoje (considere ‘hoje’ como ‘dois dias atrás’, porque só estou terminando o post dois dias depois do fato) eu não fiz absolutamente nada – mas aconteceu tudo. Uma parte desse tudo foi ter encontrado uma perereca no meu banheiro. Minha irmã tinha me falado de uma perereca, mas achei que fosse uma brincadeira – afinal, não tinha encontrado nenhuma até então. Mas hoje, deixei a Maghi e minha irmã na cantina e vim ao quarto a fim de tomar banho. Tirei a roupa, fiquei só de calcinha, entrei no box e desliguei o chuveiro. A perereca estava na parede. A minha sorte (que não era tanta no caso) foi que a bendita estava bem ao lado do vidro do box, então pensei: eu fecho a porta do box, bato na parede onde a maldita está – mas do outro lado do vidro – ela sai de lá, fica quieta num lugar melhor pra acertar, eu vou lá e créu nela com o chinelo! Só que não deu muito certo, porque a porcaria da perereca nem se mexeu. Vou ter que tentar algo diferente, pensei. Peguei, então, o outro pé do meu chinelo – o plano era o seguinte: abrir a porta do box, jogar um dos chinelos na perereca, fechar a porta para que ela não saísse de lá de dentro, esperar que ela ficasse quieta em um lugar no chão, abrir o box e matar a perereca com o outro chinelo. Era um bom plano, vocês têm que admitir. 😀 E lá fui eu colocá-lo em ação. Só que o primeiro chinelo não acertou a perereca! Ok, fui lá, sem movimentos bruscos e peguei o chinelo (que tinha caído longe daquela bichinha pegajosa). Joguei mais uma vez e caiu bem embaixo dela. Aí é que eu não ia lá pegar, né? Dado os fatos, tive a brilhante ideia de pegar uma sandália da minha irmã porque eu sou muito legal. Abri novamente a porta do box e joguei o chinelo (que dessa vez a acertou). O único problema foi que ela saiu pulando que nem uma louca, eu assustei e saí de perto sem fechar a porta de vidro. E não sei porque diabos eu pensei que ela fosse ficar lá dentro. Ela não ficou. Fez o maldito favor de passar pelo vão das duas folhas de vidro do box. Passou por lá e pulou na parede – o próximo passo era eu. Assustada que nem uma mula, eu joguei a sandália da minha irmã e acertei a bicha mas todo mundo sabe que eu queria é ter dado um tiro. Ela voou longe e pra dentro do box, mais uma vez. Suspirei aliviada. O problema é que estava sem munição novamente. Então peguei todas as sandálias da minha irmã. Resumindo, eu acertei a perereca uma duas vezes e, na última delas, aquela criatura saltitante pulou pra perto do vaso sanitário. Saí correndo do banheiro e pensei: Agora não tem jeito… Vou ter que usar as minhas sandálias e matar de vez aquela coisa. Me armei e aproximei do banheiro. Abri a porta vagarosamente, mas não vi a perereca. Procurei pelo banheiro todo e não encontrei coisa alguma. Decidi que seria melhor tomar um banho logo e sair de lá.

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ATO II

Terminei meu banho, me vesti e deitei na cama. Minha irmã chegou. Laís, tem uma perereca no banheiro e contei a história inteira. Ela se preparou para tomar banho e entrou no banheiro. Ela achou a perereca. Depois de fracassadas tentativas de agressão física com calçados contra a intrusa, Laís fez a coisa mais prudente e responsável que alguém em nossa situação poderia fazer: ela ateou fogo na perereca. Sim, fogo! FOGO! E A PERERECA NÃO MORREU! A verdade é que, além de não morrer, ela desapareceu de novo. Minha irmã resolveu tomar banho e – enquanto ela o fazia – eu fiquei deitada na cama, ouvindo música com fones de ouvido. Tudo corria bem quando, de repente, minha irmã sai do banheiro enrolada na toalha e começa a me bater com uma calcinha molhada. Só que meu celular bloqueou o teclado e eu não conseguia desbloquear pra ouvir o que ela estava falando, porque – vamos e venhamos – fazer isso enquanto é espancada com uma calcinha ensopa não é muito fácil. Espera, Laís! Eu não sei nem porque eu estou apanhando!, falei uma duas vezes. Desbloqueei e parei a música. Minha irmã começou a explicar o que havia acontecido:

Laís: Sua filha da mãe! A perereca apareceu, ela ainda tava pegando fogo e ficou pulando que nem uma louca! Eu gritando ‘LETÍCIA! LETÍCIA, A PERERECA TÁ AQUI!’ e você ouvindo música! Daí eu peguei o pente e comecei a bater nela!

Eu: Você bateu na perereca com o pente?

Laís: Bati! Daí o fogo apagou e ela saiu pulando pra de trás do armário!

*me bate com a calcinha*

Laís: Sua desgraçada! Eu desesperada gritando pra você e você ouvindo música!

Pois, é. A perereca não voltou até agora. 😀 Deve ter morrido, coitada. 😐 Mas bem, é a vida, né? Além disso, fazia tempo que eu não via história de bichinhos aqui – o nome do blog já nem estava mais fazendo sentido. Por hoje, é só, pessoal!

Beijinhos,

Letii

Acidente de carro

Deixem-me contar o que eu fiz hoje: após brincar de luta com quatro cachorros (três vira-latas e um lobo australiano), sendo as lutas feitas uma de cada vez e não os quatro me atacando e eu implorando por misericórdia, fomos almoçar, eu, sister e Maghi (uma amiga nossa, com quem viajamos e me emprestou o computador e também linda e maravilhosa só porque lê meu blog). Um amigo do pai da Maghi, então, me convenceu a pegar o carro e tentar dirigir. Enchi o saco da Maghi até convencê-la. 🙂 Pois bem, pegamos a chave do carro e lá fomos nós: Maghi sabia dirigir para frente e sister sabia dirigir para trás, então tudo certo. Eu não sei dirigir, mesmo. :T Considerando a última declaração, fiquei do lado de fora do carro a fim de assegurar que o mesmo não colidisse com nada. A jornada foi longa, até a Maghi perder o medo de ligar o carro e sair. Assim dada a partida, fomos obrigadas a dar ré – em função da posição do automóvel. O problema foi quando chegamos a um ponto crítico: o carro estava prestes a bater na parede. Entretanto não sei porque cargas d’água não pensamos em trocar Laís de lugar com a Maghi; prosseguimos. Ironicamente, prestei tanta atenção no farol próximo à parede que não vi o que estava a minha volta – ou melhor – atrás de mim. Só percebi quando minha irmã começou a gritar histericamente de dentro do carro: Pára, Maghi! Pára! Freia! Também gritei, mas não deu tempo: batemos num coqueiro.

É, gente, nenhuma de nós serve para dirigir. Mas não se preocupe: o carro está bem, o coqueiro está bem e ninguém se machucou com exceção daquele cachorro. Desistimos de passear. :T Ah, claro! Antes de terminar o post gostaria de falar: Pa, estou morrendo de saudades! Até sonhei com você noite passada. É uma tortura não poder te ligar. Eu te amo demais. 

Beijinhos,

Letii

P.s.: Os quatis estão bem e tentaram comer uma pinta do meu braço. 🙂

O que eu aprendi sobre quatis

Como dito no post anterior, eu conheci quatis. Considerando que, para a maioria das pessoas, esse tipo de bicho não é um conhecido comum, hei de postar aqui aqui fato baseados em minhas experiências mais recentes.

O que aprendi sobre quatis nos últimos dois dias

1. Não sei qual é o nome do barulho que os quatis fazem, mas parecem que eles piam.

2. Não sei o que quatis tem quanto aos seus respectivos rabos mas, independente do que aconteça, nunca puxe ou aperte o rabo de um quati.

3. Se um quati não quer ficar no seu colo, não insista: o quati não quer ficar no seu colo.

4. Quatis roubam a comida dos gatos.

5. Quatis não dão a mínima para onde ou no colo de quem estão: eles vão fazer suas necessidades de qualquer jeito.

6. Quatis não gostam de cachorros que acham que morder a cabeça dos outros é uma brincadeira legal.

7. Quatis são tão ninjas que  conseguem escalar superfícies lisas e verticais.

8. Quatis podem ser bipolares.

9. Quatis são curiosos e entram em todos os lugares, inclusive em lugarem onde não deviam entrar.

10. Por algumas vezes, quatis podem querer cheirar lugares específicos do seu corpo, como por exemplo o meio dos peitos ou as suas axilas.

Nota: Independente do que aconteça, a fofura dos quatis é tanta que supera qualquer um dos fatos acima.

Beijinhos,

Letii

P.s.: Sim, eu me apaixonei pelos quatis.

Medo de avião e quatis fêmeas ruivas

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Olá, pessoas! Liguei na manhã de ontem para a Pê, mas ela acabou de me dizer que passou o dia fora e não conseguiu atualizar. Bom, teoricamente, eu não teria acesso a Internet durante a minha viagem – porém, contudo, todavia, então – emprestei um computador de uma amiga minha. 🙂 De qualquer forma, vou aproveitar que estou aqui e escrever sobre a viagem.

Já disse há um semana, creio, que sou medrosa. E isso também implica em ter medo de avião. Imagino que já deduziram, mas vou dizer com todas as letras mesmo assim: eu morro de medo de avião. Esse medo aumentou ainda mais depois que eu li uma série de mangás na qual o menino morria num acidente de avião e nunca pode ouvir da menina que ela o amava. #TRÁGICO Independente, porém, de qualquer coisa, eu tenho medo de avião. Aliás, não tenho medo de avião nem de voar. O problema é cair. E viemos eu e minha irmã, uma ao lado da outra e aquela droga de avião demorou anos para decolar. Ok, eu sei que o processo é lento, tem que ser cuidadoso – mas, caramba!, eu quase gritei para me arrancarem de lá. Me contive, ok. Só que, como fazia nove anos desde a minha primeira e última viagem aérea, eu não me lembrava que ele ia para cima e para baixo até estabilizar.

*avião vai pra baixo*

Eu: Ai, Laís! Ai, meu Deus! A gente vai morrer!

Sister: Calma, Letícia!

*avião sobe*

*avião desce*

Eu: Laís, a gente vai cair! O avião vai cair!

Sister: Calma, mano! Que coisa!

*avião sobe*

*avião desce*

Eu: Mas esse piloto tá zoando com a nossa cara! Ele não sabe que não se faz isso com uma pessoa que tem medo de avião?!

Heuhaeuhauehaue, pois é. Mas depois eu me acostumei… Só na hora de pousar que eu tomei um susto, achei que a gente fosse perder o controle, bater e explodir. Fora isso, tudo foi lindo e maravilhoso. 😀 Ah, sim. Eu conheci dois quatis. Ou melhor, duas. Elas são ruivas. G_G Mas agora, me vou. Passei o dia inteiro na piscina e estou morrendo de fome. Posto assim que possível, mas não prometo nada já que o computador não é meu.

Beijinhos,

Letii

P.s.: E parabéns pra Renata que é aniversário dela! \Ô/ \Ô/ \Ô/

Ingá

 

Ingá. Ingá, Ingá, Ingá. Nunca fui para Ingá. Na verdade, nem sabia qeu existia. Ingá… Adoro cidades pequenas, sabia? Apesar de sempre apreciar muito o ar agitado das metrópoles, me encantam as cidadezinhas. O povo tem orgulho do lugar. E da tradição também. Em Ingá tem as rendeiras. Ah, em Ingá tem uma pedra com escrituras pré-históricas. Em Ingá deve ter mais um monte de coisas, mas a reportagem era muito curta e não deu tempo de mostrar muito. Queria que tivessem orgulho assim. Não querer morar em outro lugar… Se tiver que sair da cidade, saber que um dia irá voltar… Orgulho, honra. Queria ter isso também. Ai, ai. Ingá.

Nothing

O me computador pifou e é a mais pura verdade! Mas, bem… Deixando isso de lado, gostaria de postar hoje um poema de Pagú (pra quem não se lembra, eu fiz uma edição especial sobre ela e mais três outras mulheres – Frida Kahlo, Amelia Earhart e Marilyn Monroe). Então, heis aqui o último texto publicado de Patrícia Rehder Galvão.

Nothing

Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel’s check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.

 

Beijinhos,

Letii

 

Nenhum galo

Estou de volta! õ/ Gente, vocês não têm ideia das coisas que aconteceram lá! Olha, contando os dias de viagem de carro, em apenas quatro dias eu passei pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul! E qual coisa melhor para fazer após uma viagem que contar seus causos?

1. O galo
N
uma das primeiras noites lá longe daqui, eu acordei por volta das três horas da manhã (acho eu, porque meu celular descarregou a bateria e ficamos sem relógio) e ouvi um galo cantar. Pensei “Mas que caramba. Já amanheceu?”. Olhei para a porta e estava tudo escuro. “Alguém precisa ensinar a esse galo o que é amanhecer…” e voltei a dormir. Após mais ou menos uma hora, acordei outra vez e o galo cantou de novo. G_G Aliás, todas as vezes que acordei ouvi o galo cantar.

2. A mosca
J
á era noite quando eu, minha irmã e o Thiago (morava lá) fomos andar um pouco. Quando estávamos voltando eu senti uma coisa horrível HORRÍVEL na minha canela e, quando olhei, tinha uma mosca. Ela me picou. Provavelmente porque me achou um ótimo lugar para
desovar seus filhotes. E, acreditem, isso é tão nojento quanto doloroso. G_G

3. A torta de maçã
M
amãe e sua amiga resolveram assar uma torta de maçã. O cheiro era excelentíssimo, mas a aparência… A torta queimou e grudou na bacia (isso mesmo, uma bacia). Gente, que sufoco para tirar aquilo de lá! Tentaram garfo, colher, faca, furaram a bacia (que não era de plástico, devia ser de inox, não sei ao certo), entortaram um garfo e a torta ficou boa. Aliás, ficou com gosto de chocolate. -.-º

4. As três coisas mais vistas nessa viagem
A
s três coisas que eu mais vi nessa viagem foram: vacas, indicações de trevo e indicações de Brasília. Caçarola, a cada cem metros tinha uma placa do tipo “Sta. Rita do Taboado / Cassilândia / Brasília” ou “B. Horizonte / Araguari / Brasília”. Na esquina da minha casa deve ter uma indicação de Brasília. Acho que fui traumatizada. Ô_O

5. Sai, mano! Que merda!
B
om, na viagem de volta, nós paramos num posto e eu e minha irmã fomos usar o banheiro. Ela entrou numa cabine e eu, na do lado. Mas, a minha cabine não tinha maçaneta, então eu dei uma empurrada na porta e boa. Fiz meu xixizinho e procurei o papel higiênico. O negócio estava tão junto ao vaso que tive que virar de costas para a porta – com as calças arriadas – para pegar um pedaço de papel. Ouço minha irmã sair da cabine. De repente, sinto a porta bater na minha bunda umas quinhentas e quarenta e quatro vezes. “Puta, essa menina tá me enchendo o saco!”. Empurrei a porta de volta e gritei “Sai, mano! Que merda!”. Quando saí para lavar as mãos, vi minha irma rindo. “Ah, não. Eu não fiz isso!”. Cheguei mais perto. “Eu gritei aquilo pra outra pessoa não foi?”, perguntei. Ela disse que sim. E que tinha sido para uma mulher que fez uma cara de
Britney assustada e foi para outra cabine. -.-º

Pois, bem. É isso. Se me lembrar de algo mais, conto depois. O bom é que volte pra casa e acordei de manhã sem nenhuma gelo desregulado. G_G

Beijinhos,

Letii

A Viagem

Pois é, gente. Não posto faz um tempo, porque o meu computador está ruim – então pedi pro meu moço lindo postar para mim pelo telefone. Vou passar mais uns dias sem escrever, uma vez que vou me enfiar no meio do Mato Grosso. O.o

Beijinhos,

Letii

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