A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Objetos

Um dos meus maiores dilemas começou quando me ensinaram a jogar stop. Preenchia tudo, mas quando chegava em objeto… “Letícia, navio não é objeto!”. Porque não? Porque não dava para pegar. Tudo bem, segui minha carreira no stop quase no bem-bom, porque sempre enroscava naquela maldita categoria. Até um dia que colocaram “navio” como objeto. Então, eu – toda pomposa por corrigir alguém – expliquei que navio não era objeto. E qual não foi a minha surpresa? “É claro que é objeto: dá para tocar, então é objeto.”. Caramba, e agora? Não é objeto porque não dá para pegar, mas é porque dá para tocar. Como é que eu faço? Pois bem, passei outros longos e corridos anos sem saber a definição exata do que é um objeto. Até hoje. Perguntei ao meu professor, que procurou no dicionário e respondeu: “Objeto é tudo aquilo que pode ser visto ou sentido. É claro que navio é objeto: se não fosse, porque o OVNI é – que também é um meio de transporte – é um Objeto Voador Não Identificado? E pior: porque o navio, que eu vejo com mais frequência não é e o OVNI, que eu nunca vi, é?”. Então está aí. Pratos limpos sobre a mesa: navio é objeto, sim! Bando de trapaceiros. ¬¬°

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