A menina que matava caracóis

Filosofias úteis, inúteis e outras coisas que você pode não precisar.

Arquivo para o mês “julho, 2009”

Edição Especial – Eu não estou morta

Olá, minha gente linda! Bem, vocês devem estar se perguntando: que raios é EU NÃO ESTOU MORTA?! Bom, responder-lhes-ei: é um livro que eu escrevi no ano passado. Como é um livro, e não um conto, será preciso dividí-lo em capítulos e, quem sabe, dividir os próprios capítulos. Porque, além de os textos ficarem muito grandes se eu não o f izer, é um modo de eu prender vocês à história e fazê-los visitar o meu blog quase sempre. (*risada do mal ao fundo*). O livro conta a história de Liz, uma jovem de dezessete anos que sonha em fazer uma tatuagem, assim como Betty e Léo, seus melhores amigos. Bem, aqui vai. Espero que gostem. ^.^

 

tongue-tattoo

 

EU NÃO ESTOU MORTA

Tudo começou com uma tatuagem. Uma simples e maldita tatuagem. Na verdade, duas tatuagens: uma da Betty e uma do Léo. Se não fosse por elas, nada teria acontecido. A história é a seguinte…

 

Capítulo I – As duas tatuagens

Mãe, posso fazer uma tatuagem?

É claro que não, Liz!

Porquê não?

Porque você só tem dezessete anos!

E você ainda fala só? Eu agüentei até o terceiro colegial pra fazer uma tatuagem!

Você repetiu de ano, ainda está no segundo.

Então eu vou esperar! Por favor, mãe! Daqui a alguns dias eu faço dezoito anos!

Então quando você fizer dezoito anos você faz uma!

Sério?

Aham… Mas se você fizer uma, vai ter que fazer mais uma!

Como assim?

Uma em qualquer lugar que você quiser, e outra que pegue a sola do pé inteira!

Ah, mãe! Fala sério!

Mas vão ser duas tatuagens! Não é melhor que só uma?

… E piercing? Eu posso colocar um piercing?

Se colocar um na ponta do mamilo…

Aahhhh… Vou subir!

Traga a roupa suja!

Tá… Tá…

(Ploft!)

Eu disse para trazer a roupa! Não pra jogar!

_____________________________________________

Droga… Como é que eu vou fazer uma tatuagem?- É claro que eu continuaria pensando com meus botões, se o chato do meu irmão mais novo não aparecesse na porta do meu quarto…

Porquê você não faz escondido?

Dá o fora, pestinha!

Aleluia! Ele saiu correndo!

Espera um pouco… Escondido… Até que meu irmão é esperto… É ISSO! EUREKA!- Eu saio correndo do meu quarto, encontro meu irmão no corredor e o pego. Foi tanto beijo e abraço (que eu dei, porque ele não gosta de me abraçar… muito menos de dar beijo…) que até eu fiquei com nojo!

Pestinha, você é um gênio!

Tá, tá, eu sei! Me solta, sua louca!

Depois de uns três minutos de abraços e beijos, eu soltei meu irmão e ele foi correndo para o colo da minha mãe, reclamando que eu o melequei com saliva.

Desci as escadas correndo, (quase tropecei e caí!), abri a porta da sala e falei:

Mãe, eu vou sair!- E bati a porta. Foi quando ouvi minha mãe dizer de lá de dentro:

De pijama?

Aí eu me toquei que eu estava com o pijama que a vovó fez pra mim (que, cá entre nós, além de ser horrível, ele pinica!)! Voltei pra casa correndo, subi mais rápido do que desci, abri a gaveta, qual minha surpresa?

Manhê! Cadê minhas camisetas?

Uma delas o Roliço- Roliço era meu cachorro… Ele parece uma peça de mortadela!- comeu, a outra manchou e eu usei como pano de chão, e as outras você sujou!

Sujei?

Eu falei pra você não levar tanta camiseta pro Acampamento de Verão, mas quem é que disse que filho escuta mãe?

E agora? Que camiseta eu ponho?

Coloca uma de manga comprida!

Mas tá o maior sol lá fora!

Se vira, Liz!

Ai… Que legal… E agora?

Desci com um casaco de pluma italiano, e só de descer as escadas, eu já suei feito… Feito… Uma adulta de dezessete anos com um casaco de pluma italiano!

Vai sair com esse casaco?

Vou, né… Fazer o que, mãe?

Minha mãe deu risada. Que raiva…

         Quando saí na rua, (achando que não tinha ninguém…), dei de cara com o meu vizinho gostosão de vinte e sete anos! Eu com aquele casacão e ele de sunga cortando a grama! Eu parecia uma esquimó que fugiu do Pólo Norte e ele pareciam um super modelo! “Puta que pariu!”, eu pensei. Tirei o casaco na velocidade da luz (enquanto ele me olhava como se eu fosse um etê…), joguei ele pela janela do lavabo e tentei disfarçar. (Obs.: só pra explicar melhor, eu coloquei o casaco pra minha mãe não perceber que eu estava vestindo uma camiseta suja que eu descobri na minha gaveta de meias…), mas, como não era o melhor dia do mundo (devia ser o dia da Lei de Murphy!), eu descobri que a minha camiseta estava manchada de pasta de dente! Eu até pegaria e colocaria o casaco pra entrar e trocar a camiseta (qual camiseta eu não sei…), mas, a janela do lavabo era muito alta, e eu não passava por ela! Eu tentei lavar a mancha com a água da mangueira, mas não deu muito certo… “Acho que seca no caminho!”. Como ainda faltavam sete dias pro meu aniversário (malditos sete dias!) eu não podia dirigir, então, tive que ir de bicicleta até o Reinaldo (que é o cara que faz tatuagem…).

Edição Especial – Participação no Fantoches

fantoches

Bom dia, boa tarde ou boa noite! (tudo depende do horário que você estiver lendo isso. ><) Bem, hoje, eu gostaria de anunciar que a minha participação no blog Fantoches nunca mais (vide blogroll) foi confirmada! Se vocês lerem os comentários do post Nossa última noite, poderão ver que, um dos autores do blog (Henrique Toscano) fala sobre o tal convite. De agora em diante, vocês poderão ler textos meus no Fantoches – além de textos do Henrique e do Luiz (autores do blog), em A menina que matava caracóis. Fiquei muito feliz com o ocorrido. Sem querer me gabar mas, já é a segunda vez que me chamam para escrever em um blog alheio (mas, da primeira vez, era para eu escrever só um texto e o meu e-mail não foi respondido. :/). Espero que gostem, o Fantoches é um blog, realmente, muito bom e com pontos de vista com os quais eu concordo plenamente.

Ah, sobre o resultado da proposta do post anterior, ainda não subiu muito o número de visitas. Acho que é porque eu disse que poderia ficar alguns dias sem postar, então, vamos esperar mais um pouco, ok? (*depois de algumas horas* –> acabei de ver aqui as estatísticas e, deu mais ou menos umas quarenta visualizações. Tá, não aumentou tanto mas, eu disse que talvez não postasse, né? Pena. Outro dia, eu tento outra coisa, ok?)

Beijinhos,

Letii

Fantoches: http://fantochesnuncamais.wordpress.com/

Minha página no Fantoches: http://fantochesnuncamais.wordpress.com/letti/

Henrique Toscano: http://fantochesnuncamais.wordpress.com/htoscano/

Luiz Elias Miranda: http://fantochesnuncamais.wordpress.com/lh-miranda/

Pois é, eu te enganei. NÃO tem pornografia aqui, baby. ;)

Mente_PoluidaOlá! Pois é, parece que eu consegui postar! \o/ Bem, a minha proposta, hoje, é algo que eu já havia pensado há algum tempo, no primeiro mês do blog mas, eu esqueci de fazê-lo. -.-‘ Há uns dois dias, se eu não me engano, eu disse ao Thiago – namorado da Isabele – que o mundo gira em torno de ganância, egoísmo e sexo. Pois, então, a minha proposta é: enganar um monte de gente. Vou colocar no subnick do msn e no status do orkut(que são os lugares onde eu anuncio que o blog foi atualizado e, se for algo em especial – uma edição especial, um novo design, por exemplo – eu escrevo ao lado do dia da atualização) que A menina que matava caracóistem, agora, pornografia. Só para vocês terem uma ideia, o total de visualizações do blog no dia quinze*foi trinta e três. Vejamos, então, se esse número aumenta.

*Obs.: o relógio/calendário do WordPress está errado em relação ao horário do Brasil, por isso que aparece que eu estou postando no dia dezessete quando, na verdade, é dia dezesseis. ¬¬°

Nossa última noite

Bom, eu lhes disse que havia uma certa chance de eu não postar nos próximos dias mas, eu acabei não indo viajar. Só vou amanhã. Então, serão só três dias com a chance de não postar. Contudo, continuem entrando no blog durante esse período, é capaz de eu conseguir postar, ok?

Bem, o post de hoje é uma poesia que eu fiz no ano passado, para um concurso, mas não ganhei nada. (tudo bem, eu espero o próximo… Tá, mas eu gostaria de ganhar alguma coisa… Quem não gostaria?! Fiz inspirado em algumas músicas do My Chemical Romance – Hang’em high e I never told you what for a living e algumas outras que eu, provavelmente, esqueci. Desculpem. -.-‘). Espero que gostem. 😀

 

Nossa Última Noite

 

Amor,

Perdoe-me se a magoei,

Mas não poderia agüentar lembrar-me todos os dias que cheguei tarde demais,

Sei que já me disse para não parar se você cair,

Mas não tive escolha…

Foi tão assustador o momento em que você não abriu a porta,

Querida.

Não ouvir seus delicados passos no piso me fez estremecer!

Sabia que havia algo de errado.

Então,

Larguei as rosas e o anel,

Simplesmente soltei-os,

Deixei que encontrassem o chão e,

Se por acaso tivessem alguma sorte,

A grama macia de seu jardim.

Arrombei a porta,

Não foi difícil abri-la.

Tive medo do que poderia encontrar,

Porém,

Entrei,

Precisava entrar.

Da porta da frente pude ver seu belo corpo deitado sobre os degraus.

Me aproximei rapidamente.

Parei.

Fechei os olhos.

Sangue.

Não pude acreditar.

Comecei a chorar.

Era tarde demais.

Passos,

Passos atrás de mim.

Ele tinha uma arma,

Meu amor.

Foi ele…

Mandou-me ajoelhar.

Senti o cano da arma atravessar algumas mechas de cabelo.

E foi quando perdi o medo de cair:

“Mate-me”,

Eu disse,

“Mas fique ciente de que não é você que está tirando minha vida,

Sou eu que estou tomando de volta a que roubou.”

Embora a bala tenha atravessado rapidamente a minha pele,

Pude sentir minha mão tocar a sua.

Também pude apreciar a lua uma última vez.

A lua estava tão bela,

Meu amor…

Perfeita para um vinho tinto ou uma noite de gala.

 

 luacheia

Tá, essa eu não entendi. ‘x’

camiOlá, pessoas! Bem, em primeiro lugar, eu gostaria de avisar que vou viajar, então, não sei se vou postar nos próximos quatro dias.

Bom, já faz algum tempo que começaram a me falar sobre sexo e todas essas coisas. E, desde de que me falaram sobre as DST’s, eu venho me perguntando: certo, supondo que duas pessoas usam camisinha para fazer sexo, com a finalidade de não contrair nenhuma doença sexualmente transmissível, resolvem casar. Aí, elas querem ter filhos. Então, elas têm de parar de usar a camisinha. Mas, com medo de contrair alguma doença, elas fazem alguns exames. Descobre-se, então, que um dos dois tem, por exemplo, AIDS. E aí? Eles não têm filhos e a pessoa aidética tem que ficar fazendo tratamento até não sei quando? Eles adotam um filho? E se eles quiserem um filho deles? Então a camisinha só serve pra prevenir o povo enquanto eles não casam/querem ter filhos? Tá, essa eu não entendi. ‘x’

Beijinhos,

Letii

O incômodo

pedra

Ela tinha tudo: família, amigos, namorado, casa, comida e roupa lavada. Mas algo a incomodava. Algo que ela ainda não sabia muito bem o que era, mas sabia que ele estava lá, todos os dias, tardes e noites. Era uma sensação estranha, que parecia raiva e lembrava egoísmo. E parecia que o mundo girava em torno daquilo… Bom, pelo menos quando ela conversava com ele sobre ela. Eram mil e uma aventuras todos os dias. Aventuras de ansiedade, vergonha e uma porção de medo. Até que, um dia, a coragem veio à tona. E aquela sensação aumentava. Muito. E ela não parecia gostar daquilo. Mas, ela não se livrava daquele sentimento e até acho que ela nem queria. Ela a odiava, sem que ela a tivesse feito nada. Ao mesmo tempo, o amava. Todavia, ela não conteve tal sensação, e o ciúmes a rasgou por inteira, até o fim de sua vida.

(Desculpem se ficou estranho/trágico/confuso. Eu estou mal e escrevi o que me veio à cabeça. Ah, e não foi uma indireta. -.-‘ E isso foi só uma historinha que eu criei, tá? Hahaha.)

Fértil?

fértil    infértil
             NÃO menstruada                                                    Menstruada

Ontem, enquanto tomava banho (sim, o lugar que mais me traz inspiração é o banheiro. ¬¬°), me pus a pensar: porque algumas pessoas dizem que a menina está em seu período fértil quando está menstruada? (não sei se isso já aconteceu à vocês mas, uma vez na escola, me perguntaram se eu estava no meu “período fértil”. ><) Porque, bem, a menstruação é justamente o contrário. Analisem: enquanto a menina não está menstruada, o corpo produz óvulos, sendo que só um deles é liberado e fica postado nas tubas uterinas, esperando por uma possível fecundação – ou seja, a mulher está fértil. Se não há fecundação, o corpo expele esse óvulo por meio da menstruação. Então, um pouco antes, durante e um pouco depois da menstruação não é possível engravidar, logo, a menina fica infértil. É claro que eu já pensei na possibilidade das pessoas, simplesmente, confundirem  os termos, mas, a gente aprende isso na escola. Na sétima série, se eu não me engano. Porque, então, não falamos período infértil? Hum… Confuso

Beijinhos,

Letii

Dias e noites

99_bEu acho que dias de sol vêm para que a gente se divirta. Dias de chuva, para os jogos de tabuleiro. Dias nublados, para desanimar. Já os dias de frio, são para ficar mais cinco minutinhos na cama. Noites quentes, para insônia. Noites de garoa, para dormir gostoso. Noites nubladas, pra tentar achar a lua, deitado no quintal. E as noites frias, pra ficar com a família/namorado(a) vendo um filme com pipoca. Mas, de qualquer forma, todos os dias são dias e todas as noites são noites. O que muda é o clima, ou o jeito como você resolve aproveitá-lo. Dizem nada como um dia após o outro, pois eu digo: nada como um ano inteirinho, cheio de dias e noites, só pra gente viver cada um diferente do outro.

ah. :(

tristeSó pra avisar: hoje, eu não estou bem. Estou mal. Estou triste [e de tpm]. Corrijam-me, se eu estiver errada, mas, eu acho que é egoísmo. Seguinte: minha mãe está em dúvida se continua a trabalhar (ela voltou a trabalhar há pouco tempo, só pra constar) ou se para. Mas, o ponto não é esse. É que, com ela e meu pai trabalhando, eu e minha irmã ficamos o dia inteiro em casa, assistindo TV e no computador. Aí, eu não posso sair com meu namorado, amigos nem nada mais. E, vamos e venhamos, isso é um saco. ¬¬° E ela voltou a trabalhar para dar uma folga financeira maior para nós e também para comprar algumas coisinhas pra mim e pra minha irmã. E hoje de manhã, quando eu estava conversando com a minha mãe e ela me disse que talvez fosse parar de trabalhar. Mas, ela gosta disso, sabe? De trabalhar. E, como eu já disse algumas vezes que fico sem nada pra fazer, eu fico com a sensação de que eu tenho parte nessa escolha dela. E eu fico mal. Porque me sinto egoísta. Muito egoísta. E eu não gosto nem um pouco disso. Se puderem, me ajudem.

Beijinhos,

Letii

E, hoje, eu vejo que é verdade.

Calvin%20e%20HaroldoNão sei vocês mas, desde pequena, quando me diziam que os pais nos serviam de exemplo, eu não acreditava, afinal, eu não ficava fazendo as coisas igual à eles e descordava da maioria delas. Mas, hoje, conversando coma  minha mãe na hora do almoço sobre coisinhas que eu costumava fazer quando pequena, me lembrei de uma vez –  quando eu devia estar na segunda ou terceira série – que, na hora do recreio, eu peguei a minha merenda e disse para os meus amigos: “eu vou comer que nem a minha mãe: mordo um pedaço do pão e, depois de mastigar um pouco, eu já tomo um gole da bebida”, e isso desencadeou um monte de formas de comer. “A minha mãe mastiga muito bem a comida, vou comer que nem ela”, e tudo o mais. Lembrando disso, eu vejo como é verdade o que me diziam. Por mais que odiemos quando nossos pais não nos deixam fazer algo, ou brigam com a gente, ou nos colocam de castigo ou qualquer outra coisa, lá na frente, de um jeito ou de outro, a gente agradece. Porque, o que a gente não costuma pensar é: eles já passaram pela maioria das coisas que nós, hoje, estamos passando. Como diria a minha avó: enquanto você tá indo com o milho, eu já estou voltando com o fubá. (ou algo assim. -.-‘)

Eu, por exemplo, já disse um milhão de vezes pra minha mãe que, quando eu crescer, quero criar meus filhos que nem ela cria a gente. Pois é minha gente. Por mais que a gente deteste certas coisas que os nossos pais fazem, é isso o que vai nos mover na vida e o que vai ficar pra sempre na nossa memória. Bem, agora vou arranjar outra coisa pra fazer. Acho que vou gravar um cd (não, eu não sou música, vou pegar umas músicas que eu gosto e gravar no cd. >_<”).

Beijinhos,

Letii

(Tirinhas do Calvin e Haroldo, caso alguém queira)

http://depositodocalvin.blogspot.com/

(nota: leiam de baixo para cima, da última para a primeira página – quem tiver paciência – porque as tirinhas, normalmente, vão completando a outra, e esses “complementos” são colocados depois do começo da história… Acho que ficou confuso. Mas, não sei colocar isso de outra forma – ou eu estou com preguiça e uma dorzinha chata de cabeça.)

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