A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Edição Especial – Entrevista (paralisia cerebral)

Lembram-se da Bárbara? (É claro que lembram, é simplesmente impossível esquecer uma pessoa como ela! ¬¬°). Pois bem, durante o último recreio ela me respondeu algumas perguntas a fim de montar uma edição especial diferente: ao invés de analisar e estudar uma deficiência/doença/distúrbio, vamos saber como é a vivência de alguém nessas condições.

Letii: Há vários graus de paralisia cerebral: qual é o seu e como afeta o seu físico?

Bárbara: A minha paralisia é classificada como diplegia espástica, que é um dos graus mais leves de paralisia. Ela afeta com mais ênfase os membros inferiores e também faz com que os impulsos nervosos nos músculos que relaxam o corpo são mais leves que nos contratores, resultando em desequilíbrio e a falta de uma marcha idêntica a de uma pessoa “normal”. É espástica porque há espasmo – reações involuntárias do sistema nervoso – que contrai ainda mais os músculos do paciente, deixando difícil para ele obter uma coordenação satisfatória do próprio movimento.

L: Qual a causa dessa paralisia?

B: No meu caso, foi prematuridade  (nasci de seis meses). Minha mãe teve uma infecção urinária e eu tive que ser tirada da barriga dela antes do tempo. Os bebês de seis meses não têm pulmões maduros, ou seja, há dificuldade em respirar – por isso, fiquei um minuto sem respirar; precisava o mais rápido possível de uma transfusão sanguínea, mas a equipe médica foi lenta nesse aspecto e causou a lesão cerebral.

L: Rancor?

B: Quando pequena,  eu ficava bem mal – mesmo porque, criança gosta de correr, de brincar e eu não podia. Era obrigada a ficar sentada, observando e isso é triste. Mas – hoje – agradeço, porque é por causa disso que sou quem sou. 🙂

L: Como isso afeta o seu emocional, psicológico e vida prática?

B: Bom, vamos começar pela vida prática, que é o mais perto da realidade: ainda preciso que alguém me dê uma “mãozinha” ou de uma muleta, porque estou em fase de transição (ela faz uma fisioterapia lascada, se é que posso escrever assim num texto como esse). O piso de casa não é e nem pode ser escorregadio; também não tem escada, há adaptações no banheiro (tomo banho sentada, por exemplo) e não faço esportes. No psicológico e emocional, você acaba tendo que pensar muito antes de fazer qualquer movimento, então se eu vou buscar um lanche na cantina e estou de muletas, tenho que colocar a bolsa mais pra trás – pra não atrapalhar – levantar, chegar na cantina, encostar a muleta, pegar o dinheiro, pegaro lanche, guardar o lanche na bolsa, colocar as muletas e voltar. Isso acaba por dar a impressõa de limitação e uma falsa sensação de ser incapaz – quando você não é. E tudo isso se transforma em emoção e sentimento (solidão, baixa auto-estima) caso você não possa detectar e tenha força, coragem e vontade de mudar a história.

L: Quer uma mordida do meu croissant?

B: Não, obrigada.

L: Isso afeta ou afetou a sua auto-estima? Como?

B: Afetou muito. Principalmente na transição da infância para a adolescência, por volta dos treze anos – que é quando penso estarmos mais vulneráveis. Eu me sentia solitária, achava que não podia frequentar os mesmos lugares que os outros, que ninguém me gostaria romanticamente, uma insegurança muito grande e que essa minha época etária não era para ser lembrada com alegria, o que me fez enfiar o pé na jaca muitaz vezez (risos). No sentido de deixar de me respeitar, colocava as outras pessoas num patamar superior e não me assumia. Mas, agora – graças à Deus – consegui reestabelecer boa parte da minha auto-estima. Acho que o processo de queda foi muito construtivo.

L: Quais as maiores dificuldades/desvantagens?

B: Não ter segurança com o próprio corpo e não poder ficar tanto tempo em pé prestando atenção a outra coisa. Só que isso é uma preocupação só minha, por exemplo: se você tem comida todos os dias, não vai se preocupar se está com fome, porque você sabe que vai ter comida quando chegar em casa; mas se você for alguém que passa fome, vai se preocupar. Comigo é a mesma coisa: as outras pessoas não têm que se preocupar com os movimentos que vão fazer, porque é muito natural – para mim não é assim, tão mecânico. Por causa disso, construí uma alma muito alegre e espirituosa, porque quando há uma pessoa que não te conhece, naturalmente, ela tira uma primeira impressão falsa e preciptada e eu me sinto na obrigação de diluí-la, revertê-la com papos e ideias; o que é o contrário com os outros: uma menina menina, vamos supor, é atraente em aparência, mas pode estagar tudo quando abre a boca.

L: Dá um gole do seu juninho?

B: Pode pegar.

L: Quais as maiores facilidades/vantagens?

B: Poder ver o mundo de um jeito único. Ser obrigada a buscar outras coisas (espiritualidade, grande empatia)…

Ana: Ai, para de falar difícil!

B: (risos)

L: Não é ela que fala difícil, você que não sabe falar. (risos)

A: É, acho que é isso mesmo.

L: Então…

B: Bom, você acaba deixando a sua marca, não passa despercebido e ganha muitas mordomias! (risos)

L: Como você acha que as pessoas te vêm?

B: Ninguém nunca passa uma única imagem. Eu acho que tem gente que me vê como batalhadora,  inteligente, interessada, alegre, espirituosa. Há quem veja defeitos existentes (teimosia, intromissão) e outros que pensem coisas equivocadas, o que pode acontecer com todos.

L: E como você queria que elas vissem?

B: A primeira opção da resposta anterior, é claro! (risos)

L: Anteriormente, nós conversamos um pouco sobre a questão da sensualidade e da sexualidade da mulher deficiente: qual o seu ponto de vista sobre isso?

B: (risos e piscadela ;)) Essa é uma das questões mais delicadas! Para qualquer menina e, para as deficientes (pelo menos para mim) se torna ainda mais. Eu acho que, de certa forma, é quase que natural do ser humano – ao visualizar um deficiente – associar à ideia de assexualidade, como se a pessoa não pudesse ser atraente, principalmente pela tendência da mídia de vangloriar os corpos perfeitos. Mas, cabe a  nós mesmas não cair na lábia desse povo sem noção (risos). Eu já me senti bastante desinteressante muitas vezes, e ainda me sinto. Mas faço o possível para reverter a situação. Uma coisa que não abro mão é da hidratação semanal dos cabelos. É um tempo que tenho para mim. Modéstia à parte, [tirando a paralisia] não tenho o que reclamar do meu corpo, estou satisfeita. Mas ainda é complicado tirar conclusões profundas a respeito da sexualidade, porque nunca namorei. Daqui a um tempo, quando encontrar uma pessoa corajosa o bastante para entrar nessa parada (porque, concordem comigo, é preciso ser corajoso, vá?!), poderei falar melhor sobre o assunto.

L: Como isso te fez crescer na vida?

B:  Me fez buscar tudo o que eu não tinha. Foi uma chance que eu tive para crescer. Não só os deficientes, mas creio que todas as minorias recebem uma possibilidade a mais para se tornarem melhores. Não que eu queira ser deficiente – ninguém quer – mas isso me colocou mais perto de Deus e eu agradeço.

L: Você hoje faz coisas que nunca pensou que conseguiria fazer? Quais?

 

B: Sim. No NR, por exemplo, eu achei que não iria curtir como os outros, fiquei insegura e tudo o mais. Mas acabou que eu pulei quase até o final da micareta, fui uma das primeiras da fila (na micareta), fiquei até o fim de quase todas as festas – apesar de ficar cansada por um tempo – andei a cavalo, de pedalinhos… Me surpreendeu! Nunca achei que seria tão bom!

L: Há coisas que você gostaria de fazer e não opde, em função da paralisia? Quais?

B: Tem muita coisa. Eu sempre quis fazer aula de dança, porque a dança me seduziu, sabe? Quando eu era pequena, dizia que queria ser dançarina ou trabalhar no circo. Também tem o teatro, que – mesmo que eu atue – nunca sai do jeito que eu gostaria. E tem o esporte, mas não sou muito ligada nisso.

L: Qual a sua visão do mundo?

B: Muito complicada essa, hein? (risos) Ah, o mundo é maravilhoso! Reconheço que está seriamente deturpado, não tem como negar, mas acho a criaçlão maravilhosa! Creio o objetivo dela fosse ter a Terra como paraíso, onde todo mundo seria feliz. Agradeço todos os dias por estar aqui.

L: O que você espera do mundo?

B: Espero que o mundo perceba o quanto ele se engana com certas posturas. Li isso e acredito piamente que a origem do mal vem do desejo de independência do homem de Deus. Espero que ele possa retornar à Ele e alcalçar a felicidade plena, ainda que isso demore gerações e gerações e gerações.

L: Um recadinho para as pessoas em condições iguais, semelhantes e/ou totalmente diferentes?

B: Começando pelas condições iguais: por favor, me procurem no orkut ou no msn (fofa_babi@hotmail.com). Sempre é muito construtivo conversar com quem está na mesma situação que você, literalmente; eu cresço com isso e ajudo a outra pessoa a crescer. Sobre as situações semelhantes, não cometam o meu maior erro: o de não aceitar a si próprio exatamente como se é, se diminuir, se subestimar. Isso faz com que a gente fuja da nossa essência e acabe perdendo aquele que é o nosso melhor amigo e sempre vai ser: nós mesmos. Até hoje, é minha maior dor. Quanto às situações totalmente diferentes, aconselho que vocês tentem encontrar, em pelo menos uma palavra que eu disse, algo que possa-lhes ser útil. É incrível mas, se você pensar bem, todos passamos por [basicamente] os mesmos dilemas. Observação superimportante: de certa forma, tudo o que eu falei parece clichê. Já li muitas coisas parecidas com tudo isso e senti até mesmo raiva, porque me parecia apenas um discurso vazio ditando o que eu deveria fazer e acreditar. Não queria que a conversa tomasse esse rumo, mas parece inevitável, hoje entendo! (risos)

Pra ser sincera, tinha mais uma pergunta – só pra fazer propaganda do blog (porque eu não sou nem um pouco cara-de-pau… Eu devia é lustrar a cara com Peroba. G_G) – mas isso já está grande demais. Bom, sejam bem vindos à maior edição especial desse blog [por enquanto]. O pior é: marquei tudo isso no meu caderno. E lá se foi o meu caderno de sociologia…

Beijinhos,

Letii

P.s.: aah, mas a Bárbara é linda, né? Olha o sorriso dela, gente! Me apaixono por ela cada vez que dou uma fuçada no orkut! Mas, o que em encanta mais, não é essa beleza, é a pureza, a felicidade, a esperança e o sonho do sorriso e do olhar… É como se ela decidisse sair da realidade e viver a fantasia que todo mundo quer. Como se corresse desesperadamnte por um caminho. Ela está sem fôlego. ela está cansada. Mas tem que correr, para chegar ao seu destino, seu objetivo. Todavia, resolve dar uma parada, curtir a vida, beber um copo d’água e tomar fôlego. Porque ela sabe que amanhã vai ser igual ao momento anterior. (Observa bem a foto da festa de quinze anos – a primeira que aparece)

Navegação de Post Único

20 opiniões sobre “Edição Especial – Entrevista (paralisia cerebral)

  1. Barbara ;* em disse:

    Meeeeeeeeu Deeeeeeeeus !

    como estou feliz vendo issooooooooooo !
    Realizei um sonhoooooooo

    Mano, quantas vezes me imaginei sendo entrevistada, justamente com relação a paralisia, que geralmente é o assunto que as pessoas mais receiam perguntar ! ( durante muito tempo eu TAMBEM quis esconder, e como…Mas mais do que nunca vejo que falar sobre algo tao unico só poderia ser incrivel ! Tanto para quem lê coo para quem falaaaaaa !

    MUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA LÊ! Tou muito feliz… falar sobre isso tudo me fez encarar as coisas do modo como eu precisava !! muito obrigada por tudo ! Uma das maiores coquistas da inha vida foi a sua amizade. Falo sério.

    e o paragrafo preferido foi o ultiiiiimo !! 😀

    beijos beijooooos

    DA BAAH*

    • aaaaaaai, carambola.
      como é que eu resondo um comentátrio desse?
      de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada, de nada?
      não por isso, minha amiga! 😀
      eu sou uma das maiores conquistas dela. *O*
      só não vou chorar porque meu pescoço está doendo e coçando – e isso me desmotivou. D:
      beeeeeeeijinhos lindinhos minha melhorzinha amiguinha do mundinho! :*

  2. Edição especial tamanho família…e falando em família, coinscidências(espero que esteja escrita certa esta palavra!) acontecem! Por exemplo: eu lendo este post, com o rádio e a telavisão ligados. Por algum motivo do destino, ou sei lá o que, me peguei observando a tv, na qual passava uma reportagem sobre o Wagner Moura e sua banda! Para quem não sabe, a Bárbara é mais do que fã dele! E ouvindo Bad Romance no rádio…e, pasmem ou não, a Letii é mais do que fã, também, de Lady GaGa…quase sai correndo e desligando tudo de medo…!
    Bem, um post grande merece um comentário à altura!
    Cara, amei o post…perfeito!
    Um beiojo de caqui! =] Theo

  3. Marcelo (da fisio) em disse:

    Depois de algumas tentativas um tanto quanto frustradas de falar contigo no Skype – Bah – fui tomar meu banho para dormir, já que aqui estou a cinco horas a mais em relação ao Brasil. E antes daquele ultimo suspiro de um computador que recebe a ordem de ser desligado, lembrei que deveria, finalmente, acessar meu e-mail e procurar o blog de sua amiga com sua entrevista.

    Primeiro de tudo: Letii, parabéns de verdade pelo seu Blog. Fiquei realmente impressionado! Você escreve muto muito muito bem. Tenho certeza de que essa arte que você faz com primor é resultado de muito interesse por livros, cultura e uma capacidade enorme de conviver – e não só de viver – com diferenças. Mantenha o blog, porque está muito interessante!

    Segundo: uma entrevista ótima como esta não se faz somente com uma ótima entrevistadora, claro. Mas também com uma ótima entrevistada! A Bárbara tem uma definição: inexplicável. Posso escrever aqui que ela é perseverante, que traz alegria para qualquer lugar, que é lutadora, guerreira, que parece uma estrela brilhando no meio da multidão…e mesmo assim estarei me sentindo “vazio” por não ter sido suficientemente empolgante nesse discurso!
    Se ela realizou um sonho de ser entrevistada, preparem-se…Essa menina vai brilhar muito mais ainda. Eu tenho certeza – parece-me que uma mistura daquilo que eu já vi e convivi com ela com aquilo que as pessoas curiosamente sentem de energia no ar. Sou bastante cético. Mas tenho um forte “feeling” de que essa entrevista é a primeira de muitas. E de que esse jeitão Báh de ser – que já surpreendeu muita gente – ainda tem muito a impressionar quem vive ao lado dela.

    (amanhã lerei o seu blog também Bah).

    Um enorme beijo pra vocês duas. Parabéns!

    • GOD, tem um comentário de quatro paragráfos no meu blog. G_G
      (o que é bom)
      então, seguindo o modelo do Marcelo, primeiro de tudo: obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!
      desculpa a prolexidade, é que eu tenho uma certa dificuldade em realizar agradecimento muito muito muito agradecidos e felizes!
      ah, pode ter certeza de que foi com muito interesse por livros, muitas idas ao teatro, cinemas e bibliotecas e… escoteiro. (porque, no começo, eu não sabia lidar muito bem as diferenças. G_G). Ah, mas eu só mantenho porque tenho meus queridos leitores! (e você pode se tornar um, caso não se incomode)

      Pois é, a Bá é COM TODA A CERTEZA DO MUNDO inexplicável. (e eu tenho moral que você pra falar, porque a conheço desde a quarta série. sem querer me gabar. ueahaehueahuae. brincadeirinha. ;D)
      Nossa, sempre achei a Bárbara uma menina super forte. Dá pra ver só no olhar dela.
      Ela vai ser, sim, entrevistada milhares e milhares de vezes, por causa de suas redublagens, peças e megaproduções cinematográficas!
      Bão, mamãe tem que usar o computador.
      É bom entrar no blog da Bá, hein?
      uhaeuhaeuhae.

      Enorme beijo pra você também! 😀
      Tchau

  4. Oi Leti, meu nome é Mel sou estudante de psicologia e estou realizando um trabalho sobre paralisia cerebral, vi seu blog e adorei a entrevista que vc fez com a Bárbara, me sinto até mal por ás vezes ficar deprê, porque encontrei na Bárbara uma vontade de viver enorme e isso até em pessoas que ñ tem nenhum tipo de doença é difícil de se encontrar. Adorei a entrevista, gostaria de saber se posso utilizá-la em um trabalho que vou apresentar na faculdade. Se puder obrigado, é porque acredito que vamos colocar no blog “invasão de privacidade”. Bjão, adorei seu blog…
    P.S: Bárbara é linda mesmo.

    • aaai que bom que você gostou, Mel!
      então, estou ligado pra Bá pra saber se ela autoriza e pá.
      *chamando*
      bom, ela deu um berro, ficou super feliz e disse que tudo bem! 😀
      só faz uma propagandazinha do blog, pode ser? 😉
      valeu, aí.
      e desculpe a demora: estava de castigo. G_G
      beijinhos
      (todos acham a Bá gata. BD)

      • NOOOOOSSA MANOO !
        não sabia que tava podendo assim ! hahahahah

        aaah Mel, muito obrigada ! Muito obrigada mesmo.. de verdade não sei o que dizer…
        mas olha… eu tambem tenho meus momentos em que o medo e a revolta tomam copnta, mas tenho conseguido fazer com que fiquem cada vez mais escassos, graças a Deus !
        olha, vc acabou de realizar mais um sonho meu ! O de inspirar e influenciar pessoas por causa das minhas dificuldades ! Isso me faz perceber ainda mais que o que tive que perder foi pqueno perto do que ganhei com tudo isso.
        Fiquem muito feliz com a sua iniciativa. 😀 Obrigada mesmo.
        E quanto a você, senhor Marcelo.. noossa ! Realmente pensei no que responder, mas não consegui… e olha que pra eu ficar sem ter o que falar é uma façanha um tanto dificil de se conseguiur, admito. hahahahaha
        Precisamos conversar no Skype ! 😉

        aah gentee… e por favor,. entrei no meu blog , ele es´tá carente de visitas ! Mais é bem interessante ! Recomendo !

      • a menina que matava caracóis, cada vez realizando os seus sonhos. B)

  5. aaaaaaaaah que mentira
    ( fala da minha maae )
    hahahahahah

  6. silvana da silva viana em disse:

    ola letii, lee sua historia eu tenho um sobrinho q teve a paralisia espatica e tem dificuldades para andar e falar afetou o coordenação motora o aprendizado dele minha linda estou buscando ajuda para q ele volte a ser uma criaça normal pq ele teve isso depois da idade de 1 ano e meio sera que vc poderia me dizer como faço pra tratar dele nesse lugar onde vc tratou fico grata pela sua atenção aguardo sua resposta preciso ajuda lo hj ele tem 8 anos e me pede pra ajuda lo a voltar andar normal se vc conhece lo é um encanto de meninofica com Deus aguardo sua resposta minha linda vc pode ser um anjo q possa ajuda lo me dando algumas informações. bjs

  7. ola …. adorei a entrevista com a Ba … gostaria de add no orkut, alguem sabe ?

    beijos

    • Ooi, Bia!
      obrigadinha pelo elogio! ^-^
      então, vocêquer adicionar quem no orkut?
      eu ou a bá?
      se for eu, quase não uso, viu?
      nem adianta. :/
      mas pode me seguir no Twitter: @blogdaletii
      🙂
      obrigada e volte sempre!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: